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Alunos de Cuiabá têm desenhos e redações publicados em livro

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Trinta e dois alunos das escolas públicas de Cuiabá, com idades de 8 a 11 anos, tiveram desenhos e redações relacionadas à alimentação saudável publicadas em um livro intitulado “Saber + Sabor”.

Trata-se de um desdobramento de um projeto da Secretaria Municipal de Educação, vinculada à Prefeitura de Cuiabá, com os projetos sociais “+Saber Copa Energia” e “Horizonte Educação e Comunicação”, desenvolvido no primeiro semestre deste ano.

Na tarde desta segunda-feira (8), houve o lançamento do livro no auditório Maestro China, localizado na sede da Secretaria Municipal de Educação, no bairro Bandeirantes. Cada criança recebeu um certificado pelos trabalhos escolares.

No evento, os 32 estudantes autografaram os livros com dedicatórias aos pais e avós. O secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes, ressaltou a importância do projeto “Saber+Sabor”, debatendo o tema da alimentação saudável nas escolas com o incentivo à arte e à redação. “Esse é um projeto feito para garantir qualidade de vida às crianças e às famílias, levando conhecimentos a respeito da alimentação saudável que servirão para toda a vida”.

A pedagoga Eliude Corrêa é mãe da estudante de 11 anos, Holly Milca Corrêa dos Santos, matriculada na EMEB (Escola Municipal de Educação Básica) Rafael Rueda, no bairro Três Barras, uma das estudantes selecionadas pelo projeto “Saber+Sabor”. Ela elogia a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em patrocinar o debate da alimentação saudável nas escolas.

“Fiquei muito feliz de ver minha filha tendo sua capacidade de escrita reconhecida pela escola. Ainda mais em um projeto com um tema tão relevante como este, que é a alimentação saudável”.

A bacharel em Química, Luciene Maria da Silva, é mãe da estudante Yasmin Vitória, de 10 anos, matriculada na escola Tereza Benguela, localizada no bairro Jardim Comodoro. A estudante também teve desenhos e redação incluídos no livro pela criatividade na abordagem do tema alimentação saudável, o que foi motivo de orgulho para a mãe.
“É muito gratificante porque as crianças passam a ter uma visão diferente do que é alimentação saudável. É uma lição importante que serve para a vida”.

A coordenadora do projeto “Saber+Sabor”, servidora pública Cleudivânia Jeremias Ferreira, explica como funcionou o processo de escolha dos alunos. “Foi trabalhado nas escolas o tema alimentação saudável. A partir disso, houve a produção de uma redação e desenhos a respeito do que as crianças nas faixas etárias de 8 a 11 anos entendiam do tema. É uma honra ver a conclusão deste projeto”.

No final do evento, pais e estudantes tiveram a oportunidade de participar de uma aula com uma nutricionista sobre como produzir alimentos saudáveis. Houve também uma feira de exposição de produtos orgânicos produzidos na agricultura familiar.

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Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores

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Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.

Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.

“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.

Programa Mulher Viva

O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.

“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.

A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.

A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.

Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.

Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.

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