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Viva Maria: ouça o 2º episódio do podcast especial pelos seus 44 anos

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O Viva Maria segue celebrando seus 44 anos de história com a força da memória e das vozes que nunca se calaram. Apresentado por Mara Régia, o programa apresenta hoje o segundo episódio do podcast “Viva Maria — Memória, Resistência e Afeto”, produzido pelo jornalista e pesquisador Cláudio Paixão.

Com o título “Ecos que não se calam”, o episódio mergulha nas principais bandeiras de luta levantadas pelo programa desde os anos 1980: a mobilização das trabalhadoras domésticas, a criação da primeira Delegacia de Atendimento à Mulher em Brasília, a denúncia do caso Thaís e a participação histórica no lobby do batom, quando mulheres de todo o país se uniram para conquistar seus direitos na Constituição de 1988.

Confira o podcast no player acima.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria celebra a escrevivência de Conceição Evaristo

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O Viva Maria desta terça-feira, 28, destaca a trajetória e o pensamento de uma das maiores vozes da literatura brasileira contemporânea: Conceição Evaristo. Em sintonia com as celebrações do Julho das Pretas, a edição mergulha no conceito de escrevivência, termo cunhado pela escritora para descrever uma escrita profundamente ligada às vivências individuais e, sobretudo, coletivas da população negra, especialmente das mulheres.

A edição acompanha a aula inaugural do curso ministrado pela escritora na Casa da Escrevivência, iniciativa dedicada a preservar e compartilhar a memória e o protagonismo das mulheres negras. Durante o programa, Conceição explica que sua produção literária nasce de uma “geografia afetiva” e de seu lugar social e de gênero, retirando das experiências das classes populares o “sumo” para sua escrita.

Desconstrução de estereótipos e crítica à meritocracia 

Além da literatura, Conceição Evaristo propõe um debate necessário sobre o imaginário da sociedade brasileira, que muitas vezes ainda associa a mulher negra apenas ao lugar da subalternidade. Para a autora, sua visibilidade como intelectual e pesquisadora colabora para que o país passe a enxergar mulheres negras também como cientistas, médicas e artistas.

Contudo, a escritora faz um alerta contundente sobre o perigo de sua história ser usada para reforçar o discurso da meritocracia. Ela ressalta que sua trajetória é uma exceção e que o sucesso individual não deve esconder as desigualdades de acesso à educação e à cultura. “O acesso ao livro, à leitura e às universidades deveria ser um direito de cada cidadã e cidadão brasileiro”, afirma a escritora, incentivando as novas gerações a se apropriarem desses espaços não como um privilégio, mas como um direito de cidadania.

Homenagem na passarela 

O programa também relembra o reconhecimento da obra de Conceição Evaristo para além da academia, destacando o samba-enredo da Império Serrano, “Ponciá Evaristo – Flor do Mulungu”, que homenageou a escritora no Carnaval deste ano. Atualmente, a obra da autora é estudada em universidades e integra exames nacionais, como o Enem.

Para quem deseja se aprofundar no tema, o Viva Maria convida os ouvintes a acompanharem a gravação completa da aula na página Casa da Escrevivência, disponível no YouTube.


Fonte: EBC Cultura

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