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Mais de 54 mil pessoas participam das comemorações do Dia do SER Família Criança na Arena Pantanal

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O Governo de Mato Grosso encerrou neste domingo (12.10) as comemorações do Dia do SER Família Criança. Mais de 54 mil pessoas passaram pelo evento durante os cinco dias de programação na Arena Pantanal, em Cuiabá.

Idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, o projeto transformou a Arena em um grande “Safári”, com programação gratuita, parque de diversões, apresentações culturais, oficinas recreativas, feira de artesanato, praça de alimentação e mutirão de atendimentos sociais.

A primeira-dama Virginia Mendes destacou que a expressiva participação do público simboliza o espírito de união e carinho das famílias mato-grossenses.

“Essas mais de 54 mil pessoas representam um pouco de todas as famílias de Mato Grosso, que acreditam no amor, na esperança e na força da infância. Ver tantas crianças compartilhando momentos de alegria é o verdadeiro propósito do SER Família Criança: fortalecer os laços familiares e celebrar a vida com fé e gratidão”, afirmou Virginia Mendes.


Foto: João Reis | Setasc-MT

O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, ressaltou o empenho da equipe e o impacto positivo do evento.

“Foram dias intensos, de muito trabalho e dedicação, mas a recompensa é ver a felicidade estampada no rosto das famílias. Esse evento é fruto da visão e do coração generoso da primeira-dama Virginia Mendes, que acredita que cuidar das crianças é o primeiro passo para transformar o futuro”, disse o secretário.

O evento também emocionou quem participou. Luciana Ribeiro, moradora do bairro Coxipó, foi ao evento com os três filhos e elogiou a iniciativa.

“Foi tudo muito lindo! Quero agradecer à dona Virginia por pensar nas nossas crianças com tanto carinho. Meus filhos se divertiram demais e vão guardar esse dia para sempre”, disse Luciana.


Foto: João Reis | Setasc-MT

Para Karla Carmindo, do bairro Jardim Imperial, a ação foi uma oportunidade de lazer e união.

“Nem sempre temos condições de levar nossos filhos a lugares assim. Ver um evento desse porte, gratuito e organizado, é motivo de orgulho. Parabéns à primeira-dama por olhar por nós, mães e famílias que mais precisam”, afirmou ela.

Já o motorista Paulo Henrique Almeida, morador de Várzea Grande, levou a esposa e os dois filhos para aproveitar o evento e destacou o clima de alegria.

“Foi maravilhoso ver a Arena cheia de crianças sorrindo. Trouxe minha família toda e foi um domingo diferente, cheio de amor e diversão. Nós também estivemos no Alto da Paixão de Cristo e adoramos. Que venham mais eventos assim, que aproximem as pessoas e mostrem que o Governo se importa com as famílias”, declarou.


Foto: João Reis | Setasc-MT

Mutirão da Cidadania

Durante os quatro dias, foram realizados 1.396 atendimentos gratuitos em diversos serviços, além de atividades lúdicas e educativas e da entrega de brinquedos para crianças de instituições cadastradas. O evento reafirmou o compromisso do Governo do Estado com o bem-estar, a inclusão e o fortalecimento das famílias.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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