Mato Grosso
Pesquisadores estudam a eficácia de planta amazônica com potencial para novos anticoagulantes
Mato Grosso
Pesquisadores buscam nas propriedades farmacológicas da Psychotria ipecacuanha, conhecida popularmente como poaia, ipeca ou ipecacuanha, novas possibilidades terapêuticas para o tratamento de doenças cardiovasculares. O estudo avaliou a atividade anticoagulante e antiplaquetária in vitro do extrato de P.ipecacianha, tradicionalmente utilizada na medicina popular por suas propriedades eméticas e antiparasitárias.
O equilíbrio da coagulação sanguínea, conhecido como hemostasia, é essencial para a manutenção da circulação e prevenção de hemorragias. Alterações nesse sistema podem resultar em tromboses e outras doenças cardiovasculares, que estão entre as principais causas de mortalidade no mundo. Embora existam medicamentos eficazes para controlar essas condições, o alto custo e os efeitos colaterais ainda limitam o uso prolongado em muitas populações.
Nesse contexto, o projeto coordenado pela professora doutora Celice Alexandre Silva, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em colaboração com os professores doutores Douglas Siqueira Chaves e Flavia Fratani, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), investigou o potencial da poaia (Psychotria ipecacuanha) como fonte de compostos naturais com ação anticoagulante, em busca de alternativas mais acessíveis e de origem vegetal.
O projeto faz parte do Edital Fapemat nº018/2022-Biológicas, fomentado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), denominado “Ação Anticoagulante do Extrato Alcaloidico de Psychotria ipecacuanha (BROT.) – Stokes”.
Estudos anteriores identificaram nos extratos da planta dois alcaloides de destaque, emetina e cefalina, substâncias que apresentam reconhecidas atividades citotóxica, antiparasitária e expectorante. Pesquisas recentes indicam que esses compostos interferem nos mecanismos de coagulação, especialmente na via intrínseca, reduzindo a formação de coágulos de forma dose-dependente.
A investigação científica propõe o fracionamento dos extratos da planta, com o objetivo de identificar as frações e moléculas responsáveis pela atividade anticoagulante. Essa abordagem poderá revelar se a ação biológica decorre de um único princípio ativo ou de uma combinação sinérgica de compostos.
Além da relevância farmacológica, o estudo reforça a importância da biodiversidade brasileira como fonte de inovação científica. Espécies da família Rubiaceae, como Cinchona officinalis, Uncaria tomentosa e Genipa americana, já se destacaram historicamente na produção de medicamentos e no tratamento de diversas enfermidades. A Psychotria ipecacuanha soma-se agora a esse grupo de plantas promissoras, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento de fármacos naturais voltados à saúde cardiovascular.
O foco dos estudos agora está no desenvolvimento de uma formulação para tratamento in vivo usando a emetina como substância ativa, além do extrato de Ipeca visando o desenvolvimento de um novo fitoterápico Brasileiro.
Na medicina popular brasileira e sul-americana, a Psychotria ipecacuanha, conhecida como poaia, ipecacuanha, raiz-de-ipeca ou poaia-do-cerrado, tem uso tradicional há mais de 300 anos, especialmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Riscos e precauções
“A emetina, principal alcaloide ativo, é tóxica em doses elevadas. Pode causar náusea intensa, arritmias cardíacas e insuficiência respiratória. Por isso, o uso popular deve ser feito com extrema cautela e nunca como automedicação. Atualmente, seu uso medicinal é controlado por farmacopeias oficiais, e a coleta da planta em ambiente natural é restrita por ser uma espécie ameaçada de extinção em algumas regiões do Brasil”, ressalta a pesquisadora.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Zé Medeiros se consolida como o segundo nome mais lembrado para o Senado em Mato Grosso
Um novo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas aponta que a candidatura da direita segue crescendo em Mato Grosso. Na pesquisa de intenção de voto para o Senado, no cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são previamente apresentados aos entrevistados, o candidato Zé Medeiros (PL) consolida sua base de apoio ao aparecer como o segundo político mais lembrado pelos eleitores, alcançando 10,1% das citações.
O resultado demonstra a forte adesão popular para a candidatura de Medeiros, evidenciando que o eleitorado de direita possui uma representação sólida, engajada e organicamente mobilizada no estado.
Os dados técnicos do levantamento reforçam a precisão do atual panorama político estadual. A pesquisa do instituto Paraná Pesquisas foi realizada de forma presencial entre os dias 06 e 08 de setembro de 2026, ouvindo 1352 eleitores distribuídos em 52 municípios de Mato Grosso.
O estudo possui um grau de confiança de 95%, com uma margem de erro estimada em aproximadamente 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais. O levantamento encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01505/2026.
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