Mato Grosso

Seduc realiza Aulão de Véspera para estudantes da rede estadual que prestarão o Enem 2025

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A Secretaria de Estado de Mato Grosso (Seduc-MT), realizou nesta sexta-feira (7.11), o primeiro de dois aulões de véspera para estudantes que prestarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. Durante a aula, eles puderam revisar os conteúdos, participar de palestras e atividades culturais.

Com o objetivo de proporcionar aos estudantes a revisão de conteúdos essenciais por meio de aulas dinâmicas, os aulões contam com a participação de professores convidados. Nesta primeira aula, foram abordados conteúdos de Linguagens e Ciências Humanas.

De acordo com o secretário de Educação, Alan Porto, durante toda a preparação dos estudantes, foram mais de 800 horas de aulas gravadas, com encontros presenciais aos sábados.

“Estamos oferecendo as últimas aulas presenciais para mais de 600 estudantes. Para os estudantes que não podem acompanhar as aulas de forma presencial, também estamos transmitindo, por meio do canal do YouTube da Seduc”.

O secretário também afirmou que mais de 37 mil estudantes da rede estadual que estão concluindo o Ensino Médio ou EJA estão aptos para as provas nos dias 9 e 16 de novembro. Desse total, mais de 27 mil alunos se prepararam por meio do Pré-Enem Digit@l MT, da Seduc.

“Desde maio, a preparação dos alunos incluiu simulados e atividades, além das avaliações do sistema estruturado. Os professores puderam elaborar questões e materiais didáticos direcionados ao Enem”, completou.

A estudante Alanis Luigi, do 3º ano da Escola Estadual Adalgisa de Barros, em Várzea Grande, afirmou que os aulões auxiliam na preparação dos estudantes, especialmente para aqueles que possuem pouco tempo disponível, seja por questões de trabalho ou outras responsabilidades.

Sua colega, Sofia Figueiredo, também do 3º ano, concordou. Segundo ela, “o aulão serve como uma revisão que permite esclarecer dúvidas e reforçar o conhecimento adquirido durante todo o ano”.

A estudante ainda contou que participou do Enem no último ano. “Percebi que demorei bastante para responder às questões. Acabou não dando tempo de terminar as questões e precisei escrever a redação com pressa”, disse ela.

O próximo aulão acontece dia 14 de novembro, no Senai Várzea Grande, presencialmente, das 12h às 18h, no Senai Várzea Grande e vai abordar a segunda parte da prova, com assuntos relacionados a Física, Química, Biologia e Matemática. A aula também será transmitida ao vivo pelo canal da Seduc-MT no YouTube.

O Pré-Enem, Digit@l MT faz parte das 30 políticas educacionais que compõem o Plano EducAção 10 Anos, que visa colocar a rede estadual entre as cinco redes mais bem avaliadas no país até 2032.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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