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Profissionais já começam a inscrever produções para o 1º Prêmio de Jornalismo do Governo de MT

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Repórteres e fotógrafos já começaram a inscrever suas produções jornalísticas para a primeira edição do Prêmio Anual de Jornalismo do Governo de Mato Grosso, para conquistar prêmios de até R$ 50 mil.

Desde a abertura das inscrições da premiação, no dia 31 de outubro, o site do prêmio recebeu mais de 13 mil acessos.

As inscrições continuam abertas, são gratuitas e se encerram no dia 30 de novembro — clique aqui para se inscrever. Os trabalhos devem seguir o tema “Políticas Públicas Estaduais inovadoras que tornaram Mato Grosso um lugar melhor para se viver”. O objetivo da premiação é reconhecer, valorizar e incentivar os profissionais da imprensa que valorizem o Estado de Mato Grosso.

Os profissionais da imprensa podem inscrever apenas um trabalho. Também podem participar jornalistas ou fotógrafos de todo o país. As produções jornalísticas devem ter sido publicadas entre 1º de julho e 30 de novembro.

Os vencedores vão ganhar um total de R$ 750 mil em dinheiro, sendo R$ 50 mil para o primeiro lugar, R$ 35 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro, para cada uma das cinco categorias a seguir:

  • Jornal impresso: para reportagens em texto publicadas em jornais e revistas, com mínimo de 4 mil caracteres;
  • Internet: para reportagens publicadas em sites, com mínimo de 3 mil caracteres;
  • Vídeo: para reportagens veiculadas em canais de televisão ou publicadas em plataformas digitais de vídeo, sendo possível também incluir episódios de podcasts publicados em plataformas de vídeo, com duração mínima de 3 minutos e 30 segundos e máxima de 6 minutos;
  • Áudio: para reportagens em áudio veiculadas em emissoras de rádio, sendo também aceitos episódios de podcasts publicados em plataformas de streaming, com duração mínima de 3 minutos e 30 segundos e máxima de 6 minutos;
  • Fotografia: para a melhor foto ou série de fotos publicadas em veículo impresso ou digital.

Os assuntos das reportagens e fotografias, relacionados ao tema central, podem estar nos seguintes eixos temáticos: Infraestrutura, Social, Meio Ambiente, Educação, Empreendedorismo, Agricultura, Saúde, Cultura, Esporte, Segurança, Ciência e Tecnologia e Turismo.

Após as inscrições, uma comissão formada por dois integrantes do governo e um da Faculdade de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) avaliará as reportagens e definirá os finalistas com base na relevância, contribuição social, qualidade técnica, originalidade ou inovação, impacto e repercussão das reportagens e fotografias inscritas.

A cerimônia de divulgação dos vencedores da primeira edição está marcada para o dia 18 de dezembro.

Calendário

Inscrições — 31/10/2025 a 30/11/2025
Fase de julgamento — 5/12/2025 a 15/12/2025
Divulgação — 18/12/2025

Clique aqui para acessar o edital e conferir as demais regras do edital.

Homenagem

A primeira edição do Prêmio Anual de Jornalismo receberá o nome do jornalista Ademar Andreola. Já a categoria fotojornalismo, de forma excepcional, levará o nome do fotojornalista Marcos Vergueiro. Ambos deram contribuições significativas à imprensa mato-grossense e eram servidores da Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) no momento de seus falecimentos.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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