Mato Grosso

Inscrições para o prêmio Mais Inglês terminam neste domingo (30)

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Termina neste domingo (30.11) o período de inscrição para o Prêmio “Mais Inglês: Boas Práticas no Ensino de Inglês no Ensino Fundamental”, iniciativa que busca identificar, valorizar e difundir experiências inovadoras desenvolvidas por professores da rede estadual no ensino de Língua Inglesa.

A ação integra o Programa Mais Inglês, em parceria com a Pearson, e se destaca pela oferta de um intercâmbio pedagógico na Colômbia para os vencedores.

A escolha da Colômbia como destino não é casual. O país figura entre os que mais avançaram na implementação de políticas públicas bilíngues na América Latina, com programas de formação continuada e instituições reconhecidas pela atuação em ensino de línguas, movimentos semelhantes aos empreendidos por Mato Grosso.

Além disso, o material didático utilizado pela Seduc nos anos finais do Ensino Fundamental é o mesmo adotado em diversas redes colombianas, onde já fundamentam práticas bem-sucedidas no ensino de inglês para falantes não nativos.

A vivência direta desse contexto permitirá aos professores mato-grossenses observar metodologias, estratégias e rotinas que podem qualificar ainda mais o trabalho realizado no Programa Mais Inglês.

A iniciativa também se articula com o Intercâmbio MT no Mundo, que promove experiências formativas em países de língua inglesa. A inclusão da Colômbia amplia o escopo das ações internacionais ao apresentar modelos alternativos de ensino de línguas em contextos próximos ao brasileiro, reforçando o compromisso da Seduc com a atualização pedagógica e a internacionalização das práticas docentes.

Participação e critérios

De acordo com o edital nº 024/2025/GS/SEDUC/MT, podem participar professores efetivos ou contratados que atuem no Ensino Fundamental, utilizem o material didático fornecido pela Seduc, e estejam em exercício nos anos letivos de 2025 e 2026.

As inscrições serão realizadas por formulário online, mediante envio de relato de prática, fotos, vídeos e demais evidências.

O prêmio está dividido em três categorias: Aula que Inova, para experiências com uso qualificado de tecnologia; Leitura sem Fronteiras, para projetos que articulam leitura, interdisciplinaridade e protagonismo; e Inglês para Todos, de práticas que promovem inclusão e acessibilidade.

Cada docente pode se inscrever em mais de uma categoria, mas só poderá ser premiado em uma delas.

Os trabalhos serão avaliados por equipes técnicas da Seduc e da Pearson, considerando critérios como clareza, inovação, domínio do conteúdo e qualidade dos recursos apresentados. No total, 39 projetos seguirão para a fase final, sendo três representantes de cada Diretoria Regional de Educação (DRE), com apresentação presencial em Cuiabá.

Os professores premiados participarão de uma visita técnica a uma escola pública colombiana reconhecida por suas práticas consistentes no ensino de inglês como língua adicional.

A programação inclui observação de aulas, oficinas, diálogo com educadores e análise de metodologias aplicadas em contextos semelhantes ao brasileiro.

O foco da experiência é ampliar o repertório metodológico dos docentes, incentivar a inovação em sala de aula e contribuir para a consolidação de práticas que elevem a qualidade do ensino de Língua Inglesa na rede estadual.

A expectativa é que as vivências na Colômbia resultem em novas abordagens, estratégias mais eficientes e uso ainda mais qualificado do material didático já adotado em Mato Grosso.

Valorização da prática docente

O edital também estabelece critérios de desempate que consideram maior pontuação na avaliação, tempo de atuação no Programa Mais Inglês e idade do participante.

Confira mais detalhes no edital anexo.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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