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O Museu da Cultura Cearense é reaberto com exposição sobre quilombolas

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O Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar em Fortaleza, reabriu neste fim de semana com a exposição “Quilombolas: Tecendo Territórios de Liberdade”. 

Na mostra, o quilombo é retratado não apenas como espaço histórico, mas também como  território de experiências do presente.  A exposição apresenta um acervo de 137 agrupamentos do estado cearense. 

Uma das curadoras da mostra, Cícera Barbosa, destaca a luta quilombola atual, que atravessa o tempo para além do período colonial.

A mostra compartilha os modos de organização social do povo quilombola por meio de objetos, fotografias, entrevistas com os moradores dos territórios e vídeos, como o registro de crianças apresentando seus quilombos. 

Entre as obras está o trabalho de Matheus Ribs, que ressignifica a bandeira nacional, substituindo “ordem e progresso” por “KilomboAldeya”. A curadora fala sobre o conceito da “roça de ideias”, mostrando que a população que está no campo é que são os verdadeiramente ricos.

A exposição fica em cartaz até 25 de julho. A visitação é gratuita:  de quarta a sexta, das 9h às 19h , e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. O Museu da Cultura Cearense fica dentro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. 


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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