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O Museu da Cultura Cearense é reaberto com exposição sobre quilombolas

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O Museu da Cultura Cearense, no Centro Dragão do Mar em Fortaleza, reabriu neste fim de semana com a exposição “Quilombolas: Tecendo Territórios de Liberdade”. 

Na mostra, o quilombo é retratado não apenas como espaço histórico, mas também como  território de experiências do presente.  A exposição apresenta um acervo de 137 agrupamentos do estado cearense. 

Uma das curadoras da mostra, Cícera Barbosa, destaca a luta quilombola atual, que atravessa o tempo para além do período colonial.

A mostra compartilha os modos de organização social do povo quilombola por meio de objetos, fotografias, entrevistas com os moradores dos territórios e vídeos, como o registro de crianças apresentando seus quilombos. 

Entre as obras está o trabalho de Matheus Ribs, que ressignifica a bandeira nacional, substituindo “ordem e progresso” por “KilomboAldeya”. A curadora fala sobre o conceito da “roça de ideias”, mostrando que a população que está no campo é que são os verdadeiramente ricos.

A exposição fica em cartaz até 25 de julho. A visitação é gratuita:  de quarta a sexta, das 9h às 19h , e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. O Museu da Cultura Cearense fica dentro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. 


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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