Mato Grosso

TCE investiga denúncia de nepotismo na nomeação de Neurilan Fraga no Consórcio de Saúde

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Mato Grosso

Uma representação protocolada no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) acusa o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá de praticar nepotismo ao nomear Neurilan Fraga para o cargo de Secretário-Executivo. Isso, porque Neurilan é irmão do presidente do consórcio e prefeito de Nobres, José Domingos Fraga Filho.

Segundo a representação, protocolada pelo vereador de Nobres Emerson Flávio de Andrade, a função ocupada por Neurilan possui caráter estratégico, com atribuições de gestão de políticas de saúde e administração de recursos públicos dos municípios que integram o consórcio, o que reforça a incompatibilidade com o parentesco apontado.

 

O parlamentar também sustenta que a situação geraria risco de dano aos cofres públicos, uma vez que a manutenção do nomeado implicaria despesas indevidas, como pagamento de remunerações e vantagens ao ocupante do cargo.

 

O pedido apresentado ao TCE solicita que sejam suspensos os efeitos da portaria de nomeação, que José Domingos afaste o irmão do cargo e que novos pagamentos decorrentes da nomeação sejam imediatamente interrompidos.

 

O conselheiro Waldir Júlio Teis recebeu a representação e adiou a análise sobre a concessão de tutela de urgência até que os responsáveis apresentem manifestação prévia.

 

O TCE determinou a citação de José Domingos, que terá cinco dias úteis para se pronunciar e apresentar a documentação necessária ao esclarecimento dos fatos. O processo seguirá em análise após a entrega das informações preliminares.

“Determino a citação do Sr. José Domingos Fraga, presidente, para que no prazo de cinco dias úteis, manifeste-se previamente sobre o teor das supostas irregularidades, bem como apresentem todas as documentações pertinentes para o esclarecimento dos fatos apontados na presente representação externa”, diz trecho da decisão.

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Cuiabá

Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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