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Polícia Civil prende pai e filho que mantinham distribuidora de fachada para comércio de drogas em VG

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Pai e filho que atuavam com tráfico de drogas em Várzea Grande e que eram considerados foragidos da Justiça tiveram mandados de prisão cumprido pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (9.12), em ação realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

Os traficantes que mantinham uma distribuidora de fachada para atuar com o comércio de entorpecentes estavam com mandados de prisão decretado 3ª Vara Criminal de Várzea Grande.

Eles foram alvos de operação realizada no mês de setembro pela Denarc, que resultou na apreensão de grande quantidade de cocaína, mais de R$ 18 mil em dinheiro, diversos apetrechos relacionados ao tráfico e na prisão de três pessoas em flagrante por envolvimento no crime.

As investigações apontam que os suspeitos, responsáveis pelo comércio ilícito, utilizavam diversos produtos no preparo da droga, misturando inclusive plástico, no entorpecente que era comercializado.

Durante diligências, os policiais da Delegacia de Narcóticos conseguiram localizar os foragidos, em uma residência, no bairro Santa Luzia, em Várzea Grande. Após terem a ordem judicial cumprida, eles foram encaminhados à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocados à disposição da Justiça.

Investigação e prisões anteriores

Durante as investigações de combate ao comércio de entorpecentes em Várzea Grande, foi identificado o imóvel comercial, que funcionava como fachada para a distribuição e venda de drogas.

Durante cumprimento de buscas no ponto comercial, foram encontrados diversos materiais ilícitos, entre eles, 195 porções de cocaína já fracionadas para venda, mais de R$ 5 mil em dinheiro, balanças de precisão, embalagens, cadernos de anotação do comércio de entorpecentes e outros apetrechos utilizados na atividade do tráfico.

Os suspeitos, que estavam no comércio e que foram encontrados em posse dos materiais ilícitos, foram presos em flagrante no local.

Na casa do principal suspeito (que não foi localizado no dia dos fatos), foram apreendidas munições calibre 38, ampolas de cloridrato de lidocaína, porções de cocaína, R$ 13,5 mil em dinheiro, entre outros objetos relacionados ao tráfico, além de um tablete e meio de pasta base, um saco grande de polietileno granulado e uma caixa de papelão com três sacos grandes com cocaína.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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