Mato Grosso

Cadeira de rodas e intérpretes de libras reforçam acessibilidade na Rodoviária de Cuiabá

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O Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, ampliou os serviços de acessibilidade e passou a oferecer atendimento agendado para pessoas idosas, pessoas com deficiência (PCDs) e demais passageiros que necessitam de suporte especializado. A iniciativa é pioneira entre os terminais rodoviários do país.

O atendimento inclui o fornecimento gratuito de cadeira de rodas para o deslocamento no Terminal, permitindo que o passageiro seja acompanhado até o local desejado sem enfrentar rampas ou escadas. O objetivo é garantir mais segurança e conforto durante todo o trajeto.

O Terminal também conta com o apoio de intérpretes do Centro de Interpretação de Libras (CIL), vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT), ampliando o acolhimento a pessoas surdas em diferentes tipos de atendimentos.

Além dos serviços personalizados, o espaço recebeu investimentos estruturais recentes para assegurar acessibilidade plena. Entre as melhorias estão a instalação de piso tátil em toda a área da Rodoviária, auxiliando o trânsito de deficientes visuais; e a disponibilização de elevador que facilita a locomoção de cadeirantes e idosos.

Para o presidente regulador da Ager, Luis Nespolo, o atendimento personalizado foca em práticas humanizadas e na eliminação de barreiras de comunicação e arquitetônicas. “A adoção de soluções em acessibilidade é um avanço significativo e serve de estímulo para outras concessionárias aperfeiçoarem suas práticas de acolhimento, garantindo acessibilidade plena a quem mais precisa”, declarou Nespolo.

“Devemos celebrar as novas ações de acessibilidade na Rodoviária de Cuiabá, reforçando que essas melhorias são frutos da atuação firme da Agência na fiscalização e regulação para garantir um transporte mais humano e inclusivo para todos os usuários”, afirmou o diretor regulador de Transportes e Rodovias da Ager, José Ricardo Elias.

Quem pode solicitar o agendamento

Todos os passageiros que necessitam de apoio podem solicitar o serviço pelo site www.rodoviariadecuiaba.com.br/auxilio, com antecedência mínima de 48 horas, informando o tipo de auxílio necessário.

Na entrada principal do Terminal, um balcão foi instalado para o atendimento imediato de passageiros que não realizaram o agendamento prévio. A administração ressalta, porém, que a solicitação antecipada é recomendada, sobretudo em períodos de maior movimento, como férias escolares e festas de fim de ano. A expectativa neste mês de dezembro é que o local receba mais de oito mil pessoas por dia.

Segundo a administradora da Rodoviária, o objetivo é aprimorar a experiência dos usuários e garantir que todos tenham acesso pleno e adequado às dependências do Terminal.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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