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Deputado Dilmar Dal Bosco lidera articulação que abre um novo ciclo de obras estratégicas para Sinop

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No último dia 10, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) conduziu em Cuiabá uma agenda estratégica para o futuro de Sinop. A reunião, no Palácio Paiaguás (sede do governo do estado), contou com a participação do vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), do prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), do vice-prefeito, Paulinho Abreu (Republicanos), e dos vereadores Célio Garcia (MDB), Zezinho Construtor (Solidariedade) e Enio da Brígida (PSDB).

Foram apresentados os projetos da construção de uma praça com um grande lago nas proximidades da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a pavimentação de algumas estradas vicinais por meio do programa Mais MT Agroestradas, do Governo de Mato Grosso.

A nova praça, que será projetada para a região da Unemat foi apresentada como uma das prioridades para o município. A proposta é criar um espaço de convivência com um lago de destaque, integrando estudantes, moradores do entorno e famílias de vários bairros, ampliando as opções de lazer e fortalecendo a vocação da cidade como polo educacional e de serviços.

O deputado reforçou junto ao vice-governador que investimentos em áreas urbanas qualificadas também ajudam a organizar o crescimento da cidade e valorizam o entorno da Unemat, o que gera mais segurança.

“Essa reunião em Cuiabá foi para deixar claro que Sinop não pode ficar na fila de espera. Essa praça e as obras nas estradas rurais não serão apenas projetos bonitos no papel. Serão investimentos que mexem com a rotina de quem estuda, trabalha, produz e cria a família aqui. Eu vou acompanhar cada etapa, da planilha de custos ao começo das obras, porque a minha obrigação como único deputado eleito por Sinop é transformar essas demandas em realidade para a nossa população”, disse Dilmar.

Mais MT Agroestradas – Outro ponto central da reunião foi a melhoria da infraestrutura rural por meio do programa Mais MT Agroestradas. Dilmar cobrou atenção especial para as estradas vicinais de Sinop, entre elas: Viviane, Elizabete, Adalgisa, Virgínia, Silvana e estrada Débora, que são fundamentais para o escoamento da produção e para a rotina das famílias que vivem no campo.

Ficou definido que o município irá elaborar e encaminhar uma planilha de custos detalhada, acompanhada dos projetos técnicos, para que o governo estadual dimensione o volume de investimentos e estabeleça um cronograma das obras.

“Essa nova etapa, com a praça na região da Unemat e as melhorias nas estradas rurais, é a continuidade de um trabalho que não começou agora e que não vai parar enquanto eu representar Sinop na Assembleia Legislativa”, finalizou Dal Bosco.

O prefeito Roberto Dorner destacou a condução política do parlamentar. “Essa praça com lago perto da Unemat e as obras nas estradas vicinais são demandas antigas da população. Ter um deputado que luta por essas pautas e abre portas junto ao governo faz toda a diferença para a gestão municipal e para o cidadão que sente o resultado lá na ponta”, afirmou Dorner.

O vereador Célio Garcia reforçou o papel de Dilmar como articulador. “Quando vemos o vice-governador, o deputado Dilmar, o prefeito e o vice-prefeito e eu, como vereador, discutindo juntos soluções para a cidade, percebemos que Sinop tem representação forte”, pontuou Célio.

Fonte: ALMT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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