Cuiabá

Prefeito e primeira-dama vistoriam Centro Amar antes da inauguração

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Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a primeira-dama, Samantha Iris, vistoriaram, na manhã deste sábado (31), a estrutura do Centro Amar, que será inaugurado oficialmente nesta segunda-feira (2), às 16h, garantindo políticas públicas de inclusão e o fortalecimento da educação especial na Capital. O espaço integra a Secretaria Municipal de Educação e é voltado ao atendimento especializado de estudantes da rede municipal com autismo e outras neurodiversidades.

Samantha Iris, que acompanhou de perto todas as etapas de implantação do Centro, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento da educação especial no município.

“O Centro Amar será um centro de avaliação e acompanhamento pedagógico da educação especial da rede municipal. É um reforço muito esperado para atender nossos autistas e outras neurodiversidades. Estou muito feliz, sonhei muito com esse lugar”, afirmou a primeira-dama.

O espaço conta com salas de psicomotricidade, atendimento psicológico, fonoaudiologia, sala neurossensorial e psicopedagogia. Além disso, possui área externa com parquinho. Segundo Samantha, o município também estuda uma programação de atividades voltadas às mães e responsáveis que acompanham as crianças durante os atendimentos. “Estamos programando para que, nessa área externa, tenhamos atividades para as mães que vêm trazer as crianças para avaliação. Tudo aqui foi escolhido com muito amor para atender nossas crianças e as famílias”, declarou.

No Centro Amar são realizadas avaliações multidisciplinares no contexto educacional, com o objetivo de identificar as necessidades educacionais específicas de cada estudante. As avaliações são conduzidas por equipe multiprofissional e considerando as singularidades e o contexto escolar de cada criança.

O encaminhamento ao Centro Amar ocorre por meio das unidades escolares da rede municipal. Inicialmente, as professoras do Atendimento Educacional Especializado (AEE) realizam uma pré-avaliação pedagógica e encaminham o caso à Coordenação de Educação Especial. Após o encaminhamento, o estudante passa por avaliação multiprofissional, realizada de forma articulada entre os profissionais, com observação, aplicação de instrumentos educacionais e análise do contexto escolar, subsidiando a elaboração de relatório pedagógico, que pode indicar, conforme a necessidade do estudante, a solicitação de cuidador, a elaboração ou adequação do Plano Educacional Individualizado (PEI). O atendimento em sala multifuncional ou a inclusão em sala de intervenção pedagógica, além do acompanhamento contínuo na rede municipal de ensino.

O Centro Amar iniciou suas atividades em caráter experimental em outubro do ano passado, por meio de um projeto piloto, atendendo aproximadamente 80 alunos de unidades escolares do entorno. Neste ano, a proposta é ampliar gradativamente o atendimento, mantendo o caráter individualizado do serviço, com capacidade média de 12 a 13 estudantes por turno, conforme os critérios técnicos e pedagógicos do projeto.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

José Riva chama Mauro de “falso moralista” e defende denúncia de Janaina sobre caso da Oi

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, José Geraldo Riva, elevou o tom contra o ex-governador Mauro Mendes (União) em meio à disputa eleitoral de 2026. Em declaração divulgada pela Gazeta Digital, Riva classificou Mauro como “falso moralista” ao comentar a Operação Heritage, que investiga um suposto esquema envolvendo um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.

A investigação apura possíveis irregularidades em um acordo judicial e administrativo que envolveu aproximadamente R$ 308 milhões. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) e teve entre as medidas cumpridas a apreensão do passaporte de Mauro Mendes.

Riva saiu em defesa da denúncia apresentada por sua filha, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que atualmente disputa uma vaga ao Senado e tem Mauro como um de seus principais adversários na corrida eleitoral. Segundo o ex-deputado, a denúncia não foi vazia e teria elementos suficientes para justificar a abertura da investigação.

“Quando o STF determina essa operação, é lógico que eles viram fundamento. Não é porque a Janaina fez uma denúncia vazia. Ela existe: são R$ 308 milhões que, comprovadamente, parte foi desviada”, afirmou.

Ao atacar Mauro, Riva também fez referência ao discurso de cobrança moral adotado pelo ex-governador contra adversários políticos. Para ele, antes de apontar erros de outras pessoas, Mauro deveria observar também a própria trajetória e as acusações que agora estão sob investigação.

“Antes de você falar dos outros, você tem que olhar para si. É muito fácil chegar aqui e atacar todo mundo, mas a gente tem que olhar também para nossas práticas”, disparou.

O ex-presidente da Assembleia ainda recorreu ao conhecido ditado “faça o que eu falo, mas não o que eu faço” para reforçar a crítica e afirmou que qualquer pessoa que cometer irregularidades deve responder perante a Justiça, independentemente de posição política.

“A gente erra, a gente paga. Eu paguei, ele vai pagar, e todo mundo que errar está sujeito a pagar perante a Justiça. Não é o Mauro, é o Mauro, é o Lula, é todo mundo que errar”, declarou.

Riva também mencionou os ataques que, segundo ele, sua família sofreu ao longo dos anos e citou nominalmente sua esposa, Janete Riva, afirmando que ela teria sido alvo de críticas de Mauro.

A manifestação ocorre em um momento de forte acirramento entre Mauro Mendes e Janaina Riva. A deputada é uma das principais adversárias do ex-governador na disputa pelo Senado, e o caso envolvendo a Oi se tornou mais um ponto de confronto entre os dois grupos políticos.

Mauro, por sua vez, nega ter obtido qualquer vantagem indevida no acordo e classifica as acusações como uma “armação política” e uma tentativa de desgastá-lo eleitoralmente. Segundo a versão do ex-governador, o entendimento com a Oi teria encerrado um litígio considerado vantajoso para os cofres públicos.

A Operação Heritage investiga justamente se o acordo foi utilizado para mascarar repasses e eventual lavagem de dinheiro público. As apurações apontam que cerca de R$ 308,1 milhões foram movimentados por meio de fundos de investimento e empresas interpostas. Até o momento, as suspeitas são objeto de investigação e não representam condenação dos envolvidos.

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