Sinop
Atendimento social em Sinop começa pelo CRAS do seu território; confira serviços
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A porta de entrada para acesso aos programas e serviços da assistência social é o Cadastro Único. É por meio dele que as famílias podem ser avaliadas para inclusão nos programa sociais do Governo Federal, como o Programa Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os Serviços do PAIF E SCFV, ofertados gratuitamente pelas equipes do Cras.
Ressaltamos que os CRAS ofertam três principais tipos de serviços. O primeiro é o Serviço de Acompanhamento Familiar e Individual (Paif), voltado às famílias e indivíduos que necessitam de atendimento ou acompanhamento técnico, com a construção de um plano de atendimento para superação da situação de vulnerabilidade. E os serviços complementares do PAIF são: O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, desenvolvido por meio de grupos e atividades coletivas que fortalecem as relações familiares e comunitárias e previnem situações de violência e negligência. E o Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio, destinada principalmente a idosos e pessoas com deficiência que têm dificuldade de locomoção, levando o atendimento até o conforto do lar.
O município também ofertam os chamados benefícios eventuais, previstos em lei municipal, como auxílio-alimentação (cesta básica), benefício por natalidade e auxilio por morte. Esses auxílios são concedidos de forma pontual e integrada ao acompanhamento técnico, com o objetivo de apoiar a família em um momento específico, e não de forma contínua.
Apesar do trabalho social da Assistência Social estar muito relacionado ao atendimento de serviços de assistencialismo, o maior e principal trabalho desenvolvido pela pasta está na prevenção e auxílio da construção de uma vida autônoma, explica o diretor de Assistência Social, Juliano Heberle. “Nosso objetivo é protetivo e preventivo. Trabalhamos para garantir direitos e evitar que situações de vulnerabilidade se agravem, como a negligência de crianças ou o isolamento de idosos. A ideia é que a pessoa entre no serviço com uma necessidade e saia quando essa condição for superada”, afirma.
Heberle ressalta que a política de assistência social não é universal como a saúde, mas é destinada, exclusivamente, a quem realmente necessita de apoio social. “São pessoas e famílias que vivem situações de vulnerabilidade temporária ou contínua, como insegurança alimentar e de renda, fragilidade de vínculos familiares e comunitários, além de públicos prioritários, como crianças, adolescentes, mulheres, idosos e pessoas com deficiência”, explica.
Os serviços são de fáceis acesso e podem ser encontrados nas unidades de Cras. Entretanto, o morador que dependa ou necessite do serviço, precisa procurar a unidade de referência do seu bairro, para que o benefício seja validado e aprovado pelo Governo Federal, garantindo um atendimento mais ágil, organizado e eficiente.
As equipes dos CRAS são formadas por assistentes sociais, psicólogos, e Educadores sociais, profissionais capacitados para acolher, avaliar e orientar cada caso de forma individualizada. “Assim como na saúde, a pessoa chega, passa por uma avaliação técnica e recebe o encaminhamento adequado para sua realidade, na assistência social é igual”, reforça o diretor. Informações específicas aos serviços, poderão ser retirados diretamente no Cras.
Sinop
52 anos de história: Sinop celebra uma trajetória de coragem, planejamento e desenvolvimento
Quem olha hoje para as avenidas largas, os bairros em expansão, os prédios, o comércio, os serviços e a infraestrutura urbana de Sinop talvez tenha dificuldade para imaginar como era a cidade nos primeiros anos. Mas, para quem viveu aquele período, cada rua aberta e cada área ocupada carregam uma história de trabalho e perseverança.
É o caso de Joaquim Corrêa, morador que chegou a Sinop ainda jovem, aos 17 anos, e participou diretamente do processo de abertura de áreas que posteriormente dariam lugar a importantes regiões da cidade. Na década de 1970, quando a estrutura urbana ainda começava a tomar forma, ele e o cunhado trabalharam na derrubada da mata que hoje abriga o bairro Jardim das Violetas.
“Eu peguei Sinop nessa situação”, recorda Joaquim, ao relembrar o trabalho realizado na região onde hoje estão o Tiro de Guerra, a Avenida das Itaúbas e a Avenida das Palmeiras. O relato revela uma Sinop muito diferente da atual, mas também evidencia o esforço de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos para construir suas famílias e ajudar a abrir espaço para o crescimento do município.
Uma cidade construída por quem acreditou
A expansão de Sinop também contou com estratégias para atrair novos moradores e garantir condições mínimas para que eles pudessem permanecer na cidade. Joaquim lembra que, naquele período, a própria colonizadora incentivava a construção de moradias.
A iniciativa ajudava a enfrentar uma das principais dificuldades dos primeiros anos: oferecer moradia para quem chegava em busca de novas oportunidades.
“Com muito sofrimento, mas é glorioso hoje ver o crescimento de Sinop”, afirma Joaquim, que construiu sua vida no município. Foi em Sinop que se casou, criou a família e acompanhou, ao longo de décadas, as profundas mudanças pelas quais a cidade passou.
Entre essas transformações, ele destaca também a capacidade de adaptação da economia local. Quando a atividade madeireira começou a perder força, muitos chegaram a acreditar que Sinop não teria futuro. O município, entretanto, encontrou novos caminhos e avançou para a agropecuária e, posteriormente, para a agricultura, fortalecendo uma economia que continuaria impulsionando o desenvolvimento regional.
Para Joaquim, a história de Sinop é justamente a história de uma cidade que soube superar os períodos difíceis e seguir em frente. “Eu não tenho o que falar mal de Sinop, não. A gente só conta uma realidade do passado para uma glória do presente”, resume.
De uma cidade planejada a uma cidade que continua desenvolvendo
A Sinop que Joaquim ajudou a construir ganhou novas dimensões ao longo das décadas, mas preservou uma característica importante desde sua origem: o planejamento.
O secretário de Governo e Planejamento Estratégico, Klayton Gonçalves, explica que o crescimento atual é resultado de um processo contínuo de organização urbana, que precisa acompanhar a expansão do município e antecipar as necessidades das próximas gerações.
“Sinop nasceu planejada, mas foi a organização ao longo dos anos que consolidou esse desenvolvimento. O Plano Diretor estabelece diretrizes para o crescimento urbano, orientando novos loteamentos, a mobilidade e a expansão da cidade. Hoje temos avenidas largas, planejamento viário, novos semáforos, crescimento vertical e investimentos que preparam Sinop para as próximas décadas”, destacou.
Esse planejamento pode ser percebido na própria transformação da paisagem urbana. O traçado das avenidas, a expansão dos bairros, a implantação de novos equipamentos e as intervenções voltadas à mobilidade mostram uma cidade que cresce sem deixar de pensar em como esse crescimento impactará a vida da população.
Entre os projetos estruturantes está a duplicação da Avenida André Maggi e sua futura ligação com a BR-163. Para Klayton, a obra representa uma visão de longo prazo para a mobilidade e para a integração entre diferentes regiões do município. “A Avenida André Maggi passa a desempenhar um papel estratégico ao permitir uma conexão com a BR-163, formando um importante eixo de circulação. Além disso, novas ligações viárias aproximam bairros, reduzem distâncias e valorizam regiões inteiras da cidade. São intervenções pensadas para melhorar a vida das pessoas e preparar Sinop para continuar crescendo”, explicou.
Uma história que continua sendo escrita
Aos 52 anos, Sinop reúne diferentes gerações de moradores: aqueles que chegaram quando ainda era preciso abrir caminhos em meio à mata; os que vieram durante a consolidação da economia; e uma nova população que encontra hoje uma cidade estruturada, dinâmica e em constante transformação.
É essa conexão entre passado, presente e futuro que marca o aniversário do município. A história contada por Joaquim representa a memória de uma geração que enfrentou as dificuldades dos primeiros anos. O planejamento destacado por Klayton aponta para uma cidade que continua se preparando para os próximos capítulos.
Mais do que celebrar o que Sinop já alcançou, os 52 anos reforçam a força de uma cidade que nasceu com planejamento, cresceu com o trabalho de sua população e segue construindo seu futuro com novas oportunidades, infraestrutura e desenvolvimento.
Sinop celebra seus 52 anos olhando para trás com orgulho e para frente com confiança — reconhecendo quem ajudou a abrir os primeiros caminhos e mantendo o compromisso de continuar abrindo novos caminhos para as próximas gerações.
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