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Centro Cultural dos Correios apresenta exposição sobre Michelangelo

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Símbolo do Renascimento Italiano, Michelangelo ganha uma homenagem à sua altura no Rio de Janeiro. O Centro Cultural Correios recebe ‘Michelangelo: O Mestre da Capela Sistina’, a mais abrangente experiência imersiva já dedicada ao gênio no Brasil.

Durante a exposição, o público pode circular por 15 salas contendo réplicas de obras do artista, além de manuscritos, desenhos e esculturas em tamanho real. Entre os destaques está a famosa “Pietà”, que representa a Virgem Maria segurando seu filho Jesus nos braços, e uma reprodução do teto da Capela Sistina, com diversas pinturas, entre elas “A Criação de Adão”, que retrata Deus dando vida ao primeiro homem. A pintura é vista como uma das grandes obras da humanidade.

O produtor responsável pelo projeto, João Victor Trascastro, explica que os visitantes podem conhecer o teto da capela em detalhes:

“O público em geral vai poder conhecer em detalhes o trabalho que Michelangelo fez na Capela Sistina. Então, todos aqueles afrescos, toda aquela narrativa completa, agora detalhada parte a parte, capítulo a capítulo, de toda essa representação bíblica e dessa riqueza artística de Michelangelo em detalhes”.

Com mais de mil metros quadrados, a mostra foi concebida para oferecer uma experiência imersiva e interativa, como aponta o produtor:

“A imersão e a interatividade de “Michelangelo: O mestre da Capela Sistina”, ela já inicia na primeira sala, quando a gente tem já a trilha sonora da exposição, trazendo aquela calma, aquele momento de contemplação do simples, de um atelier, de um artista. Porque nós temos na composição cenográfica uma representação do que poderia ter sido o atelier de Michelangelo. E isso avança conforme a gente vai engrandecendo a cada sala, a cada ambiente”.

Como gostava de retratar o corpo humano em suas obras, Michelangelo também estudou anatomia e até dissecou cadáveres. Um trabalho feito com paixão e disciplina, destaca João Victor Trascastro:

“Ele segue sendo uma das principais referências em não só o talento nato, mas também é no ponto de estudar, de se aprimorar, de ser perfeccionista até num ponto que às vezes sai um pouco da fora da curva. Porque é algo muito perfeito, mas o tempo que ele se dedicou estudando para trazer a perfeição da criação do corpo humano”.

Para João Victor, com toda essa riqueza de imagens, a exposição traz para os visitantes a mais pura emoção provocada pela arte. Um sentimento que nem mesmo o próprio Michelangelo poderia ser capaz de mensurar:

“Acho que nem ele esperava que fosse emocionar tanto, mas quando a gente observa ali presencialmente e quando a gente também vê outras pessoas juntas olhando a mesma obra, a gente entende que ele atravessa a história e atravessa os nossos sentimentos até hoje. Então a gente aprende também, além da técnica, como emocionar e como Michelangelo e a obra dele são de fato imprescindíveis para a história do nosso mundo”.

E uma curiosidade. Além de pintor e escultor, Michelangelo escrevia poemas. Foram mais de 300 ao longo da vida. 

A exposição “Michelangelo : O Mestre da Capela Sistina” é apresentada pelo Ministério da Cultura e fica em cartaz até 22 de fevereiro. Ingressos a R$ 50.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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