Cuiabá

Campanha educativa de violência contra mulher e câmeras reforçam segurança nos ônibus

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Cuiabá

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), lançou uma campanha de conscientização contra o assédio no transporte coletivo, com ações educativas que serão veiculadas em ônibus da Capital durante 30 dias. A iniciativa integra o conjunto de medidas adotadas pelo município para reforçar a segurança dos passageiros, especialmente das mulheres, dentro do sistema de transporte público.

A campanha será divulgada por meio de materiais informativos nos veículos e em busdoors, alertando a população de que o assédio é crime e incentivando a denúncia. A ação também acompanha a modernização da frota, que passou a contar com novos equipamentos de segurança e monitoramento.

O prefeito, Abilio Brunini, destaca a importância das tecnologias implementadas para proteger os usuários do transporte coletivo. “Os novos ônibus contam com câmeras de reconhecimento facial, tecnologia que auxilia no combate ao assédio e a furtos, com garantia de acesso às imagens para mulheres vítimas de violência”, afirmou. Na última sexta-feira (6), 41 novos veículos foram entregues em Cuiabá.

A instalação das câmeras representa um avanço no monitoramento do transporte público, permitindo maior identificação de suspeitos e contribuindo para a prevenção de ocorrências. Além disso, os veículos passam a exibir mensagens permanentes de enfrentamento à violência contra a mulher, reforçando a orientação aos passageiros sobre canais de denúncia e apoio.

Dados da administração municipal indicam que, somente neste ano, já foram registradas diversas denúncias relacionadas a assédio dentro dos ônibus do transporte coletivo. Diante desse cenário, a campanha educativa busca ampliar a conscientização dos usuários e fortalecer a cultura de respeito e segurança no sistema.

A Semob destaca que a iniciativa faz parte de uma política pública voltada à melhoria da mobilidade urbana, aliando renovação da frota, tecnologia e ações educativas para tornar o transporte coletivo mais seguro e acessível à população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Fávaro pede remoção de reportagens e direito de resposta após ação movida por pesquisadora

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O senador Carlos Fávaro (PSD) informou, nesta segunda-feira (20), que ingressou com uma representação na Justiça Eleitoral para solicitar a retirada de reportagens que relacionam seu nome a uma ação de indenização proposta por uma pesquisadora em Cuiabá. Além da remoção das publicações, o parlamentar requer a concessão de direito de resposta nos mesmos veículos de comunicação.

Em nota, Fávaro afirma que as matérias fazem parte de uma campanha de desinformação com objetivo de prejudicar sua imagem durante o período eleitoral.

“O que assistimos nos últimos dias foi uma tentativa deliberada e orquestrada de associar o meu nome a uma denúncia com o nítido objetivo de gerar prejuízo político em pleno período eleitoral”, declarou.

Segundo a defesa do senador, o contrato para a realização da pesquisa foi firmado entre o Diretório Estadual do PSD de Mato Grosso e a empresa Rumo Serviços Publicitários Ltda., responsável pela execução do trabalho e pela contratação das equipes de campo. Os advogados sustentam que Fávaro não participou da contratação nem da gestão dos pesquisadores envolvidos.

Na representação, a defesa também questiona aspectos formais da ação de indenização apresentada pela pesquisadora, argumentando que documentos como a procuração e a declaração de hipossuficiência teriam sido protocolados sem assinatura.

Entenda o caso

A manifestação do senador ocorre após uma pesquisadora ajuizar uma ação na Justiça em que pede indenização de R$ 65,6 mil. No processo, ela afirma ter sido contratada para atuar em uma pesquisa de opinião pública com remuneração mensal de R$ 1,8 mil, mas alega que, posteriormente, o modelo de pagamento foi alterado para diárias de R$ 75 condicionadas ao cumprimento de metas.

A autora da ação também sustenta que passou a receber apenas pelas entrevistas consideradas válidas, sem que houvesse critérios claros para a aprovação dos questionários, e afirma ter realizado 499 entrevistas durante o período em que trabalhou.

Entre as alegações apresentadas à Justiça, a pesquisadora afirma ainda que os entrevistadores eram orientados, por meio de um grupo de WhatsApp, a enviar fotografias para comprovar a realização das entrevistas, situação que, segundo ela, os expunha a riscos durante o trabalho. Ela também relata que não havia fornecimento de água potável para a equipe durante a jornada.

O processo segue em tramitação. A juíza Ana Cristina Silva Mendes determinou o encaminhamento do caso ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), onde as partes poderão buscar uma solução consensual antes do prosseguimento da ação.

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