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Medeiros acusa Governo Lula de proteger Banco Master contra investigação de fraude: “São um rolo só”

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A movimentação nos bastidores do Congresso Nacional em torno da possível instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master acirrou os ânimos entre oposição e governo.

O deputado federal José Medeiros (PL-MT) subiu o tom das críticas, acusando a base de apoio ao Palácio do Planalto de articular uma barreira política para impedir o início das investigações sobre a instituição financeira presidida por Daniel Vorcaro.

 

O pedido de investigação, que já conta com o apoio protocolado de 232 deputados federais e 42 senadores, foca em denúncias de fraudes que teriam gerado prejuízos vultosos ao mercado.

De acordo com o congressista mato-grossense, existe um esforço deliberado de parlamentares governistas para obstruir o avanço do colegiado.

 

“Eles não querem investigação. E sabem por quê? Porque está tudo interligado. A CPMI do INSS e o caso do Banco Master são um rolo só. Os congressistas do governo, que sempre se disseram contra rentistas e banqueiros e que atacavam o governo Bolsonaro, agora simplesmente se recusam a investigar. Do mesmo modo que fizeram com a CPMI do INSS, agora também não querem assinar a CPMI do Banco Master”, disparou o parlamentar.

Medeiros alega que o caso do Banco Master possui conexões com as irregularidades apuradas na CPMI do INSS, sugerindo que a resistência em autorizar os trabalhos seria uma estratégia para evitar a exposição de um esquema interligado.

As suspeitas que dão fôlego ao pedido de CPMI giram em torno da comercialização de chamadas “carteiras podres” — ativos de crédito de difícil recuperação que teriam sido negociados para inflar resultados ou mascarar prejuízos.

Outro ponto de atrito citado pelo parlamentar envolve a tentativa de negociação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. Segundo a denúncia, a fragilidade do caixa da instituição no momento das tratativas levantaria dúvidas sobre a natureza da operação, que é classificada pela oposição como tecnicamente injustificável.

Por outro lado, integrantes da base do governo argumentam reservadamente que a tentativa de abertura da comissão possui contornos políticos e visa desestabilizar o sistema financeiro em um momento de sensibilidade econômica.Enquanto o impasse persiste, a instalação da CPMI permanece condicionada à leitura do requerimento e à indicação de membros pelos líderes partidários, rito que Medeiros classifica como o principal gargalo atual

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Governador declara facções criminosas como organizações terroristas

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O governador Otaviano Pivetta enviou, nesta quinta-feira (22.10), projeto de lei à Assembleia Legislativa para declarar facções criminosas, que atuam em Mato Grosso, como organizações terroristas.

Conforme a proposta, as forças de segurança de Mato Grosso poderão estabelecer protocolos específicos para o combate às facções que atuam no Estado.

“Queremos que nossas forças de segurança tenham todos os mecanismos necessários para combater esses criminosos, que na verdade são terroristas. Em Mato Grosso, vamos combater duramente os crimes, com tolerância zero, e não vamos descansar enquanto nossos cidadãos de bem não estiverem seguros, porque nosso trabalho é para dar segurança à nossa população”, afirmou Pivetta.

Inicialmente, a proposta estabelece duas facções como terroristas, mas também estabelece que outras podem ser incluídas no contexto.

O documento reconhece que a atuação das facções não se limita ao território estadual e, por isso, reforça a necessidade de coordenação das forças de segurança em cooperação com agentes nacionais, internacionais e de outros Estados.

O projeto de lei passará por votação pelos deputados estaduais.

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