Vereador afirma que se sentiu intimidado após ouvir “você vai pagar, meu filho”; episódio ocorreu um dia após operação do Gaeco que investiga suspeitas de irregularidades no Legislativo.
VÁRZEA GRANDE (MT) — O vereador Bruno Rios (PL) registrou um boletim de ocorrência contra o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), após um desentendimento durante a sessão legislativa de terça-feira (20). O parlamentar afirma ter sido ameaçado pelo colega, que teria dito: “Você vai pagar, meu filho”.
O episódio ocorreu horas após a deflagração da Operação Cathedra Venalis, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga suspeitas de corrupção e outras irregularidades relacionadas à disputa pela Mesa Diretora da Câmara. <Cite refs={[“turn205582news12″,”turn205582news4”]}/>
Segundo Bruno Rios, Wanderley se aproximou dele, bateu em seu ombro e fez a declaração que o levou a registrar a ocorrência. O vereador afirmou que não aceita ser responsabilizado por atos de terceiros e que pretende colaborar com as autoridades para esclarecer o episódio.
“Eu respondo pelos meus atos, e não pelos seus atos”, declarou Bruno, ao relatar o confronto à imprensa nesta quarta-feira (21).
Vereador diz temer pela própria segurança
Bruno afirmou que decidiu registrar o boletim de ocorrência para formalizar o relato e permitir que as autoridades avaliem a possível prática de ameaça. O parlamentar também declarou estar preocupado com sua segurança e disse que conversou com familiares sobre a situação.
Apesar do episódio, o vereador afirmou que não pretende recuar de sua atuação política e que continuará defendendo suas posições no Legislativo municipal. <Cite refs={[“turn205582news12″,”turn205582news4”]}/>
Conflito ocorre em meio à crise política na Câmara
O desentendimento acontece em um momento de tensão na Câmara de Várzea Grande, marcado pela investigação do Gaeco e pela disputa em torno da eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028.
Bruno Rios tem defendido a realização de uma nova eleição para o comando do Legislativo. A votação antecipada de maio, vencida por Wanderley por 12 votos a 11, foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações divulgadas sobre o caso. <Cite refs={[“turn205582news4″,”turn205582search8”]}/>
A operação policial investiga suspeitas de irregularidades envolvendo parlamentares e articulações políticas. A inclusão de agentes públicos nas diligências não representa, por si só, comprovação de culpa.
Até a publicação das reportagens consultadas, não havia manifestação de Wanderley Cerqueira especificamente sobre o boletim de ocorrência registrado por Bruno Rios.
O caso deverá ser esclarecido pelas autoridades competentes, que poderão apurar as circunstâncias da discussão e avaliar as medidas cabíveis.
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