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Missa dos 305 anos no Coxipó do Ouro abre caminho para celebração ampliada em 2027

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Cuiabá

A missa que marcou os 305 anos da primeira celebração em solo mato-grossense, realizada no último sábado (21), na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, no Coxipó do Ouro, pode ter sido também o ponto de partida para um projeto ainda maior.

Durante a homilia e reforçando a ideia ao final da celebração, o padre Raul Felipe da Cruz Berto sugeriu, em tom espontâneo e descontraído, a possibilidade de uma comemoração mais ampla em 2027, quando serão celebrados os 306 anos da primeira missa realizada em 21 de fevereiro de 1721, marco da presença católica na região hoje conhecida como Coxipó do Ouro, em Cuiabá.

A proposta não surgiu como anúncio formal, mas como um desejo lançado à comunidade e às lideranças religiosas. “Quem sabe, no próximo ano, possamos celebrar ainda maior, com mais padres, quem sabe com os bispos do regional. Temos tempo para sonhar e organizar”, afirmou o sacerdote, destacando que a ideia pode amadurecer ao longo dos próximos meses.

Continuidade de um marco histórico

A celebração deste ano relembrou os 305 anos da primeira missa celebrada pelo padre Jerônimo Botelho, em um território ainda em formação, antes mesmo da construção do templo erguido em 1825. Cerca de 60 pessoas participaram da missa, número que reforçou o caráter comunitário do encontro e, ao mesmo tempo, evidenciou o potencial de crescimento da celebração nos próximos anos.

Desde 2025, o 21 de fevereiro integra oficialmente o calendário municipal, após a sanção da Lei nº 7.242 pelo prefeito Abílio Jacques Brunini Moumer. O reconhecimento institucional consolidou a data como marco da história religiosa e cultural da capital.

A eventual ampliação da celebração em 2027 dialoga justamente com esse novo momento: a data já não é apenas tradição comunitária, mas também patrimônio oficialmente reconhecido do município.

Organização e articulação cultural

A missa deste sábado contou com organização da Secretaria Municipal de Cultura. A secretária adjunta de Cultura, Vilmara da Silva Vidica, acompanhou de perto os preparativos e a articulação para que a celebração ocorresse dentro do calendário oficial instituído no ano passado.

Para ela, a construção de uma comemoração ainda mais estruturada no próximo ano é um caminho natural. “Quando falamos da primeira missa em solo mato-grossense, falamos de um marco da nossa história. A cultura também passa pela preservação da memória e das nossas origens. Se houver a possibilidade de ampliar a celebração em 2027, certamente será um trabalho construído em conjunto, com diálogo e planejamento”, afirmou.

A atuação da pasta neste ano envolveu apoio logístico, articulação institucional e integração da celebração ao calendário cultural do município, etapas fundamentais para garantir que o evento ocorresse com organização e respeito à relevância histórica da data.

Entre memória e futuro

Na homilia que recordou as leituras proclamadas em 1721, incluindo a passagem “Basta-te a minha graça” e a Parábola do Semeador, o padre Raul traçou um paralelo entre a semente lançada há três séculos e a fé que se espalhou por todo o Centro-Oeste brasileiro.

A sugestão de uma celebração ampliada em 2027 surge como desdobramento simbólico dessa mesma imagem: a semente que continua germinando.

Aos 305 anos, a data reafirma sua força como referência espiritual e identitária. Aos 306, poderá representar também um novo passo na valorização histórica e cultural do Coxipó do Ouro, unindo Igreja, poder público e comunidade em torno de um patrimônio que atravessa gerações.

Se a ideia amadurecer, 2027 poderá marcar não apenas mais um aniversário, mas um capítulo ampliado de um marco que começou em 1721 e segue vivo na memória e na fé do povo cuiabano.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.

A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.

“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.

O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.

“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.

Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.

Conservação e capacitação técnica

Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.

O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.

“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.

Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.

A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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