Mato Grosso

“Parceria do Governo de MT representa um novo momento para Juína”, afirma prefeito

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O prefeito de Juína, Paulo Veronese, afirmou que a parceria com o Governo de Mato Grosso representa um novo momento de desenvolvimento para a cidade e a região Noroeste. A afirmação foi feita nesta terça-feira (24.2), durante agenda da comitiva do Estado, com entregas e anúncio de mais de R$ 55,3 milhões em novos investimentos para o município.

“A população de Juína reconhece os feitos da gestão estadual. Se hoje a cidade consegue crescer, é porque o Estado firmou parcerias para desenvolver a nossa cidade. Como gestor, sempre fui atendido pelo Estado nas demandas do município. Hoje, o Estado é um exemplo para os prefeitos, pela diferença que tem feito em Juína e na região. Somos gratos por tudo que já foi feito. Juína cresceu e se desenvolveu com as parcerias do governo”, destacou.

Nos últimos sete anos, o município de Juína recebeu mais de R$ 511,5 milhões em obras e ações com recursos do Estado.

“Governar um Estado tão grande, com tantas demandas e desafios, não é simples. A gestão enfrentou dificuldades e tomou decisões difíceis de serem tomadas, mas necessárias, porque não existe remédio fácil. Estamos devolvendo uma parte desse dinheiro para os municípios e estamos vendo o resultado em pouco tempo: coisas inimagináveis começaram a acontecer no Estado”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, ressaltou que os investimentos representam a superação de um histórico de carências na região.

“Viver em Juína era um desafio. Após décadas de abandono e falta de investimentos, o atual governo paga uma dívida histórica com essas obras e entregas, sonhadas por muito tempo pela população. Essa gestão está devolvendo o Estado para cada mato-grossense e, com isso, essa região vai ser uma das mais promissoras do Estado”, declarou.

Entregas e novas obras para Juína

Durante a agenda em Juína, a comitiva estadual, liderada pelo governador Mauro Mendes, vistoriou as obras do Hospital Regional de Juína, anunciou investimentos para habitação, educação, agricultura familiar e infraestrutura.

Obras do Hospital Regional de Juína. Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

O maior deles será para a construção de duas unidades do Colégio Estadual Integrado (CEI). Uma delas, que receberá o nome de CEI Tiradentes Padre Ezequiel Ramin, contará com investimento de R$ 22,2 milhões. A outra unidade será construída no bairro Flamboyant, com aporte de R$ 21,5 milhões.

Também foi assinada ordem de serviço para a construção de uma ponte de concreto sobre o rio Perdido, obra orçada em R$ 5,2 milhões, que deve melhorar a mobilidade na zona rural.

O Governo concedeu ainda subsídio para 202 famílias que irão adquirir imóveis nos residenciais Diamante I, Santo Anastácio I e II, em um investimento de R$ 5,05 milhões, pelo programa SER Família Habitação.

Na área rural, foram entregues máquinas para fortalecer a agricultura familiar, com investimento de R$ 1,1 milhão, além da entrega de 226 títulos definitivos de casa própria a famílias do município.

“O governo tem investido não só na região noroeste, mas em todo o Estado de Mato Grosso. São grandes investimentos que colocaram o Estado como o que mais tem se desenvolvido no país. O governo será uma referência internacional nos próximos anos pela aplicação transparente e eficiente de seus recursos”, pontuou o deputado estadual Chico Guarnieri.

Entrega de títulos da casa própria. Foto: Tonico Pinheiro/Secom-MT

Dispositivo

Participaram da solenidade em Juína os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a Um, Paulo Araújo, Valmir Moretto, Diego Guimarães e Sebastião Rezende; os secretários estaduais coronel PM César Roveri (Segurança Pública) e Jordan Espíndola (Governadoria); o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, Francisco Serafim; o presidente da MT Participações e Projetos (MT Par), Wener Santos, além de vereadores e autoridades de Castanheira e região noroeste.

Fonte: Governo MT – MT

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Produtor paga a conta: Odílio Balbinotti denuncia entraves que encarecem o agro brasileiro

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O empresário Odílio Balbinotti Filho, primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL) e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, criticou os entraves à implantação de ferrovias no Brasil e alertou para os prejuízos que os elevados custos de transporte representam para o agronegócio. Segundo ele, apesar dos avanços tecnológicos e dos ganhos de produtividade nas lavouras, a deficiência logística continua comprometendo a renda dos produtores.

“Hoje nós temos uma agricultura no Centro-Oeste, Norte e Nordeste muito competitiva. A gente produz muito por hectare, e isso se deve à alta tecnologia que o agricultor foi adotando ao longo dos anos. Mas nós temos um gargalo que precisa ser resolvido e que hoje toma grande parte da renda do produtor: o frete”, afirmou.

Balbinotti citou o transporte de soja entre Sorriso, em Mato Grosso, e o Porto de Santos, em São Paulo, como exemplo do peso da logística sobre os custos de produção. “De Sorriso a Santos, hoje, são R$ 30 por saco de soja. Se você pegar um frete ferroviário que realmente é competitivo, nós teríamos uma redução de praticamente R$ 10 por saco de custo para o produtor”, declarou.

Na avaliação do empresário, a ampliação da concorrência entre os modais rodoviário e ferroviário poderia proporcionar uma economia bilionária. Ele estima que a redução dos custos logísticos representaria aproximadamente R$ 8,5 bilhões em recursos que permaneceriam com os produtores rurais.

Os valores apresentados por Balbinotti são estimativas do empresário e dependem das rotas, dos volumes transportados e das condições de mercado.

*Ferrogrão e os entraves judiciais*

Entre os projetos considerados estratégicos para Mato Grosso está a Ferrogrão, ferrovia de 933 quilômetros prevista para ligar Sinop (MT) a Miritituba, no Pará, criando uma alternativa de escoamento da produção agrícola pelos portos do Arco Norte.

Balbinotti criticou a demora na implantação do empreendimento e mencionou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no processo judicial envolvendo a ferrovia. “Nós temos o caso da Ferrogrão, que ficou parada por cinco anos na mão do Alexandre de Moraes”, afirmou.

Em março de 2021, Moraes suspendeu, por decisão cautelar, a eficácia da Lei nº 13.452/2017 e os procedimentos relacionados ao projeto. A medida foi adotada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553, apresentada pelo PSOL, que questionava a redução de uma área do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará.

Em maio de 2026, o plenário do STF declarou constitucional a legislação questionada, afastando o impedimento jurídico discutido na ação. A decisão, entretanto, não representa a conclusão do licenciamento nem o início das obras.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também avançou na atualização dos estudos técnicos da concessão, que envolve investimentos bilionários e depende de etapas administrativas, ambientais e regulatórias.

*Agronegócio representa parcela expressiva da economia brasileira*

A preocupação com os custos logísticos ocorre em um momento de pressão sobre a rentabilidade de diferentes atividades agrícolas.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, o equivalente a 25,13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

Apesar do crescimento de 12,2% registrado naquele ano, o setor apresentou retração de 2,01% no primeiro trimestre de 2026. O levantamento apontou queda de preços em diferentes atividades, com reflexos sobre a renda da produção e os segmentos ligados ao agronegócio.

Para Balbinotti, o avanço da produtividade precisa ser acompanhado por investimentos capazes de reduzir o custo de levar a produção até os mercados consumidores e os portos de exportação.

*Licenciamento e infraestrutura*

O empresário também defendeu a simplificação dos procedimentos necessários à execução de grandes obras. “Todo esse licenciamento, esse arcabouço de licenças que são necessárias para fazer obras estruturantes no Brasil, isso atrapalha o desenvolvimento do país”, afirmou.

Na avaliação de Balbinotti, processos mais rápidos e regras mais simples poderiam contribuir para ampliar os investimentos em infraestrutura, sem afastar a necessidade de cumprimento da legislação ambiental.

Ele relacionou a discussão ao trabalho que pretende desenvolver junto ao senador eleito Zé Medeiros e à agenda de infraestrutura defendida pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. “Simplificar essa legislação e deixar os processos mais céleres, isso com certeza é a grande solução, e nós podemos trabalhar com isso lá no Senado”, concluiu.

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