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PREFEITA FLÁVIA MORETTI SE AFASTA DA DIREITA E MONTA NOVA EQUIPE LIGADA AO EX-PREFEITO KALIL BARACAT

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PREFEITA FLÁVIA MORETTI SE AFASTA DA DIREITA E MONTA NOVA EQUIPE LIGADA AO EX-PREFEITO KALIL BARACAT

Eleita em 2024 com o discurso de renovação e alinhamento à direita, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tem promovido uma guinada política que contraria a narrativa adotada durante a campanha.

Após derrotar o ex-prefeito Kalil Baracat (MDB), a gestora passou a buscar sustentação justamente no grupo do antigo adversário, afastando da Prefeitura o núcleo político ligado ao vice-prefeito Tião da Zaeli (PL).

Entre os movimentos mais emblemáticos está a nomeação para seu Secretário de Governo Silvio Fidelis, coordenador da campanha de Kalil e ex-secretário de Educação na gestão passada, também ligado ao grupo dos Campos e ao ex-prefeito Chico Galindo.

Na sequência, foi nomeado o vereador Rogério Dacar (PSDB), que integrou a base das gestões de Lucimar Campos e de Kalil Baracat, para o comando do Departamento de Água e Esgoto.

A aproximação com o ex-prefeito se intensifica com o convite ao vereador Jero Neto (MDB), primo de Kalil, para assumir a futura Secretaria de Cultura — pasta que a prefeita pretende criar para consolidar a composição com grupos das antigas administrações.

A articulação avança ainda mais: Flávia Moretti pretende entregar a Secretaria de Educação à irmã de Dito Louro, ex-secretário de Governo e de Desenvolvimento Estratégico e considerado um dos principais aliados de Kalil Baracat.

Enquanto isso, vereadores e lideranças do próprio campo político da prefeita relatam falta de espaço na administração. Aliados que estiveram ao seu lado no projeto eleitoral veem cargos estratégicos serem destinados a quadros vinculados ao antigo grupo adversário.

Além disso, a prefeita amplia sua base com vereadores do União Brasil ligados aos grupos dos ex-prefeitos Jaime Campos e Lucimar Campos, distribuindo espaços políticos a nomes como Jânio Calistro, Rosy Prado e Charles da Educação. Parte significativa da estrutura do governo passa, assim, a ser compartilhada com o grupo que foi alvo de críticas na eleição passada.

Vale lembrar que Jânio Calistro, ligado ao grupo dos Campos, teve papel relevante na indicação da ex-vereadora Sumaya para o atual comando da Previvag.

Para críticos, o movimento representa não apenas uma estratégia de governabilidade, mas um rompimento claro com a direita que a elegeu e uma adesão aos adversários políticos de Várzea Grande — agora não mais como oponentes, mas como protagonistas centrais do governo.

Entre cabos eleitorais e eleitores identificados com a direita, a insatisfação é evidente. A avaliação que circula nos bastidores é a de que o grupo venceu a eleição, mas não ocupa os espaços de poder, hoje destinados a antigos adversários políticos.

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Deputados articulam chapa de oposição para enfrentar Max

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Insatisfeitos com condução da atual Mesa Diretora, dois deputados estaduais, que ultrapassaram a marca de 40 mil votos, articulam chapa robusta para enfrentar o atual presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos). A eleição interna acontecerá no dia 1º de fevereiro do ano que vem.

Segundo fonte quentíssima da coluna, Faissal Calil (PL) e Diego Guimarães (Republicanos), já iniciaram contatos com os eleitos e reeleitos para montar grupo de oposição. Ao menos oito colegas, entre novatos e veteranos, sinalizaram apoio ao projeto de Faissal e Diego. Ainda de acordo com a mesma fonte, cardeais do Palácio Paiaguas estariam bancando a “virada de chave” na Casa de Leis.

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