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Botelho chama Dilmar de “desprezível” e mantém crise aberta após disputa pela CCJR
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O deputado estadual Eduardo Botelho falou pela primeira vez com a imprensa neste sábado (28) sobre o impasse envolvendo a composição da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar confirmou que será reconduzido ao colegiado por meio de articulação de um novo bloco parlamentar.
Segundo Botelho, a indicação ocorre após movimentação liderada pela deputada Janaína Riva, e a intenção agora é garantir que a escolha da presidência da comissão siga o regimento interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Estou sendo recolocado na CCJ por um outro bloco e vamos solicitar que cumpra o regimento e seja feita uma eleição interna. O Dilmar pode até ser presidente, mas precisa participar da eleição e vencer lá dentro”, afirmou.
O deputado ressaltou que o novo bloco é independente e negou qualquer rompimento com o governo estadual. No entanto, deixou claro que o desentendimento pessoal com o líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco, permanece.
De acordo com Botelho, havia um acordo prévio sobre a distribuição das comissões, que teria sido alterado de última hora sem diálogo.
“Nós sentamos, combinamos a distribuição das comissões, estava tudo acertado. Na última hora ele mudou tudo sem falar com ninguém. Não cumpriu o acordo e fez sozinho. Depois não atendia telefone e não explicou o que aconteceu”, declarou.
O parlamentar classificou a atitude como deselegante e afirmou que não aceita mais ser liderado por Dal Bosco.
“Eu achei muito deselegante, descumprindo tudo o que nós tínhamos acordado. Então não concordo mais em ficar liderado por ele”, disse.
Mesmo com a recondução à comissão, Botelho afirmou que o episódio não encerra o desgaste político entre os dois.
“Minha situação com o Dilmar continua. Para mim, ele é um cara totalmente desprezível. Mas com os outros deputados e com o governo continua tudo normal”, completou.
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Deputados articulam chapa de oposição para enfrentar Max
Insatisfeitos com condução da atual Mesa Diretora, dois deputados estaduais, que ultrapassaram a marca de 40 mil votos, articulam chapa robusta para enfrentar o atual presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos). A eleição interna acontecerá no dia 1º de fevereiro do ano que vem.
Segundo fonte quentíssima da coluna, Faissal Calil (PL) e Diego Guimarães (Republicanos), já iniciaram contatos com os eleitos e reeleitos para montar grupo de oposição. Ao menos oito colegas, entre novatos e veteranos, sinalizaram apoio ao projeto de Faissal e Diego. Ainda de acordo com a mesma fonte, cardeais do Palácio Paiaguas estariam bancando a “virada de chave” na Casa de Leis.
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