Cultura
Festa de Olojá passa a fazer parte do calendário oficial de Salvador
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A Festa de Olojá, que reverencia o orixá Exu, agora faz parte do calendário oficial de eventos de Salvador. A celebração também integra o projeto Agô Bahia, voltado para o incremento do afroturismo.

Essa quinta edição traz o tema “Do mercado ao mundo: Exu no calendário da cidade”, que faz referência justamente à introdução da celebração de matriz africana no calendário oficial das festas populares da capital baiana.
Realizada pelo Terreiro Ilê Asé Ojisé Olodumaré – Casa do Mensageiro, junto com feirantes e outros parceiros, o festejo acontece na Feira livre de São Joaquim, a maior do gênero em Salvador. A Festa de Olojá – Senhor do Mercado está com a programação deste ano já em andamento e terá seu ponto alto nesta sexta e sábado.
Nesta sexta-feira acontece a 1ª Feira Preta São Joaquim Cultural, no Mercado da Memória Ancestral. Já no sábado, às 8h, haverá o Cortejo Olojá, o Xiré Olojá para todos os orixás; e a partir do meio-dia, quase 100 terreiros de candomblé, organizados em 40 barracas, distribuirão alimentos gratuitamente ao público. Segundo os organizadores, esse momento de partilha é um dos pilares do evento, reafirmando valores de coletividade, cuidado e responsabilidade comunitária, já que no candomblé, Exu Olojá é o Senhor do Mercado, representando o movimento, a troca, a comunicação e a prosperidade.
E, às 14h, o espaço o Palco Nagô recebe grupos oriundos das casas de santo, como afoxés, grupos de samba e manifestações populares, encerrando as celebrações deste ano do Orixá considerado o Guardião dos Caminhos pelos candomblecistas.
Cultura
Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte
A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.
A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.
A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.
“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.
Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.
“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.
O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.
“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.
A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.
“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.
Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.
A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!
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