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Cidinho defende acordo na federação e sugere reeleição de Jayme Campos ao Senado

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O ex-senador Cidinho Santos (PP), presidente do Conselho da concessionária Nova Rota do Oeste, defendeu que a Federação União-Progressista busque uma solução consensual para definir o candidato ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista à rádio Jovem Pan Cuiabá.

Segundo Cidinho, ainda há tempo para que o grupo político construa um entendimento interno, já que as convenções partidárias que oficializam candidaturas ocorrem apenas entre julho e agosto do próximo ano. “Trabalho pela conciliação. Não vamos nos desesperar antes da hora. As convenções são em julho e agosto. Temos tempo para acomodar”, afirmou.

Dentro do grupo, dois nomes aparecem como possíveis candidatos ao Palácio Paiaguás. De um lado, o senador Jayme Campos (União), que recentemente passou a manifestar interesse em disputar o governo. De outro, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que conta com o apoio do atual governador Mauro Mendes (União).

Cidinho avaliou que a possibilidade de Jayme concorrer ao Executivo estadual surgiu de forma recente e ainda não foi discutida oficialmente dentro da federação.

“A candidatura do Jayme ao Governo é nova e de surpresa para todos. Todo mundo entendia que ele pudesse disputar a reeleição e ultimamente tem se colocado mais enfático sobre essa candidatura ao Governo”, disse.

Na avaliação do ex-senador, o cenário ideal seria Jayme buscar um novo mandato no Senado, enquanto o grupo apoiaria Pivetta na disputa pelo governo.

Ele ressaltou que, até o momento, o assunto ainda não foi debatido formalmente dentro da federação, assim como a possível candidatura de Pivetta também não foi apresentada oficialmente ao diretório partidário.

“Esse fato ainda não foi levado à federação, que o PP faz parte, e o governador Mauro Mendes também não levou ao diretório a candidatura do Otaviano Pivetta, que é um desejo e compromisso dele. Acredito que nos próximos meses haverá uma conversa para buscar uma conciliação”, afirmou.

Apesar das divergências sobre o projeto eleitoral, Cidinho evitou críticas ao senador Jayme Campos e destacou a relação de amizade entre os dois. Ele lembrou que foi prefeito de Nova Marilândia durante o período em que Jayme governou Mato Grosso e que também dividiram bancada no Senado.

“Jayme é meu amigo pessoal. Não tenho nada para falar dele, porque é meu amigo”, disse.

Cidinho também afirmou que o senador ainda não conversou diretamente com ele para tratar da eventual candidatura ao governo. “Ele sequer falou comigo ainda de que tem esse desejo”, afirmou.

Enquanto isso, o ex-senador disse que segue alinhado ao projeto de continuidade da atual gestão estadual com Otaviano Pivetta. “Estamos tratando em grupo já algum tempo da sucessão do Mauro Mendes, com a continuidade com o Otaviano Pivetta. Vamos aguardar”, completou.

Pivetta deve assumir o comando do Governo de Mato Grosso no início de abril, quando Mauro Mendes deve deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado nas eleições previstas para outubro.

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Faissal articula bloco de até 12 deputados para apoiar reeleição de Max Russi e disputar primeira-secretaria

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) articula a formação de um bloco de até 12 parlamentares para apoiar a reeleição de Max Russi (Podemos) à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Em contrapartida, o grupo pretende conquistar a primeira-secretaria da Casa, um dos principais cargos da Mesa Diretora.

A eleição está prevista para ocorrer após a posse dos deputados eleitos, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A primeira-secretaria é considerada uma das funções mais importantes da estrutura administrativa do Legislativo, com atribuições relacionadas ao orçamento da Assembleia.

Negociação envolve diferentes partidos

A articulação reúne parlamentares do PL, Republicanos e União Brasil. Em entrevista à Rádio Cultura nesta terça-feira (20), Faissal afirmou que pretende reunir os deputados interessados e, posteriormente, apresentar a Max Russi uma proposta conjunta de apoio à permanência do parlamentar na presidência.

“A nossa questão é a primeira-secretaria. E nós vamos fazer um grupo e vamos chamar o Max. Aqui estão os votos que você precisa para ser presidente, e nós queremos a primeira-secretaria”, afirmou o deputado

Além de Faissal, demonstraram interesse em disputar a primeira-secretaria os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo Faissal, a intenção é construir uma candidatura de consenso entre os integrantes do bloco.

O parlamentar também afirmou que já iniciou conversas com os outros três deputados eleitos pelo PL: Gilberto Cattani, Samanatha Iris e Alcino Barcelos. O deputado Dr. Eugênio de Paiva (Republicanos) também teria manifestado apoio à articulação, embora não pretenda disputar o cargo.

PL reivindica maior espaço na Mesa Diretora

Faissal defende que o PL tenha prioridade na escolha do primeiro-secretário devido ao crescimento da bancada nas eleições deste ano. O partido passou de dois para quatro deputados estaduais eleitos e deverá formar a segunda maior bancada da próxima legislatura, atrás apenas do Podemos, que elegeu seis parlamentares.

Para o deputado, o resultado eleitoral justifica uma participação mais expressiva da sigla nos espaços de decisão da Assembleia.

“O PL tem que ser protagonista em todas as esferas de poder, inclusive na Assembleia Legislativa. A gente tem a segunda maior bancada da Assembleia, nada mais justo de termos a primeira-secretaria”, declarou.

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Faissal também destacou que o PL ainda não ocupou a presidência nem a primeira-secretaria da Assembleia e avaliou que o momento é favorável para o partido conquistar uma das principais posições da Mesa Diretora.

Faissal foi reeleito com mais de 41 mil votos

Em seu terceiro mandato, Faissal afirmou ser o mais experiente entre os quatro deputados eleitos pelo PL e disse estar preparado para assumir a primeira-secretaria.

O parlamentar foi reeleito com 41.039 votos, o equivalente a 2,13% dos votos válidos, segundo os dados mencionados na reportagem.

As negociações devem avançar nos próximos meses, com a expectativa de consolidar o bloco e definir a composição que será apresentada para a eleição da nova Mesa Diretora.

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