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Como é feito o atendimento no Hospital Central de Alta Complexidade de MT

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Todos os atendimentos realizados no Hospital Central são através do sistema de regulação estadual, encaminhados via Central de Regulação Estadual de Mato Grosso

Com o início das atividades no Hospital Central de Alta Complexidade, uma unidade do Governo de Mato Grosso, podem surgir dúvidas sobre como os pacientes terão acesso à unidade. O hospital, que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), não funciona como uma “porta de entrada” aberta ao público. Ele recebe os pacientes encaminhados pelo Sistema Estadual de Regulação (SISREG) para todos os procedimentos, seja consulta, exames ou cirurgia de alta complexidade.

O Hospital Central, que é administrado pelo Einstein Hospital Israelita, é especializado no atendimento de casos complexos e críticos, que exigem cirurgias, procedimentos de alta tecnologia e cuidados especializados. Os pacientes podem vir de qualquer município do Estado e são atendidos sem nenhum tipo de cobrança, pois todos os seus serviços são pelo SUS.

Na prática, para o cidadão, o primeiro atendimento continua sendo realizado na unidade de saúde mais próxima — como uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospitais municipais e regionais. É nesses serviços que o paciente deve ser avaliado e, quando necessário, inserido no sistema de regulação, para encaminhamento junto à rede SUS.

No caso dos atendimentos eletivos, que são agendados, como consultas, exames e cirurgias programadas, o sistema de regulação analisa o pedido médico e a condição clínica do paciente para definir o serviço de saúde mais adequado para o tratamento indicado. Quando o atendimento é autorizado, o paciente recebe o agendamento e o contato é feito pelo telefone informado no cadastro da UBS. Por isso, é fundamental que os usuários mantenham os dados pessoais e contatos telefônicos atualizados, para facilitar o acesso e comunicação quanto aos agendamentos.

O mesmo fluxo acontece para as solicitações de urgência e emergência. Todo o atendimento é 100% regulado através da Central de Regulação Estadual. A unidade de saúde onde o paciente está internado insere a solicitação no sistema, faz contato com a regulação e passa o caso. Após avaliação da regulação, a vaga é solicitada para o hospital, de acordo com o perfil assistencial da unidade. Depois do aceite do hospital, a vaga é autorizada, e o paciente, transferido.

“Somos um hospital regulado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Todos os nossos pacientes chegam por meio da regulação estadual, seja para consultas, exames, cirurgias ou atendimentos de urgência e emergência. Isso garante que o hospital atenda exatamente quem mais precisa do cuidado de alta complexidade”, explica a diretora do Hospital Central, Alessandra Bokor.

O hospital e o sistema de regulação mantêm contato permanente, destaca Alessandra, o que permite que os fluxos funcionem tanto para os casos programados quanto para os casos graves e urgentes. Assim, os pacientes e suas famílias só precisam aguardar a comunicação oficial da regulação ou da unidade de origem para comparecerem ou serem transferidos para o Hospital Central.

*Sobre o Einstein*

O Einstein Hospital Israelita é considerado o 16º melhor hospital do mundo e 1º da América Latina segundo a última edição do ranking World’s Best Hospitals da revista Newsweek. Com sede em São Paulo, é uma organização filantrópica que leva, há 25 anos, a sua expertise em gestão hospitalar para o SUS. Atualmente, administra 35 unidades públicas, das quais nove são hospitais – um deles o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, em Cuiabá.

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Cirurgiões-dentistas de MT participam de novo módulo sobre odontologia inclusiva

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Prática”, voltado a cirurgiões-dentistas, estudantes de Odontologia e pesquisadores. A capacitação será realizada das 8h às 17h, no auditório do Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT), com foco em protocolos de acolhimento e manejo de pacientes com necessidades especiais.

O módulo desta edição tem como tema “Protocolos de acolhimento e manejo seguro para pacientes com necessidades especiais” e será conduzido pela professora Márcia Cançado, titular da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e presidente da Câmara Técnica Gaúcha de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais, do Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul (CRO-RS).

Durante a capacitação, a professora abordará técnicas práticas de acolhimento e manejo de pacientes neurodivergentes e de pessoas com outras deficiências. A programação inclui, ainda, apresentação e discussão de pesquisas e experiências científicas, ampliando o espaço para troca de conhecimentos entre profissionais, estudiosos e acadêmicos.

As vagas são limitadas e as inscrições podem ser realizadas pelo site do CRO-MT.

A ação de educação continuada é promovida pelo CRO-MT em parceria com o Instituto Iglesias, dirigido pelas cirurgiãs-dentistas Norma e Adriane Iglesias. A instituição é pioneira no atendimento odontológico de pessoas com deficiência em Mato Grosso.

Para a dentista Norma Iglesias, o atendimento a pacientes com necessidades especiais exige uma abordagem que considere também as particularidades de suas famílias. “Cuidar de pacientes especiais exige acolhimento diferenciado, afinal, não se promove apenas o cuidado odontológico, mas também a recepção a uma família atípica. O manejo dentro e fora da clínica deve ser integrado para que o cuidado seja completo e eficaz”, afirma Norma, que há mais de 40 anos atua no atendimento desse público.

A dentista Adriane Iglesias destaca que a atualização profissional é fundamental diante dos avanços nas técnicas de atendimento e das diferentes necessidades dos pacientes. “A formação continuada nos traz novos e importantes insights para promover melhorias no manejo, nas formas de tratamento e no acolhimento. Em um cenário cada vez mais dinâmico, estar atento às novas tendências é necessário. Por isso, trazer eventos como este é tão desafiador. A cada novo módulo, promovemos a integração entre profissionais, acadêmicos e estudiosos renomados de várias partes do país”, destaca.

Programação

A programação começa pela manhã com a palestra “Odontologia Inclusiva na Prática”, que abordará protocolos de acolhimento e manejo seguro na Odontopediatria e no atendimento a pacientes com necessidades especiais.

A partir das 13h, será realizada uma Mesa Redonda, seguida de Rodas de Conversa com participação das Comissões Técnicas do CRO-MT e dos demais participantes.

Segundo a organização, o momento será dedicado à troca de experiências, discussão de desafios e construção conjunta de estratégias para a atuação em Odontopediatria e no atendimento de pessoas com necessidades especiais. A atividade terá mediação da professora Márcia Cançado. “Este será um espaço para troca de experiências, discussão de desafios e construção conjunta de estratégias para a atuação em Odontopediatria e pessoas com necessidades especiais”, explica Wania Dantas, presidente do CRO-MT.

Outro destaque da programação será o hands-on, atividade prática com apresentação de materiais sensoriais e odontológicos voltados à Odontopediatria e ao atendimento de pacientes com necessidades especiais. A atividade permitirá aos participantes conhecer e aplicar materiais e estratégias que podem contribuir para o condicionamento, ampliar a comunicação e fortalecer a relação entre dentista e paciente, além de auxiliar na avaliação e no diagnóstico comportamental.

Serviço

Evento: Odontologia Inclusiva na Prática – Educação Permanente
Data: 9 de outubro de 2026
Horário: das 8h às 17h
Local: Auditório do CRO-MT – Cuiabá/MT
Inscrições: vagas limitadas, pelo site do CRO-MT

 

(Com informações da Assessoria)

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