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Reajuste de 24% na conta de água pode pesar no bolso dos moradores de Várzea Grande

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A conta de água e esgoto em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, pode ficar mais cara. A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) recomendou um reajuste de 24,33% nas tarifas, mas a mudança ainda precisa ser aprovada pela Prefeitura para começar a valer.

O aumento proposto leva em consideração a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e busca corrigir perdas acumuladas desde 2019, quando foi feita a última definição das tarifas. O reajuste mais recente aplicado no município ocorreu em junho de 2022.

Além disso, o percentual sugerido inclui um aumento anterior de 21,74%, recomendado em 2025, mas que não chegou a ser colocado em prática. Por esse motivo, a Prefeitura solicitou uma revisão dos cálculos com base nos dados atualizados até fevereiro de 2026.

De acordo com o diretor regulador da Ager-MT, Jossy Soares, a atualização dos valores é necessária para manter o funcionamento dos serviços. Segundo ele, o objetivo é garantir equilíbrio financeiro e a continuidade do abastecimento de água e do tratamento de esgoto na cidade.

Apesar da recomendação técnica, a decisão final cabe ao Executivo municipal, que ainda vai avaliar se autoriza ou não o reajuste.

A agência também destacou a importância da tarifa social, prevista em lei federal desde 2024. O benefício pode conceder descontos de até 50% na conta para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

Desde 2025, a Ager-MT é responsável por regular e fiscalizar os serviços de água e esgoto em Várzea Grande, após firmar um convênio de cooperação com o município válido por 10 anos. Entre as funções da agência estão a definição de tarifas, o acompanhamento do plano de saneamento e a análise de reclamações dos usuários.

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Faissal articula apoio para que PL comande primeira-secretaria da ALMT

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O deputado estadual Faissal Calil (PL) confirmou que pretende disputar a primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no próximo biênio. Em entrevista à Rádio Cultura, nesta terça-feira (20), ele defendeu que o Partido Liberal tenha espaço de destaque na composição da Mesa Diretora, considerando o resultado eleitoral que garantiu à sigla quatro cadeiras e a segunda maior bancada do Parlamento estadual.

Faissal afirmou que iniciou conversas com representantes de diferentes partidos para organizar uma aliança em torno da escolha do próximo primeiro-secretário. As articulações envolvem PL, Republicanos, PSDB e União Brasil, legendas que, juntas, reúnem 12 deputados na próxima legislatura.

Além de Faissal, também são citados como possíveis candidatos ao cargo os deputados Diego Guimarães (Republicanos), Dilmar Dal Bosco (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Segundo o parlamentar, a intenção é avançar nas negociações até chegar a uma indicação consensual.

“Meu nome está na disputa. O próximo passo é a gente reunir todas as pessoas e decidir quem vai ser indicado para o cargo. Pode ser o Faissal ou pode não ser. Não tem problema nenhum, mas o meu nome está à disposição. Estamos muito unidos. Essa é a grande verdade. Não queremos aqui afrontar o presidente Max, até porque ele vem fazendo um bom trabalho”, afirmou.

O deputado revelou ainda que procurou o colega de partido Gilberto Cattani (PL) logo após as eleições para comunicar seu interesse na primeira-secretaria. Ele também disse que conversou com os demais integrantes da bancada liberal e que, até o momento, é o único representante da sigla a manifestar interesse pelo posto.

Faissal ressaltou que pretende concentrar sua atuação nas atividades legislativas durante os próximos dois anos. Ao mesmo tempo, descartou uma disputa do grupo pela presidência da Assembleia contra Max Russi (Podemos), atual chefe do Legislativo, a quem atribuiu uma avaliação positiva da gestão.

A estratégia, segundo o parlamentar, é preservar a atual presidência e negociar mudanças nos demais cargos da Mesa Diretora, ampliando a participação das bancadas na condução administrativa da Assembleia.

As articulações seguem em andamento, e a definição do nome que disputará a primeira-secretaria dependerá das conversas entre os partidos e da construção de apoio entre os deputados estaduais.

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