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Centro cultural forma jovens artistas em João Pessoa

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Localizado no bairro do Baixo Roger, em João Pessoa, o Centro Cultural Piollim atende cerca de 50 jovens. Mas ao longo de sua história,  mais de dois mil alunos já passaram pela instituição. Josemberg Pereira foi aluno do Centro Cultural Piollim e hoje é educador do espaço. Ele reforça que as atividades realizadas no centro buscam desenvolver a integração social de crianças e jovens por meio da arte e cultura, sendo um espaço onde os alunos aprendem a lidar com conflitos, desenvolver autoestima e construir novas perspectivas de futuro. 

“O Piollim não tem o foco principal em formar artistas, mas naturalmente sai profissionais desse lugar. Esse papel é fundamental. Transformar a vida, transformar pessoas que têm uma formação acadêmica, que consiga construir uma vida profissional e pessoal de forma coerente com as diretrizes de modo geral que a vida nos impõe, e que nos são colocadas para a poder avançar cada vez mais em nosso caminho que a gente consegue trilhar”.

Além das atividades educativas, o Centro Cultural Piollim também é um importante polo de difusão cultural, promovendo espetáculos, festivais e intercâmbios com grupos de diversas regiões do país.  O Piolim funciona hoje através de recursos de editais de fomento à cultura, parcerias e também da doação de apoiadores.

*Com os trabalhos técnicos de Ivison Lira.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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