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Nova Jerusalém (PE) inicia encenações da Semana Santa

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Já começaram as encenações de Semana Santa em Nova Jerusalém, Pernambuco, considerado o maior teatro a céu aberto do mundo, e que este ano deve receber 70 mil espectadores. Até domingo serão seis espetáculos que revivem a tradição católica da paixão de Cristo.

A maior parte do elenco são artistas pernambucanos: 50 atores e atrizes e 400 figurantes. Artistas de reconhecimento nacional também participam do espetáculo, entre os convidados deste ano estão o ator Marcelo Serrado que interpreta Pilatos, Beth Goulart como Maria, Carlo Porto como Herodes e Dudu Azevedo interpretando Jesus Cristo.

Os cenários de Nova Jerusalém são montados em nove palcos distribuídos em uma área de 100 mil metros quadrados no distrito Fazenda Nova, localizado na cidade de Brejo da Madre de Deus, distante cerca de 180 km de Recife.  O evento deste ano homenageia o centenário de nascimento do idealizador da cidade-teatro, Plínio Pacheco, que chegou à Fazenda Nova em 1956.

Ele é o responsável pela construção de réplicas do interior de palácios, templos e pela muralha de 4 metros de altura, com 70 torres, que contorna toda a estrutura. A obra reproduz com fidelidade a arquitetura original de 2 mil anos atrás da cidade de Jerusalém.

Informações sobre ingressos, horários e como chegar até o distrito Fazenda Nova estão disponíveis no site novajerusalem.com.br


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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