Cuiabá

Com 45 toneladas vendidas, Peixe Santo tem estoques esgotados e forte adesão popular

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A Prefeitura de Cuiabá encerra mais uma edição do projeto Peixe Santo com balanço positivo de comercialização, alta procura da população e fortalecimento da economia local. Ao longo da semana, foram comercializadas cerca de 45 toneladas de peixe, e diversos pontos de venda registraram estoques esgotados antes do previsto, reflexo da adesão dos consumidores à iniciativa que ofertou pescado a preço popular e com garantia de qualidade.

O programa, coordenado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), disponibilizou peixe a R$ 25 o quilo, com estrutura organizada em diferentes regiões da capital. Ao todo, cerca de 52 mil quilos de pescado, principalmente o peixe redondo, híbrido do pacu,— foram colocados à venda, já limpos e prontos para o consumo, facilitando o preparo durante a Semana Santa.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, a proposta foi assegurar que o alimento chegasse à mesa do cuiabano com qualidade e preço acessível, respeitando a tradição do período. “ Fizemos o máximo, colocamos à disposição da população o máximo que a gente poderia de peixe, para que o preço também não subir tanto. A nossa intenção é que o peixe estivesse na mesa do consumidor com um preço justo”, afirmou.

A logística do projeto foi um dos pontos destacados pela gestão. Os pontos de comercialização foram distribuídos estrategicamente para ampliar o acesso da população e garantir reposição constante diante da alta demanda. Em locais como a Praça do Popeye, no bairro Tijucal, e na região do CPA, houve intensa movimentação até os últimos dias, consolidando o sucesso da ação.

Outro diferencial desta edição foi o reforço na segurança alimentar. Após quatro anos sem realização, o projeto foi atualizado às normas vigentes em 2026 e contou com capacitação inédita para comerciantes e manipuladores de pescado, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Cerca de 50 profissionais participaram do curso de boas práticas, com orientação técnica de professores doutores da área de nutrição.

Segundo Vicente Falcão, a qualificação foi fundamental para elevar o padrão do serviço. “Nosso foco é garantir que a população tenha acesso a um alimento seguro, com profissionais capacitados e estrutura adequada. Isso gera confiança e fortalece toda a cadeia produtiva”, destacou.

Além da capacitação, a prefeitura estruturou os pontos com tendas padronizadas, armazenamento adequado em gelo e fiscalização sanitária rigorosa, assegurando a procedência e a qualidade do pescado. O consumidor também pôde optar por serviços adicionais, como corte e retirada de espinhas, cobrados conforme a escolha.

O secretário ressaltou ainda o impacto econômico do projeto, que conecta diretamente produtores locais aos consumidores, estimulando a cadeia produtiva e gerando renda. “A iniciativa fortalece a economia local ao mesmo tempo em que garante alimento de qualidade para as famílias, especialmente neste período da Quaresma”, pontuou.

Com a forte adesão popular e a organização da estrutura, o Peixe Santo se consolida como uma das principais ações sociais e econômicas da Semana Santa em Cuiabá, unindo tradição, segurança alimentar e incentivo à produção regional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Vistoria técnica busca prevenir desabamentos no Centro Histórico de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) realizaram, nesta quinta-feira (15), uma vistoria técnica no Centro Histórico da capital para avaliar as condições de conservação de casarões e outras edificações antigas. A ação contou com a participação da Secretaria Municipal de Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, com o objetivo de identificar situações de risco e definir medidas para evitar desabamentos e preservar o patrimônio histórico.

A visita foi realizada a partir de levantamentos anteriores feitos por técnicos municipais, que identificaram imóveis com sinais de degradação, falta de manutenção e necessidade de escoramento. Com a presença de representantes do IPHAN, as equipes percorreram as edificações para verificar as condições estruturais e reunir informações que subsidiarão a definição de medidas emergenciais de conservação.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, o município já havia produzido um relatório técnico sobre a situação de diversos imóveis do Centro Histórico, encaminhado aos órgãos responsáveis para avaliação conjunta.

“Essas casas estão sofrendo com a falta de manutenção. Muitas estão abandonadas e, com a ação do sol e da chuva ao longo do tempo, os materiais vão se deteriorando. Algumas já estão escoradas e outras também vão precisar desse suporte. Para resolver essa questão, será necessária uma reforma geral, para evitar que essas edificações desabem e se percam”, destacou.

O diretor técnico do Patrimônio Histórico de Cuiabá, Josino Bisneto de Moura, da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, ressaltou a importância da vistoria para identificar as intervenções necessárias, principalmente durante o período chuvoso. Segundo ele, algumas edificações apresentam condições preocupantes, inclusive imóveis que pertencem ao município.

“Fizemos uma série de vistorias e levantamentos junto com a Defesa Civil Municipal e constatamos situações que estão próximas do colapso em algumas edificações. A partir desse trabalho, queremos levantar as condições necessárias para prevenir esses problemas”, afirmou Josino.

Para os imóveis sob responsabilidade da Prefeitura, estudos e projetos para serviços de escoramento e manutenção já estão prontos. A medida busca reduzir os riscos e proteger as estruturas durante o período de chuvas.

Conservação e capacitação técnica

Além da avaliação dos imóveis em situação mais crítica, a atuação do IPHAN também busca fortalecer as ações de preservação do patrimônio histórico. A proposta inclui capacitações técnicas para engenheiros e arquitetos, com foco na padronização de projetos e na orientação de proprietários e comerciantes sobre as diretrizes adequadas de conservação dentro do polígono tombado.

O coordenador-geral de Conservação do IPHAN e gestor do programa Conviver, Paulo Farsetti, explicou que o instituto desenvolve iniciativas voltadas à recuperação de imóveis históricos e ao apoio a famílias de baixa renda que não têm condições de arcar com os custos de conservação.

“Temos uma frente de trabalho dedicada a moradores e proprietários de imóveis tombados nos centros históricos brasileiros que não têm renda suficiente para fazer a conservação. São os chamados canteiros-modelos de conservação, que permitem recuperar essas edificações, capacitar estudantes de arquitetura e engenharia e envolver a comunidade na valorização desse patrimônio”, explicou Farsetti.

Em Cuiabá, o trabalho é desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e envolve técnicas tradicionais de construção, como o uso de terra crua e madeira. A iniciativa contribui para a formação de novos profissionais e incentiva a participação dos moradores na preservação dos imóveis históricos.

A vistoria conjunta representa mais uma etapa no levantamento das condições das edificações do Centro Histórico. A partir das avaliações, os órgãos envolvidos poderão definir as medidas prioritárias para reduzir riscos, orientar intervenções e contribuir para a conservação de um dos principais conjuntos históricos de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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