Cuiabá
Saúde de Cuiabá avança com atendimento noturno em 28 USFs e cobertura em toda a capital
Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, consolida um dos principais eixos do Sistema Único de Saúde (SUS): a Atenção Primária. Com uma rede estruturada de 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) e 148 equipes de Saúde da Família (ESF), o município amplia o acesso da população ao atendimento básico com 28 unidades funcionando em horário estendido, até as 19h e 21h.
A estratégia responde a uma demanda real da população: garantir atendimento também no período noturno, especialmente para trabalhadores que não conseguem buscar os serviços durante o dia. Ao ampliar o horário de funcionamento, o município reduz barreiras de acesso; evita o agravamento de doenças; diminui a procura por unidades de urgência e emergência; e fortalece o cuidado contínuo, próximo da realidade das famílias.
As Unidades de Saúde da Família são a principal porta de entrada do SUS e desempenham papel fundamental na organização do sistema de saúde. É nelas que o cidadão encontra acompanhamento permanente e integral, com foco não apenas no tratamento, mas, principalmente, na prevenção.
“A ampliação do horário de funcionamento em 28 Unidades de Saúde da Família é uma medida estratégica para garantir que a população tenha acesso aos serviços no momento em que realmente precisa. Estamos olhando para a realidade do trabalhador cuiabano, que muitas vezes não consegue buscar atendimento durante o dia. Com isso, fortalecemos a Atenção Primária, ampliamos o cuidado preventivo e evitamos que problemas simples evoluam para situações mais graves. Nosso compromisso é com uma saúde mais acessível e resolutiva em todas as regiões de Cuiabá”, destacou a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon.
Entre as principais ações desenvolvidas nas USFs estão: consultas médicas e de enfermagem; vacinação de rotina e campanhas; acompanhamento de gestantes com pré-natal completo; monitoramento de pacientes com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes; atendimento odontológico; realização de exames básicos; visitas domiciliares realizadas por equipes multiprofissionais; acompanhamento de crianças, idosos e grupos prioritários; ações educativas em saúde; prevenção de doenças; promoção da qualidade de vida; e identificação precoce de agravos.
As equipes são formadas por médicos; enfermeiros; técnicos de enfermagem; agentes comunitários de saúde; e, em algumas unidades, profissionais de saúde bucal, garantindo atendimento humanizado e vínculo direto com a comunidade.
Unidades com atendimento até 21h
– USF Parque Ohara;
– USF Tijucal;
– USF Pedra 90 CAIC I, II e III;
– Clínica da Família CPA I;
– USF Ilza Terezinha Picolli;
– Consultório na Rua.
Unidades com atendimento até 19h
– USF Parque Cuiabá;
– USF Parque Atalaia;
– USF Coxipó I e II;
– USF Jardim Industriário;
– USF Jardim Fortaleza / Santa Laura;
– USF Dom Aquino;
– USF Pico do Amor;
– USF Jardim Imperial;
– USF Bela Vista / Carumbé;
– USF Terra Nova / Canjica;
– USF Eldorado;
– USF Areão;
– USF CPA III;
– USF CPA IV;
– USF Jardim Vitória I;
– USF Paiaguás;
– USF Sucuri;
– USF Ribeirão da Ponte;
– USF Despraiado;
– USF Novo Terceiro;
– USF Jardim Independência;
– USF Nossa Senhora da Guia.
As demais unidades seguem com funcionamento em horário regular, garantindo cobertura em todas as regiões da cidade, Norte; Sul; Leste; Oeste; e zona rural, incluindo distritos e comunidades como Sucuri; Nossa Senhora da Guia; Coxipó do Ouro; Águaçu; e Rio dos Peixes.
A ampliação do horário em unidades estratégicas leva em consideração critérios como densidade populacional; demanda reprimida; localização geográfica; e necessidade de ampliar o acesso em regiões com maior fluxo de usuários. A medida também fortalece a resolutividade da Atenção Primária, evitando que casos simples evoluam para quadros mais graves.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Katiuscia propõe programa para prevenir feminicídios e defende afastamento de agressores
Com o número alarmante de 35 mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026, a vereadora de Cuiabá Katiuscia Manteli (Podemos) apresentou na Câmara Municipal de Cuiabá o Programa Mulher Viva. O programa tem com objetivo implementar medidas de prevenção para impedir que casos de violência doméstica evoluam para assassinatos.
Katiuscia afirmou que o enfrentamento ao feminicídio precisa ocorrer antes do crime. Ela defendeu medidas mais rigorosas contra agressores identificados como uma ameaça à vida de mulheres. Mato Grosso está no topo do ranking brasileiro de feminicídio, em 2025, o estado registrou 54 feminicídios.
Katiuscia que é candidata à deputada federal, garantiu que se eleita também levará a proposta à Câmara Federal.
“Quando o Poder Público concede um botão do pânico ou uma medida protetiva a uma mulher, ele está reconhecendo que a vida desta mulher está em risco; que ela pode sim morrer”, afirmou Katiuscia.
Programa Mulher Viva
O Programa Mulher Viva está estruturado em quatro eixos: prevenção, proteção, responsabilização e reconstrução de vidas. A vereadora argumenta que medidas punitivas, embora necessárias, são adotadas depois que o crime já ocorreu e, por isso, precisam ser acompanhadas de ações preventivas.
“O feminicídio é um crime anunciado. Antes da morte, vem a violência. Vem a violência doméstica. Antes de ser morta, essa mulher foi violentada, essa mulher foi agredida, essa mulher foi torturada”, declarou Katiuscia.
A parlamentar também destacou o risco enfrentado por mulheres que decidem romper relacionamentos abusivos. Segundo ela, situações de dependência emocional e financeira podem dificultar o fim do ciclo de violência, enquanto a separação pode representar um período de maior vulnerabilidade diante de ameaças do agressor.
A proposta defendida por Katiuscia prevê uma resposta mais rigorosa em situações consideradas de alto risco, com foco no afastamento do agressor antes de uma eventual escalada da violência.
Ao tratar do endurecimento das penas, a vereadora afirmou que a punição dos responsáveis não é suficiente para reverter as consequências do feminicídio. “Temos que endurecer as penas, temos que buscar meios de que ele pague por isso, mas não vai trazer a vida dessa mulher de volta. Vai ser mais uma família acabada, mais filhos órfãos”, disse.
Katiuscia encerrou o pronunciamento defendendo que as medidas de prevenção sejam direcionadas também aos potenciais agressores. “Precisamos privar da liberdade o futuro feminicida, e não a vítima, e não a sua família. É esse o projeto, o programa que nós temos hoje apresentado como um projeto para a Câmara Federal”, concluiu.
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