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Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga inicia turnê pela Itália

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A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada por jovens estudantes da rede pública do Rio de Janeiro, começa nesta quinta-feira (23) uma turnê pela Itália, até o dia 1º de maio. Ao todo, participam 27 instrumentistas.

A programação inclui uma participação na Audiência Geral com o Papa Leão XIV, na Praça São Pedro, no Vaticano, além de apresentações e outras atividades em vários espaços de Roma.

O repertório apresentado valoriza grandes obras da música brasileira, homenageando compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Gilberto Gil e Chico Buarque. O programa inclui ainda uma obra inédita da compositora brasileira Ágatha Lima, vencedora de uma chamada pública organizada pelo projeto.


Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2026 – Orquestra Sinfônia Juvenil Chiquinha Gonzaga.
Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2026 – Orquestra Sinfônia Juvenil Chiquinha Gonzaga.
Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ), 23/04/2026 – Orquestra Sinfônia Juvenil Chiquinha Gonzaga. Foto: Rafael Ribeiro/Divulgação – Rafael Ribeiro/Divulgação

A diretora executiva da orquestra, Moana Martins, dá mais detalhes sobre as músicas selecionadas para a turnê.

“O repertório foi pensado para refletir a riqueza, a diversidade da música brasileira. E a gente vai apresentar obras dos nossos grandes mestres. Além disso, a orquestra encomendou uma obra inédita que vai ser apresentada, da compositora Ágatha Lima, que foi vencedora do concurso que a Orquestra Chiquinha Gonzaga promoveu, um concurso nacional para mulheres compositoras”.

Moana fala ainda sobre o quão importante é levar essas apresentações para além das fronteiras brasileiras.

“Representa não apenas o reconhecimento, mas também uma oportunidade de levar a cultura brasileira, a diversidade da música brasileira, a esses espaços de grande relevância simbólica no mundo”.

Essa é a sexta turnê internacional da orquestra, que também já se apresentou nos Estados Unidos, Portugal, Espanha, França e Suíça.

A iniciativa faz parte da agenda de comemorações do Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé e conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores.

*Com a produção de Luciene Cruz. 


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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