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Integrante de facção criminosa é condenado a mais de 27 anos de prisão por homicídio

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O Tribunal do Júri da Comarca de Sorriso (420 km de Cuiabá) acolheu, na quinta-feira (14), a tese sustentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e condenou Wallace Cristian Silva Ribeiro a 27 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e participação em organização criminosa.

A acusação em plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso.

Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 3 de fevereiro de 2024, em um bar localizado na Rua Turmalinas, em Sorriso. Wallace Cristian Silva Ribeiro e um comparsa ainda não identificado teriam planejado e executado o homicídio de Thyiarle Vale de Melo, em contexto de rivalidade entre facções criminosas.

As investigações apontaram que o réu integra organização criminosa e que o homicídio foi praticado como forma de retaliação contra a vítima, supostamente vinculada à grupo rival.

Segundo narrado na denúncia, o réu e o comparsa se deslocaram de motocicleta até o local já com a intenção de executar a vítima. Enquanto Wallace permaneceu na via pública prestando suporte à ação criminosa e garantindo a fuga, o comparsa ingressou no estabelecimento empresarial e efetuou diversos disparos de arma de fogo de maneira rápida e inesperada, surpreendendo a vítima e dificultando qualquer possibilidade de defesa.

A vítima chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo no dia 4 de março de 2024.

Logo após o crime, Wallace Cristian Silva Ribeiro fugiu da cidade de Sorriso. Diante dos elementos reunidos no curso da investigação, a Justiça decretou sua prisão preventiva e expediu mandado de prisão, cumprido pouco mais de dois meses depois, quando o réu foi capturado no Estado de Minas Gerais.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa da vítima.

Para o Ministério Público, o conjunto probatório demonstrou que o homicídio foi praticado de forma planejada, com divisão de tarefas e inserido em contexto de atuação de organização criminosa.

“Não se tratou de um homicídio isolado. A prova revelou uma atuação inserida em contexto estrutural de organização criminosa, marcada por divisão de tarefas e finalidade específica de afirmação territorial e eliminação de adversários. São circunstâncias que afastam qualquer traço de impulsividade e evidenciam o planejamento funcional da ação criminosa”, destacou o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.

Com a condenação, Wallace Cristian Silva Ribeiro permanecerá preso para cumprimento da pena de 27 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, conforme estabelecido na sentença proferida pelo juiz Rafael Depra Panichella.

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Vídeo mostra BMW atingindo 1ª vítima antes de matar motociclista em Cuiabá

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Conteúdo/ODOC – Uma câmera de segurança flagrou o primeiro dos dois atropelamentos atribuídos ao motorista de uma BMW na madrugada de domingo (31), em Cuiabá. Nas imagens, Guilherme Nunes Medeiros aparece parado em uma motocicleta no semáforo quando é atingido pelo carro na Avenida Isaac Póvoas.

Pouco depois, a mesma BMW teria atropelado Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos. O motociclista não resistiu aos ferimentos e morreu.

O vídeo mostra Guilherme aguardando a abertura do semáforo no cruzamento das avenidas Isaac Póvoas e Presidente Marques. Em seguida, a BMW surge e atinge a motocicleta.

Com a força do impacto, a moto ficou bastante danificada. Guilherme sofreu cortes no tornozelo e no braço direitos.

A Polícia Civil identificou Hercílio Júnior Freitas Cordeiro, de 22 anos, como o principal suspeito de estar ao volante da BMW nos dois atropelamentos.

Segundo o delegado Afonso Monteiro, Hercílio não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e há suspeita de que estivesse alcoolizado no momento dos atropelamentos. Ele está foragido.

A BMW está registrada em nome de Israel Costa e Silva Oliveira, apontado como proprietário do veículo. A Polícia Civil investiga, no entanto, as circunstâncias em que o carro estava com o suspeito, incluindo a possibilidade de empréstimo ou de uma negociação anterior envolvendo o automóvel.

O caso

Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, Hercílio teria saído de uma boate após um desentendimento no estabelecimento e, posteriormente, assumido a direção da BMW.

Na sequência, ele teria provocado os dois atropelamentos. O primeiro atingiu Guilherme Nunes Medeiros, que ficou ferido. Pouco depois, Paulo Messias foi atingido e morreu.

Após os atropelamentos, o motorista não prestou socorro. A BMW foi abandonada nas proximidades do Hospital Municipal Santa Casa e o suspeito fugiu a pé.

A Polícia Civil segue investigando o caso. Hercílio ainda não foi indiciado, uma vez que o inquérito deverá confirmar se ele era, de fato, quem conduzia a BMW no momento dos atropelamentos.

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