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Semana Nacional de Museus oferece mais de 3 mil atividades pelo Brasil

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Hoje é celebrado o Dia Internacional dos Museus. E esta segunda-feira, 18 de maio, também marca a abertura da 24ª edição da Semana Nacional de Museus.

A iniciativa do Ibram, Instituto Brasileiro de Museus, que movimenta o cenário cultural e patrimonial do país, prevê até domingo, dia 24, mais de três mil atividades Brasil afora, com mais de 90% delas gratuitas para o público.

O tema deste ano é “Museus: unindo um mundo dividido”, que foi definido pelo Conselho Internacional de Museus e busca refletir sobre o papel dessas instituições como pontes entre divisões culturais, sociais e geopolíticas, promovendo o diálogo, a compreensão e a paz.  Aqui no Brasil, cerca de mil instituições, sediadas em 401 cidades, localizadas em todos os estados e no Distrito Federal, se mobilizaram para esta edição. 

A programação é vasta e inclui 513 exposições, além de centenas de visitas mediadas, ações educativas, oficinas, palestras, exibições de filmes e apresentações culturais.

Os museus deixam de ser apenas espaços de contemplação para se tornarem territórios de aprendizado coletivo e construção da cidadania.

Para o público interessado, a plataforma Visite Museus permite encontrar as unidades mais próximos e filtrar as ações por cidade, estado ou tipo de atividade. O endereço é visite.museus.gov.br.

Para além da Semana Nacional, a página também hospeda museus virtuais, memoriais, salas de cultura, comunidades quilombolas, podcasts e videocasts, pontos culturais, parques históricos, redes de educadores, cemitérios, pinacotecas, ateliês, laboratórios de documentação ou de artes, entre outros ambientes de pesquisa e preservação do Patrimônio. Também é possível acessar os eventos que acontecem ao longo do ano, nos espaços cadastrados no portal.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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