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Programação do 7º Simpósio Nacional do Rádio segue hoje no Rio

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Profissionais da imprensa, estudantes, pesquisadores e representantes da radiodifusão pública brasileira se reúnem nesta quinta-feira (21) para o segundo dia do 7º Simpósio Nacional do Rádio. O evento é promovido pela EBC, Empresa Brasil de Comunicação, e o Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom. Com o tema “Rádio Nacional: 90 anos, memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o encontro acontece no Palácio Gustavo Capanema, no centro da capital fluminense.

As mesas realizadas nesta quinta-feira (21) discutem temas como o rádio no universo digital e a importância histórica dos acervos, registros sonoros que capturam e preservam as produções radiofônicas.

A tecnologia tem que ser usada como uma força, um braço amigo para quem trabalha com preservação, explica a gerente de acervo e pesquisa da EBC, Maria Carnevale:

“A tecnologia tem que ser trazida para o trabalho, não ser vista como vilã. Mas não tem mágica. Tem o esforço humano, tem que pensar, saber usar e corrigir… ter atenção nas no- no processo de correção. E mais do que isso, é sempre um trabalho de formiguinha”.

O presidente da Fundação Museu da Imagem e do Som, César Miranda Ribeiro, destaca a contribuição da inteligência artificial para o trabalho na instituição:

“A primeira coisa que nós fizemos foi um protocolo de uso da inteligência artificial dentro de um museu que eu considero até uma academia. Dali já se nasceram mais de 400 livros. E quando se fala num protocolo, é quando a gente traz a responsabilidade para essa nova ferramenta. Ela não veio para matar a nossa criatividade, para fazer por nós. Ela veio, sim, para ser uma ferramenta de uso. E isso a gente tem a responsabilidade interna de fazer com que a criação seja própria”.

O MIS é responsável pela salvaguarda do acervo da Rádio Nacional, que reúne mais de 53 mil itens. Entre os materiais preservados estão partituras, programas sonoros, documentos históricos, fotografias, registros de auditórios lotados e imagens de grandes artistas e radialistas que marcaram a era de ouro do rádio brasileiro.


Fonte: EBC Cultura

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Com Amor, Alcione: exposição celebra a dama do samba

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Alcione, uma das maiores cantoras e sambistas do Brasil, é homenageada em exposição gratuita, em cartaz até 6 de dezembro, no Museu das Favelas, em São Paulo. Depois de passar pelo Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, a mostra Com Amor, Alcione chega a capital paulista com mais de 650 itens do acervo da artista.

Dona de uma voz grave e aveludada, expressa em canções como Figa de Guiné, Não deixe o samba morrer e A loba, Alcione tem sua trajetória contada no Museu das Favelas como num álbum de família: desde a infância em São Luís, onde aprendeu a tocar instrumentos de sopro com o pai, que fazia parte de uma banda militar, até a mudança para o Rio de Janeiro, no final da década de 1960.

O curador institucional Jairo Malta, destaca os temas da fé, carnaval e das identidades negra e nordestina, e o quanto a questão da migração também se faz muito presente na biografia de Alcione. 

“A Alcione é um retrato do Brasil, nesse sentido. De muita gente que saiu desses territórios — Norte e Nordeste — para tentar oportunidades em dois eixos onde estavam se construindo as grandes cidades. Então, ela faz essa dedicação a todas essas pessoas que cruzaram o Brasil para construir boa parte do Brasil. Mas não só isso, a exposição mostra uma mulher negra, periférica, nordestina, que conseguiu fazer tudo isso de uma forma difícil, mas que alcançou.”. 

A carreira de Alcione foi marcada por passagens na televisão, na relação próxima com a Estação Primeira de Mangueira, por turnês mundiais e nacionais, além de mais de 30 discos gravados. No ano passado, a dama do samba lançou um álbum de inéditas e segue na ativa. Jairo Malta comenta a importância de o Museu das Favelas homenagear artistas em vida. 

“Reverenciar memórias vivas, memórias que ainda estão aqui, é de suma importância. Porque a gente consegue conversar com pessoas de todas as idades. Então, ter Alcione com a gente, além de todos esses temas: migração, negritude, periferia, favela e memória, é poder reverenciar também alguém que está do nosso lado, está fazendo muito sucesso, fazendo turnê e que ainda vai fazer mais história”  

Da gravação do primeiro compacto, com as faixas Figa de Guiné e O sonho acabou em 1972, já se passaram 54 anos. Aos 78 anos de vida, Alcione segue em turnê, não deixando o samba morrer.  


Fonte: EBC Cultura

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