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Investigador da PC é afastado e perde arma por suspeita de tortura dentro de delegacia

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Conteúdo/ODOC – A Polícia Civil cumpriu, nesta semana, mandados de busca e apreensão e uma série de medidas cautelares contra um investigador lotado em Pontes e Lacerda, investigado pela suposta prática de tortura dentro da Delegacia de Polícia do município. O nome dele não foi revelado.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, após representação da própria Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público.

Segundo as investigações, o caso teria ocorrido em 31 de janeiro de 2026. A suposta agressão foi registrada por câmeras de segurança da unidade policial, mas a vítima ainda não foi identificada.

Além da suspeita de tortura, a decisão judicial cita outros episódios envolvendo o servidor ao longo da carreira. Entre eles estão um disparo acidental contra si próprio, registrado em 2017, a perda de uma arma pertencente à Polícia Civil em 2023 e o furto de uma motocicleta oficial que estava sob sua responsabilidade em janeiro deste ano.

As apurações também apontam indícios de que o investigador poderia estar recebendo informações internas sobre procedimentos instaurados contra ele, o que levantou suspeitas de possível vazamento de dados sigilosos.

Diante desse cenário, a Justiça determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do policial, autorizou o acesso e a extração de dados dos aparelhos eletrônicos recolhidos e determinou seu afastamento cautelar da função pública.

O investigador também teve a arma institucional recolhida e está proibido de frequentar unidades da Polícia Civil, além de não poder manter contato com policiais civis e testemunhas ligadas ao caso.

A investigação segue em andamento para identificar e localizar a suposta vítima de tortura, esclarecer todas as circunstâncias do episódio e verificar se houve participação de outras pessoas nos fatos.

A Polícia Civil também apura possíveis crimes relacionados ao vazamento de informações sigilosas e eventual interferência nas investigações conduzidas contra o servidor.

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Gaeco faz operação na PCE após réu fazer sinal do Comando Vermelho para juíza em audiência

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação “Mãos da Lei” contra a facção criminosa Comando Vermelho, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A investigação teve início após um réu fazer um gesto com as mãos que remeteria à sigla associada à facção Comando Vermelho, na presença de autoridades, durante audiência realizada em Cáceres.

O gesto chamou a atenção das autoridades e foi interpretado como possível demonstração de vínculo com organização criminosa, além de desrespeito à autoridade. Diante disso, a magistrada responsável pela audiência encaminhou o caso ao Gaeco, juntamente com imagens que comprovam o gesto do réu.

A partir dessas informações, o Gaeco iniciou diligências para apurar a relação do investigado com atividades criminosas na região.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cáceres, na Penitenciária Central do Estado (PCE), foram recolhidos cadernos e anotações manuscritas que podem indicar formas de organização e comunicação interna de facções criminosas em Mato Grosso.

A operação contou com o apoio de equipes do Gaeco de Cuiabá, além do Grupo de Intervenção Rápida, do Canil e do Núcleo de Inteligência da unidade prisional.

O nome da operação, “Mãos da Lei”, faz alusão à resposta das autoridades diante da conduta investigada, reforçando a atuação do Estado no combate ao crime organizado.

O Gaeco é uma força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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