Cuiabá

Prefeito reúne diretores e destaca investimentos, infraestrutura e acolhimento nas escolas

Publicado em

Cuiabá

A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu uma reunião com todos os diretores das unidades da rede municipal para uma reunião no auditório da Secretaria, nesta sexta-feira (12). O encontro foi realizado a pedido do prefeito Abilio Brunini, que conduziu as tratativas, com objetivo principal de ouvir os gestores, conhecer as demandas das escolas e discutir ações voltadas ao fortalecimento da educação no município.

Durante a reunião, foram debatidos temas importantes para o funcionamento da rede, como o processo seletivo de profissionais da educação, reformas e manutenções das escolas, além de outras demandas apresentadas pelos diretores. O prefeito ouviu atentamente as reivindicações e os apontamentos feitos pelos gestores, e procurou compreender as necessidades específicas de cada unidade, apontando alguns encaminhamentos.

Mais do que apresentar orientações, o encontro teve caráter participativo. A proposta foi criar um espaço de escuta para que os diretores pudessem compartilhar desafios, sugestões e necessidades relacionadas ao dia a dia das escolas.

O prefeito Abilio Brunini reforçou o compromisso da gestão municipal com a melhoria da infraestrutura das unidades educacionais e com a valorização do trabalho desenvolvido pelos gestores escolares. A iniciativa demonstra a seriedade da administração em promover avanços na qualidade da educação e nas condições de trabalho oferecidas à comunidade escolar.

A reunião foi considerada produtiva pelos participantes, além de importante para fortalecer o diálogo entre a gestão municipal e os diretores.

“O alinhamento das ações visam aprimorar o atendimento aos estudantes. O objetivo é o aluno. O trabalho a ser priorizado é para ofertar o melhor para os alunos”, frisou o prefeito.

Na oportunidade, o prefeito falou do papel do diretor e da escola, que é um local de acolhimento da comunidade. Tratou sobre a condução das programações festivas que estão abertas para realizações, pois o espaço é cedido para as atividades da comunidade escolar.

Sobre infraestrutura, elencou as prioridades e orientou os gestores a usarem o dinheiro repassado para custeio mensal priorizando o que precisa com urgência. “No ano passado não tinha recurso definido, por conta das condições financeiras da Prefeitura, mas este ano, são mais de R$ 2 milhões por mês. E conforme vamos organizando o caixa, aumentaremos o recurso. Peço que sejam compreensivos nas prioridades, às vezes não dá no mês, dentro do que recebem para a manutenção da escola, mas pode esperar para o outro mês. E se for muito urgente, procurem a equipe da Secretaria de Educação. Mas precisamos ter a consciência de oferecer o mínimo de dignidade aos estudantes”, frisou Abilio.

Entre os diversos assuntos, o prefeito também esclareceu o motivo pelo qual não haverá feriado emendando dias. Ressaltou que muitas mães não tem onde deixar seus filhos, entre elas, as que são mãe e pai ao mesmo tempo, ou das crianças que dependem da escola para refeição, e que o único lugar seguro que tem para deixar é a escola.

Os diretores destacaram a oportunidade de diálogo aberto e a disposição da administração municipal em ouvir quem está à frente das unidades escolares.

A diretora do Cemei Paulo Ronan, Maria do Carmo Martins, avaliou a reunião como esclarecedora. “Eu achei excelente, muito esclarecedora. O que nós tínhamos dificuldade, o prefeito apontou direções. Acho que deveria acontecer mais encontros como o de hoje. O Abilio está sempre conosco, isso faz muito bem para a gente, dele estar perto, é acolhedor diante dos desafios encontrados. Eu me senti acolhida demais. A simplicidade dele, enquanto prefeito, vir aqui conversar conosco foi maravilhoso e produtivo”, declarou.

Núbia Rafaelle Barbosa Neto, diretora da Emeb Francisco Pedroso da Silva, também ressaltou a importância desse contato com o prefeito. “Às vezes precisa ir direto nele, porque ele que é o nosso responsável ali. Então, ele conseguiu, nos ouvindo, porque nós é que estamos lá na ponta, na sala de aula, no chão da escola. Ele nos ouvindo da forma que nos ouviu hoje, nos proporcionando esse momento de trocas de informações, foi muito importante, porque aí a gente vê que a educação só tem a ganhar com isso”, frisou.

O secretário de Educação Reginaldo Teixeira e toda equipe contribuíram com as tratativas, frisando estarem disponíveis para recebe-los independente de reunião coletiva.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cuiabá

TCE cita “quarteirização” e mantém suspenso pregão de R$ 22,5 milhões para remédios

Publicados

em

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspenso pregão eletrônico de R$ 22,5 milhões lançado pela Prefeitura de Porto Esperidião para aquisição de medicamentos, com o objetivo de avaliar a legalidade do modelo de “quarteirização” adotado pelo município.

A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do  conselheiro Antonio Joaquim, foi homologada por unanimidade durante a sessão ordinária dessa terça-feira (28).

A deliberação teve origem em uma representação de natureza externa apresentada pela empresa Link Card, participante do certame, que questionou sua inabilitação e a alteração de critério do pregão.

A empresa afirmou que apresentou a proposta mais vantajosa, mas foi inabilitada sob a justificativa de não comprovar capacidade técnica compatível com o objeto licitado. Alegou ainda que a gestão do município passou a exigir experiência específica na área de saúde, mudança que ocorreu sem a republicação do edital ou a reabertura dos prazos.

Já a prefeitura argumentou que a inabilitação da empresa foi legítima e legal, pois o edital exigia comprovação de experiência compatível com o objeto licitado, que compreende medicamentos e insumos de saúde. Declarou ainda que havia riscos de inviabilidade econômica da proposta apresentada e negou mudanças nos critérios do certame.

Embora os questionamentos da empresa fossem de ordem administrativa e procedimental relacionados ao certame, o conselheiro identificou indícios de que a modalidade de quarteirização da aquisição poderia extrapolar os limites permitidos pela jurisprudência.

Dessa forma, determinou o aprofundamento da análise pela equipe técnica do TCE. “A utilização da prática exige especial cautela, pois altera a lógica tradicional das contratações públicas ao transferir à empresa gerenciadora atribuições relevantes relacionadas à seleção dos fornecedores, à formação dos preços e à operacionalização das aquisições”, explicou.

Antonio Joaquim completou que a jurisprudência admite esse modelo em hipóteses excepcionais, como no gerenciamento de abastecimento de combustíveis e na manutenção de frotas.

“São situações marcadas por peculiaridades operacionais ou geográficas que justifiquem a adoção de empresa intermediadora. A assistência farmacêutica vai além do fornecimento de medicamentos. Trata-se de uma política pública essencial que envolve planejamento, abastecimento, controle de estoque e garantia da continuidade dos atendimentos, circunstâncias que recomendam maior cautela antes de transferir essas atribuições a uma empresa intermediadora”, pontuou, acrescentando que a prefeitura não apresentou nenhum precedente de julgamentos sobre a quarteirização na compra de medicamentos proferidos por tribunais de contas.

Ao fundamentar sua decisão, Antonio Joaquim também afastou o argumento da prefeitura da existência de risco de que a suspensão do pregão poderia provocar desabastecimento, pois foi constatada a existência de empenhos recentes para compra de medicamentos junto a outros fornecedores.

“Em consulta ao Sistema Aplic, constatamos a existência de empenhos recentes destinados à aquisição de medicamentos junto a diversos fornecedores, circunstância que, em análise preliminar, indicou a manutenção de alternativas para o atendimento das necessidades da rede municipal de saúde”, detalhou o conselheiro.

Debates

Durante a sessão, a escolha pela ‘quarteirização’ na aquisição de medicamentos pela Prefeitura de Porto Esperidião gerou debates entre os conselheiros. O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, reforçou o entendimento do relator ao apresentar dados compilados pela equipe técnica do Tribunal. Segundo ele, em 2025, 62,45% das contratações foram realizadas por contratação direta.

Além disso, 71% dos pregões e concorrências tiveram dois ou menos participantes. O presidente também chamou a atenção para o fato de que aproximadamente 40% das licitações apresentaram irregularidades relacionadas ao envio de informações ao Aplic.

“Isso representa cerca de R$ 8,5 bilhões gastos no ano passado por meio de contratações diretas ou processos com baixíssima competitividade. Por isso entendo que precisamos colocar esse tema em debate. Estamos levantando todas essas informações para discutir, de forma ampla, o atual cenário das contratações públicas”, destacou.

O vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Teis, complementou que, em 2022, julgou uma situação semelhante. “Naquela ocasião, fiz a seguinte reflexão: daqui a pouco estarão contratando empresas para intermediar a aquisição de qualquer bem ou serviço, seja para compra de materiais, execução de obras ou qualquer outra finalidade. Também registrei em meu voto que, seguindo essa lógica, os servidores públicos deixariam de exercer uma das funções mais importantes da administração, que é conduzir os processos licitatórios. Afinal, a licitação é um dos maiores desafios da gestão pública e também um dos seus principais instrumentos de controle”, argumentou.

O corregedor-geral do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, também compartilhou sua preocupação com a disseminação do modelo de contratação pública. “Tenho ressalvas em relação à quarteirização. No caso concreto analisado pelo conselheiro Antônio Joaquim, procurei aprofundar o estudo da matéria e não consegui identificar qualquer demonstração de vantajosidade para a administração pública. Trata-se de uma inovação contratual, mas que, pelo menos neste processo, não apresenta benefício concreto que justifique sua adoção.”

Decisão

Ao votar pela manutenção da tutela, o conselheiro Antonio Joaquim reforçou que, em razão do elevado valor estimado da contratação, é necessária uma análise técnica profunda.

“A eventual celebração do contrato e o início de sua execução antes da conclusão da análise técnica poderiam consolidar relações jurídicas e operacionais de difícil reversão, especialmente diante da formação da rede credenciada, da operacionalização das aquisições e da execução continuada do objeto contratual, circunstâncias que justificaram a concessão da tutela provisória de urgência para preservação da utilidade prática do processo de controle externo.”

Ao final do julgamento, os conselheiros também manifestaram entendimento favorável à proposta do conselheiro Waldir Tei de realização de uma reunião técnica envolvendo o Ministério Público de Contas (MPC) e setores especializados do Tribunal para discutir e uniformizar o entendimento sobre o uso da quarteirização em diferentes setores da administração pública.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA