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Unidade de Coleta de Sangue celebra primeiro ‘Junho Vermelho’ em Várzea Grande

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Pouco mais de seis meses após ser entregue no bairro Cristo Rei, a Unidade de Coleta de Sangue “Davi Almeida Franco” celebra sua primeira participação na campanha Junho Vermelho. Criada para conscientizar e sensibilizar a população sobre a importância da doação de sangue, a mobilização nacional busca ampliar o número de doadores em todo o país. O mês foi escolhido por ser um período em que os hemocentros registram queda expressiva nos estoques, ao mesmo tempo em que aumenta a demanda por transfusões.

Inaugurada em novembro do ano passado, a unidade representa mais uma conquista da atual gestão municipal, fruto de articulação política e do compromisso em atender uma antiga demanda da população várzea-grandense. Entre novembro de 2025 e meados de junho deste ano, o espaço recebeu 724 doadores. Janeiro foi o mês com maior número de atendimentos, totalizando 135 doações, o que representa uma média de 6,75 doadores por dia útil, considerando os 20 dias úteis do período.

Até o ano passado, a segunda maior cidade de Mato Grosso não possuía uma unidade específica para coleta de sangue, ampliando a oferta de hemoderivados para quem mais necessita. “Os várzea-grandenses não precisam mais atravessar a cidade para exercer um gesto de amor ao próximo”, destaca a prefeita Flávia Moretti (PL).

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, lembra que no último dia 14 foi celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. “É uma data que se estende simbolicamente por todo o mês. O Junho Vermelho traz uma mensagem clara: doar sangue é um ato de cidadania, empatia e compromisso com a vida. Para quem aguarda uma transfusão, cada doação representa muito mais do que um procedimento médico — representa a esperança de continuar vivendo”.

A secretária também chama a atenção para os números alcançados pela unidade. “Temos 724 doadores até aqui. Se não houvesse essa Unidade de Coleta em Várzea Grande, quantos deles teriam efetivamente realizado a doação nesse período? O espaço existe para atender, estimular, promover e transformar a conscientização sobre a importância da doação de sangue em um hábito na vida dos várzea-grandenses”, enfatiza.

Uma única bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas, graças ao processo de separação dos hemocomponentes realizado após a coleta. Esse procedimento permite que diferentes pacientes recebam exatamente o componente sanguíneo de que necessitam, ampliando o alcance de cada doação.

ONDE DOAR?

Em Várzea Grande, a população conta com a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue, localizada na Avenida Gonçalo Botelho de Campos, nº 1.700, no antigo prédio do DAE. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, oferecendo mais comodidade aos voluntários e fortalecendo a rede de atendimento hemoterápico da região.

A unidade tem capacidade para realizar até 50 coletas por dia e conta com sala de pré-triagem, triagem clínica, consultório médico, sala de coleta, sala de recuperação, banheiros e ambiente climatizado. A equipe é composta por dois médicos, um enfermeiro, três técnicos de enfermagem, um gestor e um profissional administrativo, todos capacitados pelo MT Hemocentro.

Para doar sangue, é necessário estar em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos, estar descansado e alimentado, além de apresentar documento oficial com foto. Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis. Antes da coleta, todos os candidatos passam por avaliação clínica para garantir a segurança do procedimento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CCJR aprova projetos sobre cotas raciais e busca de crianças desaparecidas

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Dois projetos de Lei de autoria do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) foram aprovados durante sessão da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (20). Com o aval da comissão, as propostas seguem para segunda votação em plenário.

A sessão foi presidida pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), com a participação dos deputados Julio Campos (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Com o parecer favorável da CCJR, os dois projetos seguem para a segunda votação em plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Uma das propostas, o Projeto de Lei nº 210/26, altera e amplia a Lei nº 10.816/19, que trata da reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos no âmbito do Estado. O objetivo é estender a política de cotas, contemplando pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.

O texto estabelece a reserva mínima de 20% das vagas para pessoas pretas e pardas, 5% para indígenas e 5% para quilombolas. A proposta também prevê critérios para confirmação das informações declaradas pelos candidatos, comissões de avaliação e recurso, além de regras para garantir transparência e proporcionalidade na distribuição das vagas.

Para Botelho, a iniciativa busca ampliar as oportunidades de acesso ao serviço público e tornar a política de ações afirmativas mais inclusiva, considerando a diversidade étnica e cultural de Mato Grosso.

“Precisamos garantir que a diversidade do nosso estado também esteja representada no serviço público. Ampliar as oportunidades para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas é uma forma de enfrentar desigualdades históricas e promover condições mais justas de acesso aos cargos públicos”, destaca o deputado.

O segundo projeto aprovado é o Projeto de Lei nº 12/23, que institui o Banco de Dados de Reconhecimento Facial e Digital de Crianças e Adolescentes Desaparecidos em Mato Grosso, vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A proposta prevê a coleta de imagens para reconhecimento facial e digital durante a emissão da carteira de identidade ou de sua segunda via para pessoas menores de 18 anos. As informações deverão ter caráter sigiloso, com acesso restrito aos órgãos de segurança pública e utilização exclusiva para auxiliar na busca e localização de crianças e adolescentes desaparecidos.

Pelo projeto, após a comunicação formal do desaparecimento, as informações deverão ser encaminhadas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) em até 24 horas. O texto também prevê a possibilidade de parcerias com outros entes federativos, universidades e instituições públicas ou privadas para o desenvolvimento e a aquisição de tecnologias, incluindo ferramentas de projeção de envelhecimento e integração com bases de dados existentes.

Segundo Botelho, a proposta busca fortalecer os instrumentos de investigação e ampliar os recursos tecnológicos disponíveis para a proteção da infância e da adolescência.

“Quando uma criança ou um adolescente desaparece, cada minuto é importante. Precisamos utilizar a tecnologia a favor da segurança e da proteção das nossas famílias, oferecendo ferramentas que possam contribuir para agilizar as buscas e aumentar as possibilidades de localização”, afirma o parlamentar.

Fonte: ALMT – MT

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