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Projeto Tela Brasil chega a Salvador e Belo Horizonte

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Depois de passar por Brasília e Goiânia, o projeto do Ministério da Cultura (MinC), que leva uma série de experiências imersivas para apresentar a plataforma Tela Brasil, chega nesta quinta-feira a Salvador e Belo Horizonte (BH).

O Tela Brasil é o serviço gratuito de streaming lançado em maio e dedicado à difusão da produção audiovisual nacional.

As atividades de imersão ocorrem em duas frentes, em horários distintos: na Estação Mapeada e na Estação Tela Brasil.
Tanto em Salvador quanto em BH, a estrutura da Estação Tela Brasil já está funcionando no Terminal Rodoviário das duas capitais, entre as dez e meia da manhã e as seis e meia da tarde.

Nela, o público pode assistir a curtas-metragens, trailers e conteúdos especiais disponíveis na plataforma, além de conhecer o catálogo completo por meio de QR codes distribuídos durante as atividades.

A programação inclui ainda experiências interativas como a estação “Pipoca & Cena”, que permite aos participantes serem inseridos em cenários inspirados em filmes brasileiros e receberem uma imagem personalizada para compartilhar nas redes sociais. Já a ativação “Match com o Cinema Brasileiro” utiliza um sistema de recomendação para sugerir produções da Tela Brasil de acordo com o perfil e as preferências de cada visitante.

No caso da Estação Mapeada, onde serão realizadas projeções com cenas de filmes brasileiros, as imagens serão veiculadas entre as seis e meia da tarde e as dez e meia da noite. Em Salvador, o telão ao ar livre será a fachada da antiga igrejinha de Santana, no Rio Vermelho; em Belo Horizonte, acontecerá na Rua da Bahia, no Centro. Tanto na capital baiana quanto na capital mineira, as Estações irão funcionar até o próximo sábado.

Entre os dias dois e quatro de julho, o projeto chega a Porto Alegre e a São Paulo. Na capital paulista, as projeções mapeadas ocorrerão na Rua Augusta e o espaço para interações, no Terminal Rodoviário do Tietê, enquanto na capital gaúcha, a parede do Palácio da Justiça, no Largo de Santana, receberá as projeções no período noturno e a Estação Tela Brasil irá funcionar ao longo dos três dias no Terminal Rodoviário da cidade.

A plataforma, que pode ser acessada pelo endereço telabrasil.cultura.gov.br, tem mais de 550 filmes nacionais produzidos entre 1910 e 2025, incluindo obras premiadas, documentários históricos, produções infantis, obras ligadas à música brasileira e títulos reconhecidos em festivais nacionais e internacionais.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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