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Emílio Goeldi: programação focada no meio ambiente vai até dia 28

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As comemorações pelo Dia Mundial do Meio Ambiente continuam no Museu Paraense Emílio Goeldi. A programação reúne atividades presenciais e virtuais voltadas para diferentes públicos e segue até o dia 28 de junho. Segundo o coordenador de museologia do museu, Emanuel Júnior, a proposta deste ano foi ampliar as ações para além da data oficial celebrada no dia 5 de junho.

“O Goeldi pensou numa agenda que extrapola essa única data e deve se estender então até o final do mês de junho. A gente vai ter trilhas, gente vai ter debates…”

Entre as atividades previstas está uma oficina de história em quadrinhos marcada para o dia 27 de junho.

“uma oficina super legal, super divertida, voltada para o público infantil”. 

O desenhista Luís Cláudio Martins Negrão é o responsável pela atividade.

“Não precisa saber desenhar.  Basta a própria habilidade de cada um. Mostrar o que é o quadrinho, como se constrói o personagem, como criar personagens com referências aos mitos, às lendas, à natureza”.

A programação também inclui o lançamento do PaleoAmazon, projeto voltado para divulgação de pesquisas sobre a história natural da Amazônia. A pesquisadora Maria Inês Feijó destaca a importância da iniciativa para aproximar a ciência da população.

“O site PaleoAmazon foi criado na intenção de divulgar o acervo de paleontologia do Museu Paraense Emílio Goeldi. As atividades que a gente desenvolve dentro deste acervo mas, principalmente, o trabalho que estamos fazendo com os fósseis em 3D da coleção de tipos do acervo”.

As atividades do Ciclo Especial do Meio Ambiente do Museu Emílio Goeldi seguem até o próximo dia 28 de junho, com ações gratuitas voltadas para educação, ciência e preservação ambiental.


Fonte: EBC Cultura

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Ao poeta, poesia: amigos se despendem de Luis Turiba neste sábado

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DESACONTESSÊNCIAS

desaconteci
(mentavelmente)
tudo acontece para
desacontecer em si

anoitece para amanhecer
nascer viver crescer morrer
tecer escrituras em silêncios
semânticas em pura seda

  

Luis Turiba desaconteceu na madrugada de 26 de agosto, em Salvador, aos 76 anos. Poeta, ativista cultural, jornalista. Nascido no Recife, em 1950, Turiba deixa cinco filhos, seis netos e uma ampla obra, que inclui poesias, crônicas, textos jornalísticos, video-documentários, revistas culturais e parcerias musicais.

Seu primeiro livro de poesia, Kiprokó, foi lançado em 1977. No Rio de Janeiro, pra onde se mudou ainda jovem, conseguiu emprego como repórter, iniciando uma bem-sucedida carreira com passagens pela revista Manchete e pelos jornais O Globo e Gazeta Mercantil. Foi como correspondente da Gazeta que Turiba mudou-se para Brasília, em 1979. Ganhou vários prêmios por suas reportagens, inclusive dois Esso regionais.

Amigo de Turiba desses tempos de início de Brasília, o poeta Nicolas Behr conta que conversou com o amigo na véspera do falecimento

“Não esperava essa notícia. Grande agitador cultural, um homem de ideias e de realizações, que fazia poeta, jornalista, atuante, ativo, presente. Editor da revista Brica Brac, né? Essa revista que nos anos 80 entrou para a história da literatura a história das história das revistas literárias brasileiras do século passado. Grande Turiba, só temos que celebrar sua memória, sua eterna presença entre nós.”

A revista cultural Bric-a-Brac foi editada entre 1985 e 2022. A publicação extrapolou os limites do Distrito Federal, entrevistando intelectuais e artistas como Caetano Veloso e Paulinho da Viola; Nise da Silveira; Manoel de Barros, entre outras personalidades.

Em sua trajetória, passou pela assessoria de comunicação do ministério da Cultura, que soltou nota lamentando a morte de Turiba e afirmando que o jornalista “participou de momentos importantes da história do próprio MinC”.

O Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembrou que “além de sua escrita afiada nas redações, Turiba foi um símbolo vivo da resistência democrática que marca a história da categoria. Militante histórico, ele sofreu severa perseguição política, prisão e tortura durante o regime militar”.

Em agosto de 2024, a Comissão de Anistia concedeu anistia política a Turiba, reconhecendo que a farta documentação que o escritor reuniu e apresentou ao colegiado comprova que, durante a ditadura, ele foi perseguido por razões políticas, tendo sido monitorado pelo Serviço Nacional de Informações (SNI) até meados da década de 1980. Além da condição de anistiado, Turiba recebeu do Estado brasileiro um pedido formal de desculpas.

Após anos atuando como assessor do Ministério da Cultura, aposentou-se no início da década de 2010 para dedicar-se exclusivamente à literatura. Viveu os últimos anos entre o Rio de Janeiro, Salvador e Brasília.

Neste sábado, amigos prestam a última homenagem no Beirute, tradicional restaurante de Brasília. Reduto de muitos encontros e acontecências.


Fonte: EBC Cultura

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