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Rouanet nas Favelas investirá ao menos R$ 10 milhões em projetos

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Tem dinheiro novo chegando para fortalecer a cultura que ferve nas comunidades de todo o Brasil. Uma nova edição do programa Rouanet nas Favelas vai investir pelo menos R$ 10 milhões em projetos culturais desenvolvidos nas periferias.

A cerimônia de lançamento da iniciativa ocorre na noite desta terça-feira (30), no Edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Projetos

Nesta edição, pelo menos 50 projetos serão selecionados. Cada proposta poderá receber até R$ 200 mil para tirar ideias do papel e fazer acontecer. O programa Rouanet nas Favelas vai contemplar iniciativas de oito localidades brasileiras: Belém, Belo Horizonte, Distrito Federal, Recife, Rio de Janeiro, São Luís, São Paulo e Vitória.

Podem participar projetos de música, teatro, dança, audiovisual, artes visuais, patrimônio cultural, museus e literatura. Também há espaço para ações ligadas à cultura afro-brasileira, à cultura urbana, às tradições populares, para atividades voltadas a crianças e para projetos destinados a pessoas com deficiência.

A proposta é fazer com que os recursos cheguem a quem está na linha de frente da produção cultural nas comunidades. Gente que movimenta a cena artística das quebradas, revela talentos e transforma a realidade com muita criatividade e disposição.

Segundo o Ministério da Cultura, a ideia é reconhecer e valorizar as histórias, os saberes e as manifestações culturais que nascem nas periferias e que, muitas vezes, enfrentam dificuldades para conseguir apoio financeiro.


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria: Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos

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A Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos nesta terça-feira,1º, e ganha uma homenagem especial no Viva Maria. Com apresentação de Mara Régia, o programa celebra a história da emissora que, há quase cinco décadas, leva informação, cultura e serviço a comunidades de diferentes regiões da Amazônia.

Para marcar a data, o programa recupera a memória musical da emissora em um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele relembra o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especialmente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma experiência que buscou traduzir, em diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a relação da rádio com seus ouvintes.

“Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da rádio junto com esse povo amazônico”, conta Nilson Chaves.

A edição também apresenta uma memória especialmente afetiva. Mara Régia, que há décadas está ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, lembra que a emissora se tornou uma espécie de ponte entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão aparece com força no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela conta que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia e que, para sua família, a rádio era muito mais do que uma fonte de informação: era também um meio de comunicação entre parentes e comunidades.

Maryellen recorda, por exemplo, os calendários enviados pela emissora aos ouvintes que escreviam para a rádio. A lembrança, guardada desde a infância, transforma em testemunho da presença da Nacional da Amazônia no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação praticamente não chegavam.

E, para Mara Régia, a comemoração dos 49 anos já aponta para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, em 2027.

Confira no player.


Fonte: EBC Cultura

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