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Tese explica história pouco conhecida da imigração alemã na Bahia

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O Brasil relembra a história da imigração alemã no país e, embora o imaginário popular associe essa presença quase que exclusivamente à região Sul, a Bahia guarda capítulos pouco conhecidos dessa trajetória.

Registros históricos apontam a chegada de grupos alemães no estado, com direito a um cemitério dedicado a eles em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e até um campo de concentração na cidade de Maracás, no sul da Bahia. De acordo com a pesquisadora Marina Helena Chaves, que resgatou essa memória em sua tese de doutorado, compreender esses registros é fundamental para reconhecer a diversidade da nossa formação histórica.

“A Bahia foi o local em que se tentou, pela primeira vez, estabelecer uma colônia no Brasil. Então, mesmo antes de 1822, houve uma tentativa do governo federal para que a Bahia tivesse colônias alemãs. Foram várias tentativas.”

Entre a chegada dos primeiros imigrantes em Cachoeira e os desdobramentos políticos e sociais em Maracás, o estudo revela como essa comunidade se estabeleceu e impactou o território baiano. Segundo a pesquisadora, resgatar esses fatos mostra que a imigração alemã foi um fenômeno muito mais amplo e complexo do que se costuma registrar nos livros didáticos.

“Eu sou professora de História e a gente tem uma hegemonia do conhecimento científico, uma hegemonia europeia, mas dentro de uma lógica dicotômica. E nos livros, quando eu estudei, a gente via os alemães como sinônimo de nazista. Eu morei lá em Maracás e vi alguns monumentos representativos de um povo que era o alemão. Na memória coletiva, a presença alemã era inegável.”

A tese de doutorado de Maria Helena Chaves amplia o olhar sobre o tema, revelando a marca da história da imigração alemã também em solo baiano.
 


Fonte: EBC Cultura

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Salvador recebe programação do 17º Fiac a partir desta terça-feira

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A partir desta terça-feira (27), vários espaços de Salvador serão palco para diversas vertentes da produção teatral baiana, de outros estados e também internacionais. A cidade recebe, até o próximo domingo (1º), a programação do 17º Fiac – Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia.

Dez montagens de teatro, dança e performance; quatro oficinas; residência artística; atividades para crianças, jovens e adultos; palestras; bate-papo; e lançamentos de livros ocuparão o Teatro Martim Gonçalves, o Teatro do Goethe-Instituto, o Museu de Arte Contemporânea da Bahia, o Espaço Cultural Alagados, dentre outros locais. São artistas de Bahia, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além de convidados do Marrocos e do México.

Parte dos eventos são gratuitos e, para os espetáculos pagos, os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla. A programação completa está no Instagram oficial do evento @fiacbahia.

Programação

Um dos destaques do primeiro dia de programação é o espetáculo-performance “Puff”, do Rio de Janeiro, a partir das 19h, no Teatro Martim Gonçalves. A apresentação traz para o centro da cena o performer e referência do “passinho” no Brasil Hiltinho Fantástico. Ele materializa no palco o resultado de uma pesquisa que busca aproximar a dança contemporânea de formas urbanas, e transforma o corpo do bailarino em lugar de invenção, lembrança e deslocamento.

Ainda dentro do evento, entre quinta (29) e sábado (31), ocorre o 11º Seminário Internacional de Curadoria e Mediação em Artes Cênicas. As atividades são gratuitas e com acessibilidade.

O festival também abriga dentro da programação a sétima edição do Liquidificador de Mídias, que oferece ao público encontros que misturam artes cênicas, performance, audiovisual, tecnologias digitais e processos colaborativos de criação. Todas as ações do Liquidificador de Mídias serão no Museu de Arte Contemporânea da Bahia.

 

 

 

 

 

 


Fonte: EBC Cultura

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