Mato Grosso

Coronel Vânia recua e não disputará cadeira na Assembleia Legislativa

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A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vânia Rosa, decidiu deixar a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso nas eleições de 2026. O pedido de renúncia foi protocolado na última sexta-feira (14) no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), retirando seu nome da chapa do MDB.

A saída acontece depois de uma mudança significativa na trajetória política de Vânia. Eleita vice-prefeita de Cuiabá pelo Novo, partido identificado com pautas liberais e de direita, ela rompeu politicamente com o prefeito Abílio Brunini (PL) e posteriormente deixou a legenda para ingressar no MDB.

A decisão de abandonar a candidatura ocorre, portanto, em meio a uma trajetória marcada pela mudança de campo político. Vânia chegou a ser oficialmente incluída nas atas das convenções do MDB como candidata a deputada estadual, com o número 15.190.

Apesar do pedido formal encaminhado à Justiça Eleitoral, Vânia afirmou que ainda pretende explicar publicamente a situação. Ao ser procurada, declarou que, na avaliação dela, não teria chegado efetivamente a ser candidata.

“Teoricamente, não foi uma renúncia. Não cheguei a me candidatar. Ao menos é o que sei”, afirmou.

O processo agora tramita no TRE-MT. Nesta segunda-feira (17), o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra intimou o MDB para se manifestar sobre o pedido apresentado pela vice-prefeita.

A saída também altera a composição da chapa do MDB para a Assembleia. O partido havia confirmado seus candidatos no início do mês, enquanto decidiu não lançar nomes para a Câmara dos Deputados e concentrar esforços na candidatura da deputada estadual Janaina Riva ao Senado.

Da direita ao MDB

A trajetória recente de Coronel Vânia ganhou destaque justamente pela mudança de posicionamento partidário. Ela chegou à Prefeitura de Cuiabá ao lado de Abílio Brunini, uma das principais lideranças da direita em Mato Grosso, mas posteriormente rompeu com o prefeito.

Depois da saída do Novo, Vânia ingressou no MDB, legenda historicamente associada a grupos tradicionais da política mato-grossense.

A mudança provocou repercussão no cenário político da capital, principalmente pela conhecida oposição de Abílio ao MDB, partido que reúne adversários políticos do prefeito, entre eles o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e o deputado estadual Eduardo Botelho.

A desistência da candidatura à Assembleia acrescenta um novo capítulo à trajetória política da vice-prefeita e deixa em aberto os próximos passos de Vânia na eleição de 2026.

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Cuiabá

Abilio critica operações em ano eleitoral: “Às vezes parecem só para fazer mídia”

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a realização de operações policiais durante o período eleitoral para investigar fatos antigos e afirmou que ações desse tipo podem acabar interferindo na disputa política.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (13), ao comentar a proposta do deputado federal José Medeiros (PL-MT), candidato ao Senado, que defende impedir operações policiais contra candidatos nos seis meses que antecedem as eleições.

Abilio, no entanto, afirmou que não é contrário às investigações. Para ele, suspeitas de corrupção ou desvio de dinheiro público em andamento devem ser apuradas independentemente do calendário eleitoral.

“Se tiver qualquer situação de desvio de dinheiro público, durante esse período, qualquer período que seja, a operação deve ser feita”, afirmou.

O prefeito fez uma distinção entre investigações legítimas e ações que, na avaliação dele, podem ser utilizadas para produzir impacto político durante a campanha.

“Agora imagina alguém querer investigar um fato do passado, que já não está mais acontecendo, dentro desse período, apenas para tumultuar o processo eleitoral. Acho que esse é o X da questão”, declarou.

Ao comentar a Operação Heritage, que investiga suspeitas envolvendo um acordo de mais de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, Abilio defendeu que o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), candidato ao Senado e investigado no caso, seja investigado, mas criticou qualquer eventual uso político da operação.

“Investiga todo mundo. Até o Mauro acho que é a favor que seja investigado o mais rápido possível. Agora, há uma diferença entre a investigação e a instrumentalização de um ato político. Existe uma grande diferença disso”, afirmou.

Abilio também citou investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro para argumentar que ações de órgãos públicos podem produzir efeitos no cenário eleitoral.

“O que não pode é transformar ações do poder público em instrumento de perturbação da ordem eleitoral. Tem alguma coisa errada? Investiga. Sem problema nenhum. Agora, tem atos que às vezes parecem só para fazer mídia”, disse.

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