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Mostra Sesc Cariri de Culturas começa hoje e vai até domingo

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Dezenas de cidades do interior do Ceará recebem a partir desta quinta-feira (20) um dos festivais de cultura mais tradicionais da região. Até o próximo domingo, cerca de 28 municípios da Região do Cariri, entre eles, Barbalha, Crato, Nova Olinda e Juazeiro do Norte – recebem mais uma edição da Mostra Sesc Cariri de Culturas.

São 319 atividades abertas ao público, envolvendo mais de 2.600 artistas, entre músicos, escritores, mestres e brincantes de várias manifestações culturais. A programação terá exposições, shows, cafés literários, rodas de conversas, exibição de filmes, além de ações formativas e expressões da tradição. 

Dez artistas se apresentam na Mostra. Entre eles, a cantora Maria Rita, com o seu mais novo trabalho “Redescobrir Vol. 2”, no sábado, a partir de oito da noite, no Parque da Cidade, em Barbalha. O mesmo espaço recebe em seguida o cantor e multi instrumentista cearense Leonardo de Luna, com o espetáculo “A Luz do Meu Forró”, celebrando a tradição a musicalidade nordestina. 

Nas artes cênicas, uma das atrações é o espetáculo “Circo de los Pies”, que será realizado entre esta quinta até o próximo sábado (22) no Teatro Sesc do Crato, no Teatro Sesc Patativa do Assaré, em Juazeiro; e no Teatro Violeta Arraes, em Nova Olinda, respectivamente. 

Para as crianças, além das várias ações formativas, o destaque é a programação da Mostrinha que reúne atrações voltadas para esse público. Haverá ainda exposição de livros e cordeis infantis, exposição de brinquedos do artesão Dim Brinquedim, espetáculo do cantor, compositor e pesquisador de música infantil, Rubinho do Vale, além de peças infantis como a do grupo Catarsis – Arte para infância e juventude. 

Na área museológica, um dos destaques é a inauguração da 30ª unidade do Museu Orgânico do Sesc Ceará. O Museu Casa do Soldadinho do Araripe será inaugurado na cidade do Crato, às dez da manhã deste sábado. O novo espaço chama a atenção para o patrimônio natural da Chapada do Araripe, com suas fontes de água, trilhas, e que é o berço onde vive o pássaro Soldadinho-do-Araripe e diversas outras espécies.

O calendário dos 4 dias de evento já está disponível no site mostrasescdeculturas.com.br.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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