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Ex-diretor do IMAFIR-MT recebeu R$ 774 mil na conta pessoal e de empresa, afirma polícia

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Conteúdo/ODOC – Investigado pela Polícia Civil, o ex-diretor executivo do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (IMAFIR-MT), Afrânio Migliari, teria recebido aproximadamente R$ 774 mil em sua conta pessoal e na de uma empresa de sua propriedade.

As transferências estão entre as movimentações financeiras investigadas na Operação Mandato Espúrio, deflagrada nesta terça-feira (25), para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo cerca de R$ 1 milhão em recursos ligados ao instituto.

Segundo a Polícia Civil, os investigadores identificaram repasses que somam quase R$ 774 mil para contas vinculadas a Afrânio. Outra transferência, de R$ 270 mil, teria sido destinada a um escritório de advocacia, cuja identidade não foi divulgada.

Afrânio foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a operação. O ex-presidente do IMAFIR-MT Hugo Garcia (PSDB), que atualmente disputa uma vaga de deputado estadual, também está entre os investigados.

Na residência de Hugo, os policiais apreenderam joias, relógios de luxo, aparelhos celulares e um notebook. Os materiais serão analisados no decorrer das investigações.

A Polícia Civil apura suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica supostamente praticados pelos dois ex-dirigentes da entidade.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias de Afrânio e Hugo e a suspensão dos acessos às contas do IMAFIR-MT.

As movimentações financeiras sob investigação teriam ocorrido em um período marcado por uma disputa envolvendo a representação legal do instituto. A Polícia Civil busca esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados.

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Alvo de operação, faccionado reage e morre em confronto com policiais civis no norte de MT

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Conteúdo/ODOC – Um dos alvos da Operação Dissolução Forçada, identificado como Ian dos Santos, de 30 anos, morreu em confronto com policiais civis na manhã desta quarta-feira (26), em Sinop. Segundo a Polícia Civil, ele teria reagido à abordagem e sacado uma arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

De acordo com o delegado da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, José Getúlio Daniel, os policiais foram até o endereço de Ian para cumprir a ordem judicial. Ao perceber a presença da equipe, o investigado teria tentado fugir e, em seguida, sacado a arma.

Diante da reação, conforme o delegado, os policiais efetuaram disparos. Ian foi atingido e morreu no local.

Ian era investigado por suposto envolvimento com uma facção criminosa ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 12 milhões entre 2024 e 2025.

A Operação Dissolução Forçada cumpre 48 ordens judiciais, entre elas 18 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 12 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, além da suspensão das atividades de seis empresas.

As ações são realizadas simultaneamente em Mato Grosso, Paraná, Goiás e São Paulo. Em Mato Grosso, os mandados são cumpridos em Sinop, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Matupá.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram empresas que seriam utilizadas para movimentar e dar aparência lícita a dinheiro proveniente de atividades criminosas. A operação tem como objetivo interromper o fluxo financeiro e descapitalizar a organização criminosa.

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