Mato Grosso
Max Russi lidera corrida à Assembleia; Beto, Dr. João, Bortolin e Alessandra estão entre os mais citados
Mato Grosso
O deputado estadual Max Russi aparece com o maior percentual numérico na nova pesquisa do Instituto Data Index para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No levantamento espontâneo, ele foi citado por 2,82% dos entrevistados.
Na sequência aparecem Dilmar Dal Bosco, com 2%, e Lúdio Cabral e Beto Dois a Um, ambos com 1,94%. Logo depois vem Dr. João, com 1,88%.
Também figuram entre os nomes mais lembrados Eduardo Botelho, Nininho e Samanta do Abilio, todos com 1,81%, além de Paulo Araújo, com 1,75%.
Léo Bortolin registra 1,69%, mesmo percentual de Tiago Silva e Jéssica Riva. Já Alessandra Ferreira aparece com 1,63%, empatada numericamente com Carlos Avalone.
Como a pesquisa é espontânea, os entrevistados responderam em quem votariam sem receber previamente uma lista de nomes. O levantamento mostra ainda que 24,4% não souberam ou não responderam, enquanto 1,75% disseram que não votariam em nenhum dos nomes apresentados espontaneamente pelos entrevistados.
A pesquisa está registrada sob o número MT-09140/2026. A Data Index realizou 1.600 entrevistas entre os dias 24 e 27 de setembro de 2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro máxima estimada em aproximadamente 2 pontos percentuais.
Confira os nomes com os maiores percentuais: Max Russi, 2,82%; Dilmar Dal Bosco, 2%; Lúdio Cabral, 1,94%; Beto Dois a Um, 1,94%; Dr. João, 1,88%; Botelho, 1,81%; Nininho, 1,81%; Samanta do Abilio, 1,81%; Paulo Araújo, 1,75%; Léo Bortolin, 1,69%; Tiago Silva, 1,69%; Jéssica Riva, 1,69%; Carlos Avalone, 1,63%; Alessandra Ferreira, 1,63%; Diego Guimarães, 1,56%; Gilberto Cattani, 1,50%; Engº Sebastião Machado Rezende, 1,43%; Juca do Guaraná, 1,25%; Alan Porto, 1,25%; Valmir Moreto, 1,19%; Faissal, 1,19%; Julio Campos, 1,19%; e Zé Carlos do Patio, 1,19%

Mato Grosso
TCE descobre R$ 115 mil em multas sem responsáveis e pune ex-prefeito de Poconé
O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou falhas no controle da frota da Prefeitura de Poconé e responsabilizou três ex-gestores da administração municipal. Entre os problemas identificados está o acúmulo de mais de R$ 115 mil em multas de trânsito sem que o município instaurasse procedimentos para identificar os responsáveis pelas infrações e buscar o ressarcimento dos valores aos cofres públicos.
A representação foi julgada procedente pelo Tribunal, que aplicou multa individual de R$ 2,9 mil ao ex-prefeito Tatá Amaral, ao ex-secretário municipal de Infraestrutura, Ney Rondon, e ao ex-diretor de Transporte, Naudson Luis Bastos de Andrade. Juntas, as penalidades chegam a aproximadamente R$ 8,7 mil.
A auditoria identificou ainda problemas na própria utilização dos veículos oficiais. Segundo o TCE, 47 pessoas conduziam carros da Prefeitura sem autorização formal ou sem estarem oficialmente investidas na função de motorista.
Durante a análise, foram verificadas 68 carteiras de habilitação. Apenas 21 pertenciam a pessoas registradas formalmente como motoristas do município.
Falhas iam além das multas
O levantamento apontou outras deficiências na administração da frota, como ausência de controle individualizado de abastecimento e manutenção, falta de vistorias e checklists e veículos com licenciamento vencido.
Também foram identificadas falhas no controle de peças e o descumprimento de uma determinação anterior do próprio Tribunal de Contas. Para o relator do processo, conselheiro Alisson Alencar, o conjunto das irregularidades ultrapassou uma simples falha administrativa.
Na decisão, ele classificou a conduta dos gestores como marcada por “evidente desídia” na administração da frota e na proteção do patrimônio público. “A extensão das falhas identificadas, a natureza elementar dos controles negligenciados e, sobretudo, a persistência das irregularidades mesmo após a atuação da Unidade de Controle Interno e desta Corte de Contas afastam a hipótese de mero equívoco administrativo.”
Ainda conforme o relator, as circunstâncias caracterizaram erro grosseiro suficiente para responsabilizar os três ex-gestores.
Ex-prefeito apresentou defesa
Durante o processo, Tatá Amaral contestou as conclusões da auditoria e afirmou que o relatório do Controle Interno apontava apenas fragilidades no controle de abastecimento da frota.
A defesa sustentou que não havia comprovação de desvio de recursos, dano ao erário ou irregularidade praticada por agentes específicos. O ex-prefeito também alegou não ter agido com dolo ou erro grosseiro e questionou a necessidade de abertura de sindicância, processo administrativo ou tomada de contas.
Tatá Amaral e Ney Rondon apresentaram defesa dentro do prazo. Naudson Bastos, embora regularmente citado, não se manifestou e teve a revelia decretada pelo Tribunal.
Prefeitura terá 180 dias para corrigir falhas
Além das multas aos ex-gestores, o TCE determinou que a atual administração de Poconé adote medidas para melhorar o controle da frota municipal.
A Prefeitura terá 180 dias para implementar os procedimentos determinados pelo Tribunal.
Entre as medidas está a abertura de processos para identificar os responsáveis pelas infrações de trânsito, calcular os valores envolvidos e adotar providências para tentar recuperar os recursos aos cofres públicos.
A determinação também busca evitar a repetição das falhas apontadas durante a fiscalização.
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