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Mauro tem 46,5% no 1º voto ao Senado em Cuiabá; Janaina, 19,8%

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poucos dias do primeiro turno, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) aparece com 46,5% das intenções de voto na primeira escolha para o Senado entre os eleitores de Cuiabá, segundo pesquisa Percent Brasil realizada entre os dias 15 e 18 de setembro. A deputada estadual Janaina Riva (MDB) registra 19,8%, enquanto o deputado federal José Medeiros (PL) tem 6,3%.

Na sequência aparecem Carlos Fávaro (PSD), com 6,2%, e o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 5,8%. Coronel Darwin (Democrata) registra 1,7%; Galvan (Avante), 1%; e Margareth Buzetti (PP), 0,7%. Brancos e nulos somam 4,7%, enquanto 7,3% não souberam responder ou permanecem indecisos.

O levantamento é restrito ao eleitorado de Cuiabá e, portanto, não representa o conjunto de Mato Grosso. A metodologia e os registros informados para a pesquisa — 600 entrevistados na Capital, coleta entre 15 e 18 de setembro, margem de quatro pontos percentuais e registros MT-02166/2026 e BR-08302/2026 — também aparecem em publicações recentes sobre outros recortes do mesmo levantamento.

Janaina aparece à frente no segundo voto
Como cada eleitor escolherá dois candidatos diferentes ao Senado em 2026, a Percent Brasil também perguntou qual seria a segunda opção de voto.
Nesse recorte, Janaina registra 17,8%, Mauro tem 15,3% e Pedro Taques aparece com 12,5%. Fávaro alcança 7,7% e Medeiros, 6%.

A segunda escolha apresenta grau maior de indefinição. Ao todo, 27,8% não souberam responder ou ainda não escolheram um candidato, enquanto 5,2% declararam voto branco ou nulo.
A diferença entre os dois recortes mostra que as preferências se distribuem de maneira distinta entre a primeira e a segunda escolha. Mauro concentra parcela maior das citações no primeiro voto, enquanto Janaina registra percentual superior ao do ex-governador quando o eleitor é questionado especificamente sobre a segunda opção.
Mauro é o mais citado na espontânea
Mauro também aparece como o nome mais lembrado quando os entrevistadores não apresentam a relação de candidatos.
Na pesquisa espontânea, ele recebe 21,2% das citações. Janaina tem 7,2%, seguida por Fávaro, com 4,2%; Medeiros, com 3,7%; e Taques, com 2,5%.
Nesse cenário, porém, a indefinição ainda é elevada: 59,5% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente um candidato ou permanecem indecisos. Outros 1% declararam voto branco ou nulo.

Soma e média
No quadro denominado pela pesquisa como “soma e média”, que reúne as duas escolhas, Mauro registra 30,9% e Janaina, 18,8%.
Pedro Taques aparece com 9,2%, seguido por Fávaro, com 7%, e Medeiros, com 6,2%. Margareth Buzetti tem 1,9%; Coronel Darwin, 1,6%; Galvan, 1,5%; Beny Godoy, 0,4%; e Professor Nelson Ferreira, 0,3%.
Nesse recorte, os indecisos representam 17,6%.

O cenário na Capital difere do levantamento estadual anterior da própria Percent Brasil. Na pesquisa divulgada em agosto, realizada com 1.200 eleitores em Mato Grosso, Mauro tinha 20% na soma e média dos dois votos e Janaina, 18,9%, dentro da margem de erro daquela rodada. A comparação deve ser feita com cautela porque as pesquisas abrangem populações e amostras diferentes: a atual mede somente Cuiabá, enquanto a anterior abrangia o Estado.

Taques tem maior rejeição
A Percent Brasil também perguntou em quais candidatos os entrevistados não votariam. Pedro Taques registra o maior percentual de rejeição, com 17%.
Medeiros aparece com 7,5%, seguido por Janaina, com 6,8%; Mauro, com 6,7%; e Fávaro, com 6,2%. Galvan tem 3,8%; Coronel Darwin, 3,3%; Beny Godoy, 2,7%; Buzetti, 1,5%; e Professor Nelson Ferreira, 1,3%.

Pesquisa ouviu 600 eleitores
A Percent Brasil entrevistou 600 pessoas em Cuiabá, incluindo os distritos de Nossa Senhora da Guia, Coxipó, Rio dos Peixes e Sucuri, entre 15 e 18 de setembro. As entrevistas foram presenciais e domiciliares, com questionário estruturado.

A pesquisa informa margem de erro de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números MT-02166/2026 e BR-08302/2026. Dados metodológicos publicados sobre a mesma pesquisa confirmam as 600 entrevistas presenciais, o período de campo, a margem de erro e os registros eleitorais.
Observação para edição: no texto-base consta que a pesquisa considera pessoas com “15 anos ou mais”. Eu retiraria essa informação até conferir o questionário/registro integral, porque a idade eleitoral mínima no Brasil é 16 anos; as fontes públicas que localizei confirmam amostra, datas, margem e registros, mas não sustentam esse corte etário de 15 anos

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Saiba o que faz um deputado estadual

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Democracia é o regime político em que o poder é exercido pelo povo. No Brasil, a democracia representativa garante a participação dos cidadãos na vida política do país, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios por meio das eleições. Nesse modelo, os representantes eleitos tomam decisões e criam leis em nome da população. Assim, a soberania do povo é exercida pelo direito de escolher quem governa ou faz as leis.

A administração pública brasileira, separada nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é distribuída nos níveis federal, estadual e municipal. O Legislativo, por exemplo, é formado por deputados federais e senadores, que atuam no Congresso Nacional; por deputados estaduais, que compõem as assembleias legislativas; e por vereadores, nas câmaras municipais. Há ainda os deputados distritais, que representam o povo do Distrito Federal.

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é composta atualmente por 24 deputados estaduais. Esse número corresponde a três vezes a quantidade de deputados federais que representam o estado na Câmara dos Deputados. São eles os representantes dos 142 municípios mato-grossenses no Poder Legislativo estadual, onde têm como principais funções legislar e fiscalizar os atos do governo durante um mandato de quatro anos.

Votar e poder ser votado são direitos fundamentais em uma democracia, mas a participação do cidadão na política não termina depois das eleições. A sociedade também tem o direito de acompanhar o trabalho de quem foi eleito, conhecer as decisões tomadas e cobrar ações. Para isso, é importante entender o que cada agente político pode e deve fazer.

Competências de cada esfera legislativa – O secretário parlamentar da Mesa Diretora da ALMT, Eduardo Moreira Lustosa, explica que a Constituição Federal define o que é competência municipal e o que é competência federal, sendo que a estadual é residual: o que não é da competência do vereador nem do deputado federal é do deputado estadual.

“O vereador, com atuação municipal, vai discutir assuntos de interesse local. O estadual vai discutir assuntos de seu estado. E o federal vai defender interesses de sua federação, mas também discutir assuntos nacionais”, detalha.

Legislar e fiscalizar são as mais importantes funções de um deputado estadual, mas não as únicas. Entre as principais atribuições, de acordo com Lustosa, estão discutir e aprovar leis, elaborar e analisar pareceres nas comissões, debater políticas públicas e fiscalizar os atos do governador. O trabalho parlamentar ainda inclui participação em audiências públicas, câmaras temáticas e frentes parlamentares, que envolvem tanto a população em geral quanto especialistas na discussão de assuntos relevantes para a sociedade.

“A principal atribuição de um deputado estadual, a sua missão, é representar o povo. O deputado, uma vez eleito e empossado, não representa os eleitores dele, representa toda a população do estado de Mato Grosso, todas as pessoas que moram e vivem aqui”, diz o secretário.

“É um erro achar que os deputados só defendem os interesses dos eleitores deles. O voto é secreto justamente para defender o eleitor de influências, de pressão. O eleitor é livre para votar em quem quiser. A partir do momento em que acaba a eleição e que o tribunal eleitoral valida e dá posse, os deputados representam todos os cidadãos”, reforça.

Os limites da atuação parlamentar – Devido à repartição de funções definidas pela Constituição, existem atividades, porém, que não podem ser exercidas diretamente pelo deputado estadual. Há ações que podem ser de responsabilidade do Poder Executivo (governador ou prefeito), como a execução de obras públicas, ou de vereadores, deputados federais e senadores.

“A base territorial dele [deputado estadual] é só o estado. Se for de um estado vizinho, por exemplo, mesmo sendo às vezes só uma ponte que separe, já não é atribuição. Da mesma forma, tem problemas locais que são atribuições do Poder Legislativo municipal, dos vereadores, ou do prefeito”, afirma Lustosa.

Conhecendo as funções de um deputado estadual e até onde ele pode atuar, cabe ao cidadão o papel de acompanhar cada representante. “Muitos deputados estão vindo agora à reeleição, então é uma oportunidade de avaliar a atuação do candidato. Saber como o deputado se posicionou pode definir a continuidade do apoio. O eleitor tem à disposição, no site da ALMT, a produção legislativa de cada deputado e pode verificar se ela foi relevante, não apenas em quantidade”, conclui o secretário.

Fonte: ALMT – MT

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