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Emocionado Dr. João agradece onda de apoio e encerra agenda em Cuiabá

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*TOCA DA ONÇA*

 

Primeiro-secretário da ALMT passou pelo CPA e encerrou sua participação em reuniões na Capital diante de uma plateia lotada no comitê de Janaina Riva

O deputado estadual, primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição Dr. João (MDB) encerrou, na noite desta terça-feira (29), sua participação em reuniões políticas da campanha em Cuiabá. A agenda começou na região do CPA e terminou na Toca da Onça, no Despraiado, diante de uma plateia lotada de apoiadores.

A primeira reunião da noite ocorreu no CPA e reuniu moradores, lideranças e apoiadores da candidatura. Na sequência, Dr. João seguiu para a Toca da Onça, espaço utilizado pela campanha da candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) para encontros políticos na Capital. O local recebeu diferentes reuniões de campanha ao longo das últimas semanas.

Ao chegar ao segundo encontro, Dr. João foi recebido pelos apoiadores e se emocionou ao agradecer a mobilização construída durante a campanha. O parlamentar, que ocupa atualmente a Primeira-Secretaria da ALMT, destacou a trajetória percorrida nos últimos meses e o trabalho desenvolvido ao longo de dois mandatos.

Em sua manifestação, Dr. João agradeceu às lideranças, amigos e voluntários que participaram das agendas realizadas em Cuiabá e destacou que a campanha entrou em seus últimos dias.

O deputado também lembrou aos presentes que pesquisas, reuniões e mobilizações não substituem a decisão do eleitor nas urnas. Segundo ele, o resultado será definido somente no domingo da eleição e, por isso, pediu aos apoiadores que mantenham a mobilização até o encerramento da votação.

Dr. João reforçou durante o discurso sua candidatura à reeleição, além do apoio a Janaina Riva para o Senado e aos candidatos a deputado federal que participaram de sua caminhada eleitoral.

Em tom emocionado, o candidato ressaltou ainda que chega à reta final com uma campanha marcada pelo contato direto com a população em Cuiabá, Várzea Grande, Tangará da Serra e municípios de diferentes regiões do Estado.

“Chegar ao fim dessa caminhada e encontrar tanta gente aqui é algo que emociona. Foram semanas intensas, ouvindo as pessoas, prestando contas do nosso trabalho e percorrendo Mato Grosso. Quero agradecer a cada pessoa que abriu a porta da sua casa, participou de uma reunião ou esteve conosco durante essa caminhada”, afirmou Dr. João.

O parlamentar também alertou que a campanha ainda não terminou e destacou a importância dos últimos dias antes da votação.

“A eleição só termina quando o último voto é colocado na urna. É por isso que seguimos trabalhando até o final. Quero agradecer a todos que estão conosco e reforçar nosso compromisso de continuar trabalhando por Cuiabá e por Mato Grosso”, acrescentou.

Nos últimos dias de campanha, Dr. João participará de mobilizações na região de Tangará da Serra, sua base eleitoral.

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Vacinas salvaram 154 milhões de vidas, mas queda na cobertura ameaça conquistas históricas

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SAÚDE PÚBLICA

Pediatra e infectologista Sandoval Carneiro Filho alerta que doenças controladas podem voltar a circular quando a população deixa de se vacinar e reforça a importância de manter a caderneta atualizada em todas as fases da vida

A vacinação está entre as principais responsáveis pelos avanços da saúde pública nas últimas décadas. Segundo estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), os imunizantes salvaram 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos, principalmente de crianças, o equivalente a seis vidas por minuto.

O dado foi destacado pelo pediatra e infectologista Dr. Sandoval Carneiro Filho, cooperado da Unimed Cuiabá há 32 anos, durante entrevista ao Unicast, o podcast da Unimed Cuiabá nesta semana.

Ao lado dos antibióticos, o médico classifica as vacinas como uma das intervenções que mais impactaram a história da humanidade. O próprio sucesso da imunização, porém, criou um novo desafio: como doenças graves deixaram de fazer parte da rotina da população, também diminuiu a percepção sobre os riscos que elas representam.

“Quanto mais eficaz é a vacina, menos a doença fica visível”, explica Sandoval, ao lembrar que doenças como difteria, tétano, coqueluche, sarampo e poliomielite já foram muito mais presentes no cotidiano das famílias.

A varíola é a única doença humana completamente erradicada pela vacinação. As demais estão controladas, mas podem voltar a circular quando a cobertura vacinal cai. O especialista cita o sarampo e a coqueluche como exemplos de doenças que exigem atenção permanente.

“As gerações mais velhas viram doentes com difteria, tétano, coqueluche, sarampo e sequelas de poliomielite. Hoje, os médicos jovens que estão se formando só conhecem essas doenças nos livros e na teoria, sem ver na prática, o que dificulta até o diagnóstico caso apareça um caso. Essas doenças foram controladas pelas vacinas, mas não erradicadas. A única doença humana totalmente erradicada por vacinas foi a varíola, cujo vírus hoje existe apenas em laboratórios de alta segurança. Se baixarmos a cobertura vacinal de outras doenças, podemos ter a reemergência de surtos”, alertou Sandoval.

*Adultos também precisam se vacinar*

Apesar da alta adesão às vacinas infantis, o médico alerta que adultos e idosos frequentemente deixam de manter a caderneta atualizada. No SUS, adultos têm acesso a imunizantes contra hepatite B, difteria e tétano, febre amarela e tríplice viral.

Na rede privada, também estão disponíveis vacinas contra pneumococo e meningococo. Para pessoas acima dos 50 anos, Sandoval destaca a importância da proteção contra o herpes-zóster, que pode provocar dor intensa e comprometer a qualidade de vida.

As gestantes também precisam manter a vacinação em dia. Além de proteger a mãe, algumas vacinas permitem a transferência de anticorpos para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida.

Já pacientes com câncer, doenças reumatológicas, cardiopatias, diabetes, asma ou que utilizam imunossupressores podem ter acesso a imunobiológicos especiais gratuitamente pelo Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRI), mediante encaminhamento médico.

*Vacina atrasada não significa começar de novo*

Outra orientação importante é para quem perdeu o prazo de alguma dose. Segundo Sandoval, não é necessário reiniciar o esquema vacinal do zero. A orientação é completar as doses pendentes respeitando os intervalos mínimos recomendados.

Em caso de perda completa da carteira de vacinação e ausência de qualquer registro, o adulto deve procurar orientação profissional para avaliar a necessidade de refazer o esquema indicado para sua faixa etária.

O especialista também reforça a importância de buscar informação em fontes confiáveis, como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

*Proteção coletiva*

Para Sandoval, manter a vacinação em dia vai além da proteção individual. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação de determinados vírus e bactérias, protegendo também pessoas que não podem receber alguns imunizantes.

O alerta ganha importância diante da retomada de casos de doenças que estavam sob controle. O médico cita a notificação recente de casos de sarampo em São Paulo como exemplo da necessidade de manter a atenção sobre a cobertura vacinal.

O desenvolvimento dos imunizantes também passa por um rigoroso processo de avaliação, que inclui estudos pré-clínicos e três fases de testes clínicos antes da liberação. Depois disso, a segurança continua sendo monitorada.

“Foi notificado recentemente o 15º caso de sarampo no estado de São Paulo. Vacinar não é uma atitude individual, é uma atitude coletiva. Prefiro o termo imunidade coletiva, em vez de “imunidade de rebanho. Quando a maioria se vacina, a circulação do vírus cai drasticamente, protegendo inclusive quem é mais vulnerável e não pode tomar a vacina”, reforçou Sandoval.

Ao falar sobre o futuro, Sandoval aponta a vacina contra o HIV como um dos grandes avanços que gostaria de ver desenvolvidos. Para ele, um imunizante capaz de prevenir a infecção representaria um marco histórico.

“A vacina contra o HIV. Embora existam tratamentos eficazes, a vacina libertaria os pacientes do uso contínuo de medicamentos e seria um marco para a humanidade”, finalizou.

Confira o episódio completo: https://youtu.be/WpjpGSqxrMI

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