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Jovem é preso por espancar companheira com socos e chutes dentro de residência

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Policiais militares do 5º Comando Regional prenderam em flagrante, na noite desta terça-feira (27), um homem, de 18 anos, suspeito por violência doméstica mediante tortura contra uma mulher, de 20 anos, em Barra do Garças (520 km de Cuiabá). As equipes do 5° Batalhão foram acionadas para se deslocarem até uma residência no bairro São José, no município. 

Assim que os militares chegaram, os vizinhos relataram gritos e pedidos de socorro vindos da vítima. Os policiais entraram na casa e flagraram o suspeito desferindo um soco contra a mulher, que caiu sobre um sofá enquanto tentava se defender. O homem foi abordado e detido. 

A vítima relatou que sofre agressões recorrentes, incluindo tapas, chutes e enforcamentos. Naquela noite, ela teria sido agredida com socos na cabeça, puxões de cabelo e chutes na região do quadril e nas partes íntimas, além de ter sido arrastada e ter a cabeça batida contra o piso da residência.

A mulher também informou possuir registros em vídeo de agressões anteriores. Os policiais constataram danos no guarda-roupa do casal e no celular da vítima. Conforme o relato, o suspeito teria destruído o aparelho com a intenção de eliminar provas das agressões anteriores.

A vítima relatou fortes dores na cabeça, no couro cabeludo e na região íntima em consequência das agressões. O suspeito foi detido e conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência. 

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Saiba quem são os advogados alvos de operação acusados de favorecer número 2 do CV em MT

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Conteúdo/ODOC – Os advogados Pabline Mayara Barbosa Belfort Medeiros, Gerson Tomé Trevisol e Felipe Augusto Dorileo de Rezende são os alvos da Operação Reescrita, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (28), em Cuiabá. O trio é investigado por suspeita de falsificar uma decisão judicial para beneficiar um integrante de facção criminosa.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três nas residências dos investigados e um em escritório de advocacia. Os profissionais são suspeitos dos crimes de falsificação de documento público, uso de documento falso e participação em organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, o esquema teria como objetivo viabilizar a transferência de Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, conhecido como Miro Louco, apontado como vice-líder do Comando Vermelho, da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

A transferência ocorreria antes do término do prazo de permanência do faccionado na unidade federal, estabelecido em uma decisão judicial anterior.

As investigações foram conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), após os policiais tomarem conhecimento de uma suposta decisão judicial que determinava a realização de estudos comportamentais para facilitar a transferência do preso.

A falsificação

Conforme a Polícia Civil, o caso teve início em junho de 2025, quando foi apresentado um pedido judicial para a transferência de Miro Louco.

Em dezembro do mesmo ano, dois dos advogados investigados compareceram ao gabinete de uma unidade judicial em Cuiabá para solicitar o cumprimento de uma suposta decisão que teria sido proferida em novembro.

Na ocasião, os profissionais apresentaram uma cópia do documento, que posteriormente foi encaminhada por um dos investigados ao contato institucional do gabinete.

Ao verificar a autenticidade do arquivo, servidores do Judiciário descobriram que a decisão não havia sido proferida pelo magistrado e sequer constava no processo.

A análise também identificou irregularidades, como um código de validação pertencente a outro processo e divergências em relação aos padrões dos documentos oficiais do sistema eletrônico de execução penal.

Uma perícia técnica apontou ainda indícios de que o arquivo havia sido editado externamente.

De acordo com as investigações, Pabline teria participado da elaboração ou edição da decisão falsa, enquanto Gerson e Felipe teriam atuado na apresentação e utilização do documento perante o Poder Judiciário.

Com base nos indícios, a Polícia Civil solicitou à Justiça os mandados de busca e apreensão para esclarecer a origem do documento, as circunstâncias de sua elaboração e a participação de cada investigado.

As buscas foram acompanhadas por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).

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