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Odílio Balbinotti participa de reunião da FPA e critica avanço de impostos e restrições ao setor produtiv

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O suplente de senador eleito por Mato Grosso, Odílio Balbinotti Filho (PL), participou nesta terça-feira (3) de uma reunião da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, para discutir propostas e medidas que podem afetar o agronegócio brasileiro. A pauta incluiu mudanças na jornada de trabalho, possível tributação de investimentos ligados ao setor e questões relacionadas ao licenciamento ambiental.

Entre os temas debatidos esteve a proposta do governo Lula de ampliar a cobrança de impostos sobre aplicações como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e debêntures.

 

Balbinotti manifestou preocupação com a possibilidade de aumento da carga tributária, especialmente diante do cenário de juros elevados e das dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais. Segundo ele, o setor já atravessa um período de pressão financeira e novas cobranças poderiam agravar a situação.

 

“Todo o agro hoje enfrenta uma dificuldade muito grande, principalmente por causa dos juros altos. O produtor já está em uma situação difícil e ainda vem essa tentativa de aumentar os tributos”, afirmou. O suplente também defendeu a mobilização contra medidas que, na avaliação dele, ampliam a pressão do governo federal sobre a produção.

Outro assunto discutido foi o licenciamento ambiental, cuja legislação é questionada em ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). A reunião serviu para atualizar os integrantes da FPA sobre o andamento dos processos e avaliar estratégias de atuação da bancada, com apresentação de argumentos técnicos em defesa das regras atuais.

 

Para Odílio, as normas ambientais brasileiras já estabelecem exigências rigorosas e não precisam de novas restrições que dificultem a atividade rural. Ele também criticou as ações apresentadas por partidos de esquerda no Supremo, afirmando que a bancada pretende levar informações técnicas à Corte para defender os interesses dos produtores.

 

A participação de Balbinotti na reunião, segundo o grupo político, está alinhada ao compromisso de campanha de Zé Medeiros de atuar em defesa das demandas do agronegócio. O debate ocorre em meio a discussões sobre tributação, legislação trabalhista e segurança jurídica para o setor produtivo.

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Pivetta viaja à Turquia e Max assume Palácio Paiaguás a partir desta sexta-feira

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos), assumirá o comando do Palácio Paiaguás a partir desta sexta-feira, 6 de novembro, com o afastamento temporário do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que viajará à Turquia para participar da 31ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31).

O período exato de afastamento de Pivetta ainda não foi informado.

A transmissão do cargo ocorre porque Pivetta governa atualmente sem vice-governador. Ele ocupava a vice-governadoria durante a gestão de Mauro Mendes (União Brasil), mas assumiu definitivamente o Executivo após a renúncia de Mendes, que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de outubro deste ano.

Mauro foi eleito senador, enquanto Pivetta venceu a eleição para governador. Entretanto, o novo mandato terá início apenas em janeiro de 2027, quando também tomará posse a vice-governadora eleita, Gisela Simona (União Brasil).

A viagem de Pivetta será para Antália, na Turquia, onde a COP31 será realizada entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, no Antalya Expo Center. O encontro internacional reunirá representantes de diversos países para discutir medidas de enfrentamento às mudanças climáticas, redução das emissões de gases de efeito estufa, preservação ambiental e financiamento de políticas climáticas.

A participação do governador ocorre em meio às discussões internacionais sobre sustentabilidade e preservação ambiental, temas que envolvem diretamente Mato Grosso, que abriga áreas dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal e possui forte atividade agropecuária.

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