Agricultura

Calendário de eventos 2026 ajuda produtor a planejar investimentos, tecnologia e mercado

Publicado em

Agricultura

O ano de 2026 começa com uma agenda robusta de feiras e eventos do agronegócio espalhados por todas as regiões do país. Mais do que vitrines de máquinas e insumos, esses encontros têm se consolidado como pontos-chave para decisões de investimento, ajustes de manejo e leitura de mercado em um cenário de margens apertadas e forte concorrência internacional.

Para o produtor rural, acompanhar o calendário com antecedência passou a ser parte do planejamento da safra. É nesses eventos que chegam primeiro as novidades em mecanização, biotecnologia, agricultura digital, crédito, seguro rural e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Agenda começa ainda no verão

O circuito de grandes feiras começa já em fevereiro, com destaque para o Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), um dos principais termômetros tecnológicos da agricultura brasileira. Ainda no Sul, o Show Tecnológico Copercampos, em Santa Catarina, reforça o papel das cooperativas na difusão de inovação.

Em março, o ritmo se intensifica com eventos de forte peso regional e nacional, como a Expodireto Cotrijal (RS), o Farm Show Primavera do Leste (MT) e o Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT), todos com foco direto em produtividade, logística e mercado de grãos.

No Matopiba, o AgroRosário, na Bahia, ganha relevância como espaço de discussão sobre expansão agrícola, clima e infraestrutura, enquanto no Centro-Oeste o TecnoAgro, em Chapadão do Sul (MS), reforça o debate sobre sistemas produtivos adaptados ao Cerrado.

Abril concentra grandes decisões

Abril tende a ser um dos meses mais estratégicos do calendário do agro em 2026. A Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), o Parecis Super Agro (MT) e a Norte Show, em Sinop (MT), reúnem produtores em plena tomada de decisão para a próxima safra.

O mês culmina com a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), considerada a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. Tradicionalmente, o evento funciona como um divisor de águas para negociações de máquinas, implementos e soluções de alto valor agregado.

Do campo à cadeia produtiva

Em maio e junho, a agenda avança com eventos que ampliam o foco para toda a cadeia produtiva. AgroBrasília, Showtec, Fenagra e a Bahia Farm Show combinam tecnologia, política agrícola e mercado, atraindo produtores, indústrias, bancos e formuladores de políticas públicas.

Já no segundo semestre, o destaque fica para feiras mais especializadas, como a Agroleite, no Paraná, voltada à cadeia do leite, e a AveSui, referência nacional em aves e suínos, que fecha o calendário em outubro.

Planejamento virou diferencial competitivo

Com custos elevados, crédito mais seletivo e pressão internacional sobre preços, participar de feiras deixou de ser apenas visita institucional. Para muitos produtores, é parte do cálculo econômico da atividade: comparar soluções, negociar condições e antecipar tendências.

Em 2026, o calendário do agro reforça um recado claro: informação, tecnologia e presença estratégica nos principais eventos são cada vez mais determinantes para a competitividade no campo.

SERVIÇO:

Fevereiro

  • Show Rural Coopavel
    9 a 13 de fevereiro
    Cascavel (PR)

  • Show Tecnológico Copercampos
    24 a 27 de fevereiro
    Campo Demonstrativo Copercampos – Campos Novos (SC)

Março

  • AgroRosário
    5 a 7 de março
    Correntina (BA)

  • Expodireto Cotrijal
    9 a 13 de março
    Não-Me-Toque (RS)

  • Farm Show Primavera do Leste
    10 a 13 de março
    Primavera do Leste (MT)

  • TecnoAgro
    17 a 19 de março
    Chapadão do Sul (MS)

  • Show Safra
    23 a 27 de março
    Lucas do Rio Verde (MT)

  • Expoagro Afubra
    24 a 27 de março
    Rincão del Rey – Rio Pardo (RS)

Abril

  • Tecnoshow Comigo
    6 a 10 de abril
    Rio Verde (GO)

  • Parecis Super Agro
    14 a 17 de abril
    Campo Novo do Parecis (MT)

  • Norte Show
    21 a 24 de abril
    Sinop (MT)

  • Feinagro
    22 a 24 de abril
    Mineiros (GO)

  • Agrishow
    27 de abril a 1º de maio
    Ribeirão Preto (SP)

Maio

  • Fenagra
    12 a 14 de maio
    Santana (SP)

  • Showtec
    19 a 21 de maio
    Maracaju (MS)

  • AgroBrasília
    19 a 23 de maio
    Parque Tecnológico Ivaldo Cenci – Brasília (DF)

Junho

Agosto

Outubro

Com eventos espalhados do Sul ao Norte do país, o calendário de 2026 reforça a força e a diversidade do agronegócio brasileiro. Planejar a participação com antecedência é fundamental para quem busca atualização tecnológica, networking e oportunidades comerciais em um ano que promete desafios e decisões estratégicas para o setor.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agricultura

Agro mantém quase um terço do PIB e reforça peso estrutural na economia

Publicados

em

O Dia do Agronegócio, celebrado em 25 de fevereiro, ocorre sob um dado que sintetiza a centralidade do setor na economia brasileira: em 2025, a cadeia agroindustrial respondeu por 29,4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. A cada R$ 3,40 gerados no País, R$ 1 teve origem direta ou indireta no campo.

O número consolida uma tendência de expansão do peso relativo do agro no PIB ao longo dos últimos anos, impulsionada por produtividade, demanda externa e valorização de commodities. Ao mesmo tempo, reacende o debate sobre a crescente dependência brasileira de cadeias primárias e da dinâmica internacional de preços.

A produção de grãos alcançou 354,7 milhões de toneladas na safra mais recente, novo recorde histórico. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária somou R$ 1,409 trilhão, conforme dados da Secretaria de Política Agrícola. Desse total, R$ 965 bilhões vieram das lavouras, enquanto a pecuária respondeu por R$ 444 bilhões, favorecida pela recuperação das cotações externas.

O desempenho reforça o papel do setor na sustentação da balança comercial. O Brasil lidera exportações globais de soja, açúcar e café e ocupa posições de destaque nas vendas externas de milho, carne bovina e frango. A força do agro tem sido determinante para compensar déficits em outros segmentos da economia.

Mas o avanço também revela concentração. A pauta exportadora brasileira permanece fortemente ancorada em commodities agrícolas e minerais, com menor participação de produtos industrializados de maior valor agregado. Economistas apontam que, embora o agro seja altamente competitivo e tecnologicamente sofisticado, sua predominância no PIB reflete, em parte, a perda relativa de dinamismo da indústria de transformação.

A cadeia agroindustrial vai além da produção primária. Envolve fabricantes de fertilizantes e defensivos, indústria de máquinas agrícolas, transporte rodoviário e ferroviário, armazenagem, processamento e comercialização. Esse encadeamento explica por que o impacto do setor se espalha por praticamente todas as regiões do País, influenciando emprego, renda e arrecadação.

No campo, a transformação tecnológica alterou o perfil produtivo. Agricultura de precisão, integração lavoura-pecuária-floresta, biotecnologia e sistemas digitais de gestão elevaram a produtividade por hectare e reduziram custos operacionais. A expansão recente ocorreu majoritariamente via ganho de eficiência, e não apenas por abertura de novas áreas.

O desafio agora é manter competitividade em ambiente mais complexo. Eventos climáticos extremos, pressão por rastreabilidade ambiental, exigências sanitárias crescentes e volatilidade cambial adicionam incerteza ao planejamento do produtor. A dependência brasileira de importação de fertilizantes e defensivos também permanece como ponto sensível da equação.

A noção moderna de agronegócio — como cadeia integrada que conecta insumos, produção, processamento e distribuição — foi formulada nos anos 1950 pelos economistas Ray Goldberg e John H. Davis, da Universidade Harvard. O conceito ajuda a explicar por que o desempenho do campo hoje não pode ser analisado isoladamente, mas como parte de uma estrutura econômica mais ampla.

Ao atingir quase um terço do PIB, o agro consolida posição estratégica. A questão que se impõe não é mais sobre sua relevância, mas sobre como o País equilibrará essa força com diversificação produtiva, agregação de valor e estabilidade de longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

;

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA